O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aproveitou sua participação na tradicional Festa do Peão de Barretos, no interior paulista, na noite de sábado (23), para defender publicamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e agradecer ao aliado pelas oportunidades políticas recebidas.
Defesa de Bolsonaro e crítica a processo no STF
Em discurso feito no palco principal do evento, Tarcísio recordou a passagem de 2022, quando visitou a arena pela primeira vez ao lado de Bolsonaro durante a campanha eleitoral. Sorridente, ergueu um boneco com o rosto do ex-chefe do Executivo e afirmou ter sido tomado pela “emoção” naquele momento inicial.
O governador destacou que Bolsonaro “fez tudo” por ele, “abriu portas” e hoje estaria submetido a uma “grande injustiça”, em referência ao inquérito conduzido no Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga possível articulação de golpe de Estado. Segundo Tarcísio, o Brasil vive, nesse ponto, um período de “humilhação” que causa tristeza, mas que deverá ser superado.
“Se a humilhação traz tristeza, o tempo trará a justiça”, declarou. “Tenho certeza de que a justiça chegará e esse país encontrará seu futuro. A vocação do Brasil é ser grande.” As palavras foram entoadas diante de um público que reagiu com aplausos e gritou o nome de Bolsonaro em diferentes momentos.
Aliança conservadora mira 2026
No palco, Tarcísio estava acompanhado dos governadores Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) e Romeu Zema (Novo-MG). Após o pronunciamento, os três conversaram com jornalistas nos bastidores e confirmaram a existência de um “pacto” entre eles para a eleição presidencial de 2026, quando Bolsonaro estará inelegível até 2030.
Caiado, que se declara pré-candidato ao Planalto, disse que o grupo reúne gestores “experientes” e que “aquele que chegar” à disputa saberá “colocar ordem no Brasil”. Tarcísio concordou, acrescentando que “a direita tem excelentes nomes” para conduzir o país.
Além do governador goiano, parlamentares ligados ao agronegócio e lideranças regionais compareceram ao camarote oficial. A presença de representantes de três estados relevantes — São Paulo, Minas Gerais e Goiás — sinaliza articulação para apresentar uma alternativa conservadora unificada, caso o bloco julgue necessária a convergência em torno de um nome único.
Contexto e próximos passos
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em junho, decisão que o impede de disputar cargos até 2030. Mesmo fora da disputa, a influência eleitoral dele continua forte, sobretudo no eleitorado do interior e em setores ligados ao agronegócio, ambiente predominante em Barretos. Tarcísio, Caiado e Zema buscam se posicionar como herdeiros desse capital político, reforçando a imagem de continuidade de pautas liberais na economia e conservadoras nos costumes.


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Imagem: Internet
Nos bastidores, a leitura é que a definição do candidato ocorrerá apenas em 2025, após medição de força nas eleições municipais do próximo ano e das pesquisas que apontarão quem tem maior viabilidade para enfrentar o nome que venha a ser lançado pela esquerda. Até lá, a estratégia comum é manter a união, evitar atritos públicos e defender Bolsonaro em todas as frentes, inclusive na esfera judicial.
Apoio popular e simbolismo do evento
A Festa do Peão de Barretos é considerada vitrine política devido à forte presença de público e cobertura nacional. A edição de 2023 reuniu milhares de pessoas e contou com discursos que reforçaram temas caros à base conservadora: defesa da propriedade privada, valorização do setor agropecuário e críticas à alta carga tributária.
Ao erguer o boneco de Bolsonaro e citar o “tempo da justiça”, Tarcísio buscou reforçar o vínculo com o eleitorado fiel ao ex-presidente, projetando-se como defensor de quem considera injustiçado. O gesto teve respaldo de Caiado e Zema, que repetiram palavras de apoio a Bolsonaro nos bastidores e endossaram a narrativa de que haverá “reparação” no futuro próximo.
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Em síntese, o ato em Barretos consolidou o alinhamento entre Tarcísio, Caiado e Zema, reafirmou o apoio a Bolsonaro e abriu caminho para negociações internas que definirão o representante da direita em 2026. Fique atento aos próximos movimentos e compartilhe este conteúdo para manter seus contatos informados.

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