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Tarcísio pressiona Câmara e desafia STF na Paulista ao exigir anistia dos presos de 8/1

Política

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aproveitou a manifestação da direita na Avenida Paulista neste 7 de Setembro para exigir que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), coloque em votação o projeto que concede anistia aos detidos pelos eventos de 8 de janeiro de 2023. Diante de milhares de apoiadores, o chefe do Executivo paulista afirmou que “resgatar a justiça” depende de o Congresso decidir sobre o tema, sem qualquer intervenção externa.

Anistia como prioridade no Congresso

Tarcísio subiu ao trio elétrico por volta das 16h e direcionou seu recado diretamente ao comando da Câmara. Segundo ele, “presidente da Câmara nenhum pode conter a vontade de mais de 350 parlamentares”. O governador argumentou que pautar a proposta não apenas atenderia ao clamor popular, mas também restabeleceria a confiança no Estado de Direito.

Desde a primeira semana do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), Freitas se manteve em Brasília para articular apoio à anistia. Essa presença, ressaltou, demonstra a urgência em garantir que a votação ocorra ainda que a Corte conclua pela condenação de Bolsonaro.

Parlamentares da oposição veem na eventual apreciação do projeto após o julgamento uma oportunidade de reduzir tensões políticas. A análise da proposta, de acordo com Tarcísio, “trará paz aos brasileiros que acreditam na lei e na separação dos Poderes”.

Críticas ao Supremo e a Alexandre de Moraes

No mesmo discurso, o governador de São Paulo classificou como “inexistente” o crime atribuído a Bolsonaro no inquérito que apura tentativa de golpe de Estado. Segundo Freitas, não há documentos, áudios ou ordens que vinculem o ex-presidente aos atos do 8 de Janeiro e, portanto, qualquer condenação seria baseada em “provas frágeis e depoimentos obtidos sob pressão”.

Ele também contestou a delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, apontando “coação” na obtenção do acordo. O governador declarou que “não se pode aceitar a ditadura de um Poder sobre o outro” e ressaltou que a população “não aguenta mais a tirania de um ministro”, em referência direta ao ministro Alexandre de Moraes.

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Freitas encerrou a fala reforçando que lutará para “colocar fim às arbitrariedades” e para “restabelecer a ordem” no país. A plateia respondeu com gritos em defesa da anistia e contra decisões judiciais que, na avaliação dos manifestantes, extrapolam limites constitucionais.

Contexto dos protestos de 7 de Setembro

A mobilização na Avenida Paulista foi parte de uma série de atos realizados em capitais e cidades do interior. Em São Paulo, organizadores estimaram a presença de milhares de pessoas, exibindo bandeiras do Brasil e cartazes em apoio ao ex-presidente Bolsonaro. Embora a data celebre a independência do país, o tom predominante foi político: defesa da anistia, críticas ao Supremo Tribunal Federal e pedidos de maior autonomia ao Congresso.

Durante as manifestações, parlamentares de direita reforçaram apelos semelhantes aos feitos por Tarcísio. A articulação conjunta busca pressionar Hugo Motta a agendar a votação, considerada estratégica para o grupo que vê na anistia um gesto de pacificação nacional.

Próximos passos em Brasília

Nos bastidores, líderes partidários afirmam que a pauta só avançará se houver acordo entre governo e oposição. Apesar de a base governista demonstrar resistência, a soma de assinaturas favoráveis já ultrapassa três quintos da Câmara, número suficiente para aprovar a proposta em plenário.

Hugo Motta ainda não divulgou data para a deliberação. Entretanto, interlocutores próximos indicam que o tema poderá ser incluído na ordem do dia logo após o término do julgamento de Bolsonaro no STF. A expectativa é de debates acalorados, pois a votação entrará em colisão com decisões judiciais em curso.

Especialistas em direito constitucional lembram que o Congresso tem competência para conceder anistia, mas qualquer medida que interfira em processos já transitados em julgado poderá gerar novos embates com o Supremo. Mesmo assim, parlamentares aliados de Bolsonaro consideram o momento politicamente propício, citando desgaste do governo federal e críticas crescentes a decisões monocráticas na Corte.

Para acompanhar outras movimentações em Brasília, confira a seção de Política do nosso portal.

Em resumo, Tarcísio de Freitas transformou o 7 de Setembro na Avenida Paulista em palco de pressão direta sobre a Câmara e de enfrentamento ao STF. Ao cobrar a votação imediata da anistia e contestar o julgamento de Jair Bolsonaro, o governador reforçou a estratégia da oposição de transferir para o Legislativo a última palavra sobre o tema. Acompanhe nossos próximos artigos e fique informado sobre cada passo dessa disputa em Brasília.

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