Brasília, 15/05 – O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reiterou que “a população não aguenta pagar mais impostos” após o Congresso Nacional derrubar a Medida Provisória que pretendia ampliar a tributação sobre investimentos no exterior e fundos exclusivos. A proposta era uma das apostas do governo federal para reforçar o caixa em R$ 17 bilhões.
Tarcísio defende alívio tributário e responsabilidade fiscal
Questionado pela imprensa sobre sua participação nos bastidores da votação, o ex-ministro da Infraestrutura do governo Bolsonaro declarou à CNN Brasil que “o governo precisa ter responsabilidade fiscal” e que “já há esgotamento para aumento de impostos”. Ele citou como exemplo de consenso o recente projeto de atualização do Imposto de Renda, aprovado sem resistência, por ter sido promessa dos dois candidatos que disputaram o segundo turno de 2022.
Embora inicialmente negasse qualquer articulação, Tarcísio foi publicamente agradecido pelo líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). Em discurso no plenário, o parlamentar destacou “o empenho” do governador paulista na construção de uma coalizão entre partidos de oposição e Centro para barrar a medida, classificando-o como “gigante no diálogo” contra o que chamou de “Brasil inchado”.
Em nota divulgada mais cedo, Tarcísio afirmara estar “totalmente focado” nos desafios internos de São Paulo. Nos bastidores, porém, interlocutores confirmam que ele fez ligações a presidentes de legendas, apresentando argumentos contra a MP, de acordo com a colunista Bela Megale.
Articulação expõe disputa antecipada por 2026
A mobilização que uniu oposição e Centrão foi interpretada por aliados do Planalto como sinal de que a corrida presidencial de 2026 já começou. Após o revés, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) acusou Tarcísio de “sabotagem contra o Brasil”. No mesmo tom, o líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), afirmou em vídeo que o governador age “de forma irresponsável” para atrapalhar Lula e antecipar o calendário eleitoral.
Outro nome citado como articulador da derrota da MP é o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), também cotado para 2026. Críticos do governo alegam que a atual administração federal tenta aumentar a carga tributária sem reduzir gastos, enquanto defensores da proposta lembram que a arrecadação adicional de R$ 17 bilhões seria destinada a cumprir o novo arcabouço fiscal.


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Tarcísio, por sua vez, rebate as críticas dizendo que a sociedade “não aceita mais sacrifícios” sem cortes de despesas. “O caminho precisa ser ajuste do lado do gasto público, não pressionar quem produz e consome”, argumentou.
Reações no Congresso e impactos fiscais
Dentro do Parlamento, a derrubada da MP é vista como derrota expressiva da equipe econômica. Integrantes da base calculam que será necessária uma recomposição no Orçamento de 2026 para tapar o buraco deixado pela medida, já estimado em R$ 17 bilhões. Nos próximos dias, o ministro da área deve discutir alternativas com o relator do Orçamento para evitar impacto sobre metas de resultado primário.
Para a oposição, o episódio evidencia fragilidade da articulação do governo e fortalece nomes como Tarcísio junto ao eleitorado que rejeita alta de impostos. Deputados de centro indicam que a convergência contra a MP pode se repetir em outras iniciativas tributárias consideradas “onerosas” para empresas e contribuintes.

Imagem: Internet
Governador reforça foco em São Paulo
Apesar da projeção nacional, Tarcísio procura manter o discurso de que sua prioridade continua sendo o governo paulista. Ele cita programas de concessões, expansão do metrô e ações sociais como compromissos imediatos e nega que já esteja em campanha. Ainda assim, interlocutores avaliam que o protagonismo na derrota da MP consolida sua imagem de defensor do contribuinte, ativo importante para uma eventual candidatura ao Planalto.
Analistas apontam que, caso novas propostas de aumento de carga tributária cheguem ao Congresso, a mesma aliança entre oposição e partidos de centro poderá ressurgir sob liderança de governadores críticos ao governo federal.
Em síntese, a queda da Medida Provisória expôs divergências sobre a estratégia fiscal do Executivo e colocou Tarcísio de Freitas no centro do debate sobre limites da tributação. Enquanto o Planalto busca nova fonte de receitas, a oposição promete barrar qualquer iniciativa que eleve impostos sem corte de gastos.
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Resumo: A derrota da MP que ampliava a tributação sobre investimentos reforçou o discurso de Tarcísio contra novos impostos e reconfigurou o tabuleiro político em Brasília. Continue acompanhando nossas atualizações e compartilhe o conteúdo para manter-se informado.

