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Tarifa de 50% dos EUA expõe falta de estratégia do Planalto diante da crise

Política

Brasília — A decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras desencadeou a maior tensão diplomática do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida, anunciada pelo presidente norte-americano Donald Trump, foi justificada como resposta à perseguição judicial movida no Brasil contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Desde então, o Planalto não apresentou um plano concreto para enfrentar os impactos econômicos e políticos do novo cenário.

Choque tarifário sem contrapartida

O aumento de 50% nas tarifas atinge em cheio setores como o agronegócio, com destaque para cítricos e proteínas. Com a decisão de Washington, exportadores brasileiros enfrentam perda imediata de competitividade no maior mercado consumidor do planeta.

Em reação inicial, o governo federal prometeu reciprocidade e citou eventuais retaliações, entre elas o cancelamento de patentes norte-americanas e o aumento de imposto sobre remessas de lucros. Nenhuma dessas possibilidades avançou para atos normativos ou projetos de lei. Na prática, passados mais de dois anos e meio de gestão, a diplomacia brasileira mantém distância dos canais de alto nível em Washington. A embaixadora em exercício, apontada como figura sem influência na capital norte-americana, não foi recebida por interlocutores relevantes do Departamento de Estado ou da Casa Branca.

Diplomacia improvisada e riscos econômicos

Diante da escalada, auxiliares palacianos cogitaram nomear o vice-presidente Geraldo Alckmin como negociador. A ideia não prosperou, e o país segue sem representante qualificado para dialogar com a principal potência econômica mundial. Enquanto isso, cerca de 4,5 mil empresas dos EUA operam no Brasil com investimentos estimados em US$ 350 bilhões, responsáveis por aproximadamente 500 mil empregos formais — muitos deles com remuneração acima da média nacional. A permanência desse capital estrangeiro passa a depender da confiança no ambiente institucional, hoje colocado em xeque.

Não há registro de reivindicações setoriais que justifiquem hostilidade contra as companhias norte-americanas instaladas no território brasileiro. Ao contrário, mesmo dentro do Partido dos Trabalhadores existem vozes que reconhecem a importância desses aportes para geração de renda e arrecadação de impostos.

Pressão interna e atuação do STF

A crise comercial ganhou contornos políticos após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, impor tornozeleira eletrônica a Bolsonaro, restringir seus deslocamentos noturnos e vetar o ex-chefe do Executivo de usar redes sociais ou conceder entrevistas. Washington mencionou a perseguição judicial como motivação direta para a tarifa, e analistas apontam que novas sanções podem surgir caso o cerco se intensifique.

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Ao mesmo tempo, nenhum dos parceiros dos Brics aderiu à posição brasileira. Rússia e China, por exemplo, negaram envolvimento na proposta de encerrar a supremacia do dólar no comércio internacional, tema sugerido por Lula em fóruns recentes. Países europeus tampouco manifestaram apoio público ao Palácio do Planalto.

Setores produtivos cobram respostas

Produtores de laranja em Minas Gerais e São Paulo relatam queda imediata nas encomendas internacionais. Na Bolsa brasileira, papéis de empresas exportadoras vêm sofrendo volatilidade desde o anúncio. Entidades de classe pedem reuniões emergenciais com o Ministério da Fazenda, mas, até o momento, não houve anúncio de pacote de compensação ou redução de tributos internos para aliviar perdas.

Especialistas em comércio exterior observam que o Brasil dispõe de pouco poder de barganha. Nenhum produto nacional é considerado estratégico a ponto de pressionar Washington a rever sua política. A dependência de insumos, tecnologia e financiamento norte-americanos permanece alta, inclusive em áreas sensíveis como defesa, aviação comercial e setor farmacêutico.

Perspectivas e próximos passos

Com a escalada retórica esvaziada por falta de ações concretas, o governo federal concentra esforços em discursos sobre soberania. No entanto, empresários, trabalhadores e investidores aguardam medidas objetivas para mitigar os prejuízos. Sem interlocução diplomática efetiva e sem apoio internacional consistente, analistas veem risco de prolongamento do impasse, com impacto direto sobre crescimento, emprego e arrecadação.

Em Brasília, líderes partidários na Câmara e no Senado alertam que qualquer medida de retaliação comercial precisa de debate legislativo — passo que exige articulação política ausente no momento. Com apenas cerca de 20% de apoio sólido no Congresso, o Executivo terá dificuldade para aprovar propostas que elevem barreiras contra os EUA.

Para acompanhar outros desdobramentos desta crise e questões centrais da política nacional, visite nossa seção dedicada em Política.

Em síntese, o governo Lula enfrenta tarifação inédita sem estratégia clara de negociação ou compensação econômica. A manutenção de investimentos estrangeiros, a estabilidade do emprego e a reputação internacional do país dependem de uma resposta concreta que, até agora, não saiu do papel. Acompanhe as atualizações e participe do debate nos comentários.

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