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TCU cobra governo por buscar déficit máximo e alerta risco fiscal

Opinião

Brasília, 12 de outubro de 2025 – Ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) criticaram a estratégia econômica do Palácio do Planalto ao constatar que a gestão federal pretende encerrar o ano com o maior déficit primário ainda permitido pelo arcabouço fiscal. O alerta foi feito durante sessão no fim de setembro, quando o tribunal analisou o relatório de acompanhamento das contas públicas do segundo bimestre de 2025.

Relatório aponta déficit além da faixa de tolerância

Dados técnicos apresentados ao colegiado indicam que o resultado primário deve terminar 2025 com saldo negativo de R$ 97 bilhões – ou R$ 51,7 bilhões após compensações judiciais. Mesmo com os abatimentos, o número ficaria fora da margem de tolerância definida pela legislação, que permite variação de até 0,25 % do Produto Interno Bruto (PIB) para cima ou para baixo em relação à meta de equilíbrio zero.

Pelo arcabouço fiscal, o governo pode apresentar qualquer resultado entre um superávit de R$ 31 bilhões e um déficit na mesma proporção. Entretanto, o TCU ressaltou que o objetivo formal deve ser o centro da meta, não o limite mínimo. Para os ministros, perseguir desde o início o déficit de R$ 31 bilhões transforma a banda inferior em alvo definitivo, ferindo o espírito da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e esvaziando a função de acomodar imprevistos.

Críticas à prática de exclusão de despesas extraordinárias

O tribunal registrou preocupação com a recorrente retirada de despesas do cálculo do resultado primário. Nos últimos meses, a equipe econômica buscou aval do Congresso Nacional e, em alguns casos, decisão do Supremo Tribunal Federal para excluir gastos com precatórios, indenizações a segurados lesados, auxílio a exportadores afetados por barreiras comerciais e repasses a regiões atingidas por catástrofes naturais.

Segundo o voto vencedor, esse comportamento coloca em risco a sustentabilidade da dívida pública. Mesmo quando certos dispêndios não entram no critério de cumprimento da meta, eles mantêm impacto direto sobre a necessidade de financiamento, estimulando o aumento do endividamento e pressionando a política monetária. O tribunal advertiu que juros mais elevados se tornam inevitáveis para conter os efeitos de uma política fiscal considerada expansionista.

Aspecto jurídico e ausência de sanção automática

A corte reconheceu que a legislação vigente não impõe obrigação explícita de atingir o centro da meta, exigindo apenas que o resultado final permaneça dentro da faixa estipulada. Dessa forma, o mero fato de o governo trabalhar para alcançar o déficit máximo autorizado não configura, por si só, ilegalidade passível de punição imediata. Ainda assim, o TCU sustentou que a condução fiscal revela falta de zelo administrativo e contraria a finalidade do arcabouço.

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O posicionamento do tribunal reforçou a necessidade de ação política para frear a expansão dos gastos. Ministros observaram que o Congresso e o Judiciário contribuíram para a fragilidade do sistema ao flexibilizar regras e retirar itens das contas primárias. Na avaliação apresentada em plenário, o Executivo interpreta essas decisões como sinal verde para despesas adicionais, reduzindo o incentivo a cortes e elevando a pressão sobre as contas públicas.

Reação do Ministério da Fazenda

Procurado após a sessão, o Ministério da Fazenda afirmou que segue comprometido com a meta zero, mas destacou dificuldades decorrentes de obrigações judiciais e programas sociais. A pasta reforçou que trabalha em medidas de aumento de receita e em ajustes de despesas discricionárias para tentar reverter o cenário até o encerramento do exercício.

Perspectivas e próximos passos

Com a projeção atual, integrantes do mercado veem risco de o governo ultrapassar a banda permitida, o que acionaria dispositivos de ajuste previstos no próprio arcabouço, como limitação de expansão real de despesas e contingenciamento. O TCU deve voltar a avaliar os números no relatório do 3.º quadrimestre. Caso o déficit permaneça acima do intervalo autorizado, o tribunal poderá recomendar ações corretivas mais rigorosas.

O debate sobre responsabilidade fiscal deverá ganhar força nas próximas semanas, inclusive durante a tramitação da lei orçamentária de 2026. Parlamentares da oposição já sinalizam intenção de obstruir projetos de elevação de impostos se não houver compromisso explícito de contenção de gastos.

Para acompanhar outras análises sobre o cenário político e fiscal, visite a seção de Política e mantenha-se informado sobre as próximas decisões que podem alterar o panorama das contas públicas.

Em síntese, o TCU deixou claro que o Executivo precisa mirar o equilíbrio, não o déficit máximo. Se o governo insistir na prática, a conta recairá sobre a dívida, os juros e, em última instância, o contribuinte. Acompanhe nossos conteúdos, compartilhe as informações e participe do debate sobre a saúde fiscal do país.

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