Toni Garrido, vocalista do Cidade Negra, decidiu alterar um verso de “Girassol” durante participação no programa Altas Horas, da TV Globo, exibido em 30 de outubro de 2025. A iniciativa foi recebida com críticas nas redes sociais e provocou respostas públicas de um dos autores da música, além de reações que reacenderam discussões sobre ajustes ideológicos em obras artísticas.
O que mudou na canção
O trecho original da composição afirma: “Já que pra ser homem tem que ter a grandeza de um menino, de um menino”. No palco do programa, Garrido apresentou a seguinte versão alternativa: “Já que pra ser homem tem que ter a grandeza de uma menina, de uma mulher”.
Questionado pela plateia, o cantor declarou que, depois de 25 anos interpretando a faixa, considerou o verso original “hétero machista top, horrível”. Segundo ele, o objetivo era tornar a letra “mais inclusiva” ao substituir o “menino” pela “menina”.
Resposta do coautor e reação do público
Da Ghama, coautor de “Girassol” e ex-guitarrista do Cidade Negra, contestou a mudança em vídeo publicado nas redes sociais. Ele afirmou que a ideia do verso sempre foi “associar a grandeza de um homem à pureza de um menino” como crítica à violência praticada por adultos em conflitos armados. O músico declarou sentir-se desrespeitado por não ter sido consultado sobre a alteração.
Após a exibição do programa, comentários no X (antigo Twitter), Instagram e outras plataformas ironizaram a justificativa de Garrido, classificando a iniciativa como tentativa de “lacração” e “autocensura desnecessária”. Memes repetiram o verso trocado e questionaram a coerência entre a explicação do cantor e o sentido original da música.
Com a repercussão negativa, Garrido voltou às redes sociais para dizer que a troca de palavras teria sido “apenas uma brincadeira”. A retratação, no entanto, não conteve as críticas de espectadores e de parte da imprensa musical.


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Debate sobre liberdade artística e pressão ideológica
O episódio reabriu discussões sobre atualizações de obras consagradas para atender demandas identitárias. Setores do público enxergam nas alterações um “pedágio ideológico” que comprometeria a integridade de composições clássicas e limitaria a liberdade criativa. Há quem defenda que mudanças sem consulta aos demais autores configuram desrespeito à colaboração original.
No meio artístico, casos semelhantes têm se tornado mais frequentes, envolvendo revisões de letras, roteiros e até reedições de livros. Especialistas em direito autoral lembram que modificações em obras protegidas dependem de anuência de todos os titulares, sob pena de violação patrimonial e moral.

Imagem: JATHAN CAMPOS
Produtores culturais avaliam que a reação contrária à versão apresentada por Garrido revela cansaço de parte da audiência com intervenções consideradas pouco orgânicas. Para eles, a rejeição também demonstra que adaptações motivadas por agenda política podem afastar o público e gerar danos à imagem dos artistas.
Consequências para o Cidade Negra e próximos passos
Até o momento, não há indicação de que a letra de “Girassol” será oficialmente atualizada nos serviços de streaming ou nos shows do grupo. Toni Garrido não anunciou novas alterações, e Da Ghama mantém a posição de preservar a versão de 1996.
Integrantes da banda não se manifestaram publicamente sobre eventual conflito interno. Produtores ligados ao Cidade Negra, porém, confirmam agenda de apresentações até o fim do ano, sem alteração no repertório divulgado.
Para acompanhar outros desdobramentos deste e de outros temas que envolvem cultura e política, visite a seção de Política do Geral de Notícias.
Em resumo, a intervenção de Toni Garrido deu visibilidade ao confronto entre liberdade artística e pressões ideológicas, evidenciando que o público continua atento a mudanças percebidas como artificiais. Se o cantor insistirá na nova versão ou retornará ao verso original, só o tempo — e a audiência — dirão. Compartilhe este conteúdo e participe do debate nos comentários.
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