Um tornado de curta duração, porém de força incomum, atingiu Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, provocando destruição generalizada e deixando seis mortos na noite de 9 de novembro. Entre as vítimas está uma adolescente de 14 anos que se preparava para receber o sacramento da Crisma. O fenômeno, que durou cerca de 40 segundos, destelhou residências, fraturou paredes e transformou ruas inteiras em escombros, segundo relatos de moradores e das equipes de resgate.
Impacto em menos de um minuto
De acordo com a Defesa Civil, o tornado percorreu uma linha reta sobre a área urbana, arrancando telhados, postes e árvores. A velocidade dos ventos surpreendeu famílias que participavam de uma missa no centro da cidade. Parte do teto da igreja foi levada, mas nenhum fiel se feriu. Nas redondezas, casas de alvenaria ficaram totalmente destruídas, obrigando dezenas de famílias a buscar abrigo em ginásios esportivos e prédios públicos.
Peritos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) classificam o episódio como um dos mais severos já registrados na região do Cantuquiriguaçu. A topografia local, marcada por relevo acidentado e proximidade com cursos d’água, teria potencializado os efeitos do vendaval. Mesmo assim, moradores relatam que jamais haviam presenciado algo semelhante.
Equipes do Corpo de Bombeiros e voluntários iniciaram o atendimento ainda na noite da tragédia. No levantamento preliminar, foram contabilizados dezenas de feridos com escoriações e fraturas. O hospital municipal funcionou em regime de emergência, recebendo apoio de ambulâncias vindas de Laranjeiras do Sul e Guarapuava.
Resposta imediata e solidariedade
Na manhã seguinte, a prefeitura decretou situação de calamidade pública, medida que permite o acesso mais rápido a recursos estaduais e federais. O governo do Paraná enviou máquinas para a remoção de entulhos, enquanto a Companhia Paranaense de Energia (Copel) trabalhou no restabelecimento da rede elétrica. Técnicos estimam que até 70% das residências tiveram algum grau de dano estrutural.
Organizações religiosas e entidades assistenciais montaram pontos de distribuição de água, roupas e alimentos. Voluntários de municípios vizinhos chegaram em caminhonetes carregadas de telhas, madeiras e mantimentos. A Arquidiocese de Guarapuava levou equipes de apoio espiritual para auxiliar famílias em luto e celebrar missas campais próximas às áreas mais afetadas.


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Dentro do ginásio principal, crianças brincam entre colchões improvisados, enquanto adultos se revezam em filas para receber kits de higiene. A prioridade, segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social, é garantir abrigo seguro até que laudos técnicos indiquem quais casas podem ser reconstruídas e quais precisarão ser demolidas.
Planos de reconstrução
Engenheiros da Defesa Civil mapeiam as zonas de maior risco para orientar futuras obras. Na primeira visita ao município, representantes do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional prometeram liberar verbas emergenciais para reconstrução de moradias populares, recuperação da infraestrutura viária e reforço na rede de drenagem.

Imagem: Internet
Parlamentares da bancada paranaense articulam, em Brasília, a inclusão de recursos no orçamento de 2026. Prefeitos de cidades vizinhas pedem que o governo federal amplie o número de equipamentos de monitoramento meteorológico na região, a fim de emitir alertas com mais antecedência. Especialistas defendem treinamento contínuo da população em protocolos de evacuação.
A comunidade local, fortemente marcada pela tradição agrícola e pela religiosidade, tem demonstrado resiliência. Moradores se unem em mutirões diários para recolher escombros, limpar ruas e preparar o terreno para novas fundações. “Perdemos bens materiais, mas não vamos perder a fé”, resume o agricultor João Carlos Santos, enquanto ajuda a erguer as paredes da própria casa.
A expectativa é de que os trabalhos de reconstrução se estendam pelos próximos meses, com prioridade para escolas e unidades de saúde. Enquanto isso, a prefeitura reforça campanhas de doação de materiais de construção e solicita voluntários especializados em alvenaria, eletricidade e hidráulica.
Segundo informações recentes do nosso caderno de Política, parlamentares já discutem propostas de incentivos fiscais para acelerar a recuperação econômica do município.
Em síntese, a tragédia de Rio Bonito do Iguaçu expôs a vulnerabilidade de pequenas cidades diante de fenômenos climáticos extremos, mas também evidenciou a capacidade de organização e solidariedade dos paranaenses. Acompanhe nossos próximos informes, compartilhe este relato e, se puder, contribua com as campanhas de apoio às famílias atingidas.
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