O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começa nesta terça-feira, 2 de setembro de 2025, sob forte combinação de pressão internacional e expectativa de manifestações de rua. A oposição vê na reação pública prevista para o feriado de 7 de Setembro, aliada às advertências do presidente norte-americano Donald Trump, a última chance de reverter um desfecho que muitos consideram definido dentro da Corte.
Pressão externa liderada por Trump
Donald Trump acompanha os votos dos cinco ministros da Primeira Turma e já sinalizou a possibilidade de ampliar sanções econômicas contra o Brasil caso o tribunal condene Bolsonaro. O alerta ecoa nas declarações do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que, em redes sociais, reiterou “avisos” sobre penalidades individuais a magistrados. Segundo ele, a medida não configuraria ameaça, mas extensão do mesmo tipo de punição aplicado anteriormente ao relator Alexandre de Moraes.
O governo dos Estados Unidos reforçou o tom ao convidar Eduardo Bolsonaro e o comentarista Paulo Figueiredo para assistirem à sessão diretamente da Casa Branca. A iniciativa tem objetivo declarado de obter informações em tempo real e preparar respostas diplomáticas mais duras. Dentro do Palácio do Planalto, o tema já provoca discussões sobre possíveis contramedidas a eventual tarifaço norte-americano.
Questionamentos ao rito processual
Juristas apontam falhas no andamento da ação, entre elas a escolha da Primeira Turma em vez do plenário completo do STF, o ritmo acelerado da tramitação e supostos impedimentos não declarados de magistrados. Para o advogado Jeffrey Chiquini, defensor do ex-assessor Filipe Martins, as sustentações orais nesta terça servirão apenas como formalidade, pois os votos estariam prontos e alinhados. Ele aposta em eventual pedido de destaque do ministro Luiz Fux como única possibilidade de levar a análise ao colegiado de 11 ministros.
Paralelamente, cresce o debate sobre onde Bolsonaro cumpriria pena, caso seja condenado. Discussões internas descartam unidade militar e apontam para cela especial no Complexo da Papuda, em Brasília, ou eventual prisão domiciliar, semelhante ao benefício concedido ao ex-presidente Fernando Collor. O fato de a logística carcerária já ser examinada é visto por aliados como indício de veredicto antecipado.
Mobilização para 7 de Setembro
Deputados e senadores do PL intensificam a convocação para atos em capitais como Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Nomes de destaque, entre eles Gustavo Gayer (PL-GO), Nikolas Ferreira (PL-MG), Magno Malta (PL-ES) e o pastor Silas Malafaia, utilizam as redes para conclamar apoiadores. A palavra de ordem é transformar o Dia da Independência em demonstração maciça de apoio ao ex-presidente e repúdio à atuação do STF.


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No domingo, 31 de agosto, caravanas se reuniram em frente ao condomínio onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, sinalizando prévia da mobilização maior prevista para o feriado. Já nesta terça, líderes da bancada de oposição participam de reunião estratégica na residência do deputado Luciano Zucco (PL-RS) para alinhar discursos durante o julgamento e definir ações legislativas subsequentes.
Efeitos políticos em 2026
Para o cientista político Leonardo Barreto, da Think Policy, a decisão do STF tende a desencadear novos impasses institucionais e influenciar o tabuleiro eleitoral de 2026. Caso se confirme a condenação, parte do Congresso deve defender anistia e denunciar suposta parcialidade da Corte, enquanto a base governista promete reação em nome da soberania nacional. Nesse cenário, Lula poderia explorar sanções externas para reforçar discurso de independência e isolar adversários.

Imagem: Bruno Peres
Ainda que sob prisão domiciliar, Bolsonaro permanece central na construção de alianças à direita. Comentários de bastidores indicam que parlamentares aguardam o julgamento para, em seguida, pressionar o ex-presidente a declarar apoio antecipado a um sucessor. O nome do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) é apontado como favorito, mas depende da validação pessoal do ex-chefe do Executivo.
Segurança reforçada em Brasília
O STF montou esquema de segurança que inclui uso de drones, revistas em torres de observação e policiamento ostensivo nos arredores da Praça dos Três Poderes. A Polícia Federal mantém vigilância permanente dentro do condomínio onde Bolsonaro reside, após decisão de Moraes de monitoramento 24 horas diante de “risco de fuga”. A tornozeleira eletrônica permanece obrigatória.
Com votos prontos, protestos marcados e ameaças de represália internacional, a sessão desta terça-feira se apresenta como um dos momentos mais tensos da relação recente entre Poder Judiciário, Executivo e sociedade civil.
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Em síntese, a votação no STF, a mobilização de 7 de Setembro e a postura do governo Trump formam um triângulo de pressões que colocará à prova não só o destino jurídico de Jair Bolsonaro, mas também a estabilidade institucional do país. Continue conosco e ative as notificações para não perder os próximos desdobramentos.
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