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Trump reacende guerra tarifária e impulsiona domínio da soja brasileira na China

Econômia

Brasília, 17 de outubro de 2025. A nova rodada de tarifas decretada pelo presidente norte-americano Donald Trump contra Pequim consolidou a posição do Brasil como principal fornecedor de soja para a China. O país asiático respondeu por 61,1% das compras globais da oleaginosa em 2024 e, somente em 2025, já importou 71,1% do grão diretamente de produtores brasileiros, enquanto a participação dos Estados Unidos caiu para 22%.

Como as tarifas transformaram o fluxo global de soja

A escalada teve início no primeiro mandato de Trump, entre 2017 e 2021, quando a Casa Branca adotou sobretaxas sobre produtos chineses para combater práticas comerciais consideradas desleais. Em resposta, Pequim elevou tarifas sobre commodities agrícolas americanas, incluindo o item mais valioso do agro dos EUA: a soja.

Em 2017, o Brasil já aparecia à frente dos norte-americanos, respondendo por 53,3% das compras chinesas, contra 34,4% dos Estados Unidos. O verdadeiro salto, contudo, ocorreu em 2018, primeiro ano de tarifas efetivas: a fatia brasileira saltou para 75,1%, enquanto o fornecimento americano despencou para 18,9%.

Um acordo provisório – chamado Fase Um – foi assinado em janeiro de 2020, definindo que a China compraria até US$ 40 bilhões anuais em produtos agrícolas dos EUA por dois anos. Porém, apenas 73% dessa meta foi efetivamente atingida entre 2020 e 2022, em grande parte devido aos preços mais competitivos e à oferta abundante no mercado brasileiro.

Novo mandato, novas tarifas e recordes brasileiros

Reeleito, Trump retomou a estratégia tarifária em 2025 e impôs taxa de 20% sobre a soja americana. A medida praticamente fechou o mercado chinês aos produtores dos Estados Unidos a partir de maio. Diante da lacuna, importadores de Pequim recorreram novamente aos embarques do Brasil e, em menor escala, da Argentina.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços revelam a intensidade dessa demanda:

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  • Julho: 9,6 milhões de toneladas despachadas, alta de 7,4% ante 2024;
  • Agosto: 7,9 milhões de toneladas, avanço de 33,9% na comparação anual;
  • Setembro: 6,8 milhões de toneladas, crescimento de 57,1% sobre o mesmo mês do ano anterior.

No último mês, 92,3% de toda a soja exportada pelo Brasil teve como destino a China. No mesmo período de 2024, essa parcela estava em 70,6%, sinalizando a velocidade da substituição do grão americano pelo brasileiro.

Pressão crescente sobre produtores dos EUA

Enquanto o agronegócio brasileiro comemora números históricos, sojicultores dos Estados Unidos manifestam frustração. A Associação Americana de Soja (ASA) mantém posição contrária ao uso de tarifas como tática de negociação e afirma que as medidas provocaram crise financeira no campo.

Em agosto, Trump pediu publicamente que a China quadruplicasse as compras de soja americana, sem retorno imediato. Sem novos pedidos chineses desde maio, a Casa Branca anunciou pacote de auxílio de até US$ 14 bilhões aos agricultores, mas analistas calculam que esses recursos só chegarão em 2026 devido ao shutdown que suspendeu parte das operações do governo federal norte-americano.

Em paralelo, a Argentina aboliu temporariamente o imposto de exportação (retenciones) sobre soja, farelo e óleo, atraindo 20 carregamentos para os portos chineses em apenas dois dias. A medida pressionou ainda mais as cotações na Bolsa de Chicago e impôs desafio adicional aos produtores dos EUA.

Dependência chinesa e janela de oportunidade brasileira

A China utiliza a soja majoritariamente para ração de suínos e aves, setores que atendem um mercado interno gigantesco. O país produz somente 15% do volume consumido e depende de importações para suprir 85% de sua demanda.

Tradicionalmente, o calendário favorece o Brasil entre fevereiro e setembro, período de colheita no Hemisfério Sul. Os Estados Unidos vendem entre setembro e fevereiro, logo após a colheita de outono. Com a tarifa de 20% em vigor, esse ciclo foi quebrado: após esgotar o estoque inicial, Pequim suspendeu completamente as compras dos EUA.

Economistas projetam novos recordes de embarque do Brasil nos próximos meses, ainda mais após o anúncio americano de aumentar para 100% a tarifa sobre determinados produtos chineses. A expectativa é de que importadores do país comandado por Xi Jinping reforcem os estoques para driblar eventuais escassezes, beneficiando diretamente produtores brasileiros.

Impacto e perspectivas

A combinação de política tarifária agressiva nos EUA, demanda estruturalmente crescente na China e competitividade do agro brasileiro consolidou um cenário em que o Brasil se tornou fornecedor quase hegemônico da oleaginosa para o gigante asiático. Com contratos longos e logística já adaptada, analistas veem pouca margem para mudança no curto prazo.

Se por um lado os produtores americanos pressionam Washington por soluções, por outro o Brasil amplia participação em um mercado avaliado em US$ 52,8 bilhões no último ano. A tendência indica continuidade do fluxo, ao menos enquanto durar o impasse comercial entre as duas maiores economias do planeta.

Para acompanhar outras análises sobre as decisões de Brasília que impactam o agro, visite a seção de Política do nosso portal.

Em síntese, a ofensiva tarifária liderada por Donald Trump transformou o mapa global da soja, relegando os EUA a segundo plano e abrindo caminho para que o Brasil domine mais de 70% do principal mercado comprador. Continue acompanhando nossos relatórios e mantenha-se informado sobre os próximos passos dessa disputa que afeta diretamente o agronegócio e a balança comercial brasileira.

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