Jerusalém, 13 de outubro de 2025 – Em discurso no parlamento israelita, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que “as condições para uma paz eterna no Médio Oriente estão finalmente sobre a mesa”. A intervenção ocorreu às 13h (hora local) e foi marcada por aplausos da maioria dos deputados, apesar de breves interrupções provocadas por parlamentares de esquerda.
Chegada a Tel Aviv e receção na cimeira da paz
Trump desembarcou no Aeroporto Ben Gurion às 8h e seguiu diretamente para Jerusalém, onde participa numa cimeira dedicada a negociações de segurança regional. Às 12h, já na sede do encontro, recebeu nova salva de palmas ao ser apresentado como orador principal. A presença do republicano, que terminou o mandato presidencial em 2025, foi solicitada por líderes israelitas interessados em retomar os entendimentos estabelecidos durante os Acordos de Abraão.
Antes da sua fala na Knesset, assessores do ex-presidente destacaram que o ambiente diplomático “nunca esteve tão favorável” a novos contratos de reconhecimento mútuo entre Israel e países árabes. Os comentários ganharam peso após relatos, às 6h, de que o grupo Hamas iniciou a libertação de reféns em Gaza, gesto atribuído a pressões conjuntas exercidas por Washington e mediadores regionais.
Intervenção, protestos e mensagem central
No plenário, Trump elogiou a “resiliência israelita” e defendeu que Washington deve continuar a “proteger aliados que partilham ideais democráticos e valores ocidentais”. O tom firme foi quebrado quando deputados de partidos de esquerda ergueram cartazes e gritaram palavras de ordem contra a política de segurança de Israel. A sessão foi brevemente suspensa, mas retomada após a retirada dos manifestantes pela segurança interna.
Retomando a tribuna, Trump afirmou que “a história oferece oportunidades raras” e que “as atuais circunstâncias – diplomáticas, militares e económicas – favorecem um acordo duradouro”. O republicano não detalhou eventuais propostas, mas enfatizou que o ciclo de negociações precisa ser “rápido, concreto e apoiado por garantias internacionais robustas”.
Entre os pontos destacados, o ex-presidente citou:


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- fortalecimento de pactos de defesa conjunta entre Israel e países árabes moderados;
- incentivos económicos multinacionais destinados a infraestruturas regionais;
- combate coordenado a organizações consideradas terroristas pelos Estados Unidos.
Segundo Trump, esses pilares criam “um corredor de estabilidade” capaz de atrair investimento privado e restringir o avanço de atores que, na sua visão, alimentam conflitos sectários.
Repercussão imediata e próximos passos
Após o discurso, líderes da coligação governista elogiaram a ênfase em segurança e desenvolvimento económico. Deputados oposicionistas, porém, classificaram a fala como “excludente” e acusaram Trump de ignorar “questões humanitárias” ligadas aos territórios palestinianos. Apesar da controvérsia, fontes ligadas ao Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel avaliaram que a mensagem reforça o calendário de conversações bilaterais agendadas para as próximas semanas.

Imagem: Internet
Na agenda oficial, Trump deverá reunir-se ainda hoje com o primeiro-ministro israelita e, em seguida, com representantes de países do Golfo presentes na cimeira. Não há confirmação de encontro direto com autoridades palestinianas, mas diplomatas americanos afirmam que contactos indiretos continuam em andamento.
Contexto político internacional
A visita ocorre num momento em que a Casa Branca mantém postura de continuidade em relação aos acordos firmados durante a administração Trump, enquanto o Kremlin enfrenta pressão adicional após o próprio ex-presidente ter ameaçado, mais cedo, o envio de mísseis de longo alcance contra forças russas, caso Moscou amplie operações na Ucrânia. O posicionamento firme ganhou respaldo de aliados republicanos no Capitólio, que veem na retórica de defesa uma forma de dissuadir avanços de regimes autoritários.
Especialistas notam que o ambiente favorável à normalização de relações entre Israel e países árabes coincide com dificuldades internas enfrentadas por grupos radicais, cujo apoio popular teria encolhido após sucessivas crises económicas. Analistas apontam ainda que doadores externos priorizam agendas de reconstrução e desenvolvimento, fortalecendo a narrativa de “paz lucrativa” defendida por Washington.
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Em síntese, a passagem de Donald Trump pela Knesset reacende debates sobre segurança e prosperidade no Médio Oriente. Se as negociações avançarem, o ex-presidente pretende reivindicar um novo marco de estabilidade regional. Continue ligado e compartilhe esta notícia para ampliar o debate!
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