O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, provocou nova onda de desconforto interno ao classificar o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), como “muito bom” gestor e afirmar que o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) deixará a Câmara Municipal ainda este ano para disputar o Senado por Santa Catarina. As declarações ampliam o atrito com os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro e reacendem debates sobre a estratégia do partido para as eleições de 2026.
Liderança do PL expõe divergências
Em entrevista à Jovem Pan, Valdemar disse que Carlos Bolsonaro “já alugou apartamento” em Santa Catarina e estaria decidido a migrar o domicílio eleitoral. Segundo o dirigente, o filho “02” renunciaria ao mandato de vereador no Rio, mesmo faltando mais de um ano para o término da atual legislatura, para se concentrar na pré-campanha. Assessores ligados a Carlos, porém, consideram a renúncia desnecessária, já que a legislação dispensa vereadores de desincompatibilização quando concorrem a outro cargo no mesmo estado.
No mesmo diálogo, Valdemar teceu elogios a Paes e afirmou ser improvável alguém “tirar a eleição” do prefeito caso ele se lance ao governo do Rio em 2026. O aceno gerou reação imediata de parlamentares fluminenses do próprio PL. O dirigente regional Bruno Bonetti declarou que a chance de apoiar Paes é “zero”, lembrando que o partido concorreu contra o prefeito em 2024 com a candidatura de Alexandre Ramagem.
Parlamentares estaduais, como Márcio Gualberto, reforçaram a insatisfação nas redes sociais. “Perco a cabeça, mas não perco o juízo”, escreveu Gualberto, ao prometer jamais endossar aliança com Paes. Apesar das críticas, Valdemar reiterou a opinião de que quadros do PL devem reconhecer a administração carioca do prefeito, “mesmo sendo de outro partido”.
Disputa ao Senado e cenário no Rio
A movimentação de Carlos em direção a Santa Catarina coincide com o plano de Jair Bolsonaro de ver o filho disputar uma vaga no Senado pelo estado. Carlos já visitou cidades catarinenses, incluindo Blumenau e Balneário Camboriú, onde o irmão Jair Renan exerce mandato de vereador. Nas agendas, o “02” disse pretender voltar “muitas outras vezes”, mas ainda não oficializou a transferência eleitoral.
No Rio, o PL trabalha com a perspectiva de lançar duas candidaturas ao Senado: a reeleição de Flávio Bolsonaro e a possível migração do governador Cláudio Castro para a disputa. A vaga ao Palácio Guanabara permanece em aberto. Uma aliança com o presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar (União Brasil), estava em negociação, mas os elogios de Valdemar a Paes adicionaram incerteza ao tabuleiro.


Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS


IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada




Em outra frente, Valdemar travou debate público com o deputado Eduardo Bolsonaro. O cacique afirmou à Folha de S.Paulo que uma eventual saída de Eduardo do PL para disputar a Presidência por outra sigla “mataria o pai de vez”. O parlamentar retrucou em entrevista ao GLOBO, classificando a fala como “canalhice” e exigindo desculpas. Valdemar devolveu, dizendo que canalhice é “xingar o próprio pai”, referência às mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Jair Bolsonaro.
Estratégia nacional em xeque
As rusgas expõem dificuldades do PL em alinhar interesses regionais e nacionais. Valdemar busca consolidar palanques competitivos em estados estratégicos, enquanto a família Bolsonaro mantém projetos individuais: Flávio no Rio, Carlos em Santa Catarina e Eduardo avaliando candidatura presidencial. A coesão interna torna-se crucial para que a legenda maximize cadeiras no Congresso e fortaleça a sigla na negociação de apoios.

Imagem: Internet
Dirigentes próximos a Valdemar afirmam que elogiar Paes não significa apoio automático, mas leitura pragmática do cenário. Já aliados de Paes interpretam a fala como porta entreaberta para um acordo futuro, caso outras articulações fracassem. No momento, a direção fluminense do PL insiste em autonomia para conduzir a sucessão estadual, afastando qualquer composição com o prefeito.
A cerca de dois anos das convenções partidárias, o cronograma oficial ainda permite mudanças. No entanto, cada sinal público de dirigentes ou pré-candidatos impacta negociações de bastidor, financiamento e formação de chapas. O PL deverá definir em 2025 seus nomes prioritários a governador, senador e presidente, buscando evitar choques entre a cúpula e a família Bolsonaro, principal ativo eleitoral da legenda.
Para acompanhar análises e desdobramentos sobre o cenário eleitoral, acesse também a seção de política em Geral de Notícias.
Em resumo, Valdemar Costa Neto testou limites dentro do PL: elogiou um potencial adversário, projetou a mudança de Carlos Bolsonaro para Santa Catarina e criticou abertamente Eduardo Bolsonaro. O episódio evidencia tensões que a sigla precisará administrar se quiser chegar unida a 2026. Continue acompanhando nossas atualizações e receba os próximos capítulos desse xadrez político.
Para informações oficiais e atualizadas sobre política brasileira, consulte também:

