Miguel Ángel Russo, treinador que marcou o Boca Juniors e o futebol sul-americano, morreu nesta quinta-feira, 9 de outubro de 2025, em Buenos Aires, aos 69 anos. Vítima de câncer de próstata, o técnico encerra uma trajetória iniciada em 1990 e coroada por 11 títulos oficiais, incluindo uma Copa Libertadores. Russo esteve à frente de clubes tradicionais da Argentina, Colômbia, Paraguai e Brasil, além de ter comandado a equipe xeneize no Mundial de Clubes contra o Benfica.
Carreira de 35 anos no comando técnico
Formado nas categorias de base do Estudiantes como jogador, Russo migrou para a área técnica no início da década de 1990. Sua primeira grande oportunidade veio no Lanús, onde conquistou os acessos necessários para devolver o clube à elite argentina. Em seguida, acumulou passagens por Rosario Central, Vélez Sarsfield e Racing Club, consolidando reputação de treinador disciplinado, com ênfase na organização defensiva.
O auge ocorreu durante a passagem pelo Boca Juniors. Em 2007, levou o time de La Bombonera a vencer a Copa Libertadores, título que ampliou o prestígio internacional do clube e rendeu vaga no Mundial de Clubes daquele ano. Na competição da FIFA, a equipe chegou à decisão e enfrentou o Benfica, experiência que reforçou a imagem global do Boca e colocou Russo no radar de demais mercados sul-americanos.
Além do Boca, o treinador acumulou conquistas na Colômbia, onde levantou o Campeonato Colombiano pelo Millonarios, e no Paraguai, com passagem marcante pelo Cerro Porteño. Ao todo, são 11 títulos reconhecidos pela Conmebol e pelas federações nacionais, marca que o coloca entre os técnicos mais vitoriosos do continente nas últimas três décadas.
Estilo de liderança e reconhecimento
Respeitado por jogadores e dirigentes, Russo adotava metodologia que combinava disciplina tática e cobrança por entrega física, postura alinhada à escola argentina de treinadores. Sob seu comando, equipes apresentavam linhas compactas, transições rápidas e forte presença nos duelos individuais. O sucesso na Libertadores de 2007 ratificou essa abordagem, mostrando que organização e trabalho árduo podem suplantar elencos tecnicamente superiores.
Em declarações públicas ao longo da carreira, o treinador enfatizava valores tradicionais, como meritocracia e espírito de equipe. Clubes que o contrataram relataram crescimento da cultura de responsabilidade interna, refletindo a cultura conservadora de empenho pessoal que defendia. Tal visão atraiu dirigentes que buscavam resultados concretos, sem espaço para improviso ou indisciplina.


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Luta contra o câncer de próstata
Diagnosticado há alguns anos, Miguel Ángel Russo manteve a rotina à beira do gramado durante o tratamento inicial. Ainda em 2024, conduziu o Boca Juniors em diversas competições nacionais e internacionais. O quadro se agravou no início de 2025, limitando a presença do técnico nos centros de treinamento. Mesmo assim, continuou a participar das decisões estratégicas, contribuindo com sua experiência até as últimas semanas.
O clube argentino publicou nota oficial agradecendo pelos serviços prestados e ressaltando a postura combativa do treinador dentro e fora de campo. Ex-jogadores manifestaram respeito e gratidão, citando Russo como exemplo de profissionalismo e foco em resultados.
Impacto no Boca Juniors e no futebol sul-americano
A morte de Miguel Ángel Russo provoca lacuna imediata no comando técnico do Boca Juniors, que terá de acelerar o processo de sucessão. Internamente, dirigentes sinalizam preferência por manter continuidade na filosofia de jogo, evitando rupturas em meio à temporada. Do ponto de vista financeiro, o clube deve redirecionar recursos para contratar novo comandante capaz de honrar a tradição de títulos recentes.

Imagem: Internet
No cenário sul-americano, o falecimento reforça a importância de programas de saúde preventiva para profissionais do esporte. Federações e sindicatos de atletas destacam a necessidade de exames regulares contra o câncer de próstata, doença que costuma apresentar evolução silenciosa. A Conmebol, entidade máxima do futebol continental, planeja minuto de silêncio nas próximas partidas para homenagear o técnico argentino.
Legado técnico e moral
Com 35 anos de carreira, Russo deixa legado sólido em termos de metodologia, disciplina e competitividade. Sua passagem pelo Boca Juniors em dois ciclos distintos (2007 e 2020-2021) evidencia capacidade de adaptação a elencos diferentes, mantendo os princípios de linhas bem ajustadas e valorização de jogadores formados na base. Analistas concordam que a postura de cobrar desempenho, em vez de privilégios, contribuiu para elevar o nível de profissionalismo no futebol argentino.
Clubes que trabalharam com Russo relatam impacto direto na formação de atletas jovens, muitos dos quais ascenderam à seleção argentina. Esse efeito multiplicador reforça a relevância de técnicos com visão de longo prazo, além de resultados imediatos.
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Em síntese, Miguel Ángel Russo encerra capítulo relevante do futebol sul-americano. Sua carreira exemplifica compromisso com valores tradicionais de trabalho, disciplina e mérito, princípios que permanecem como referência para a próxima geração de técnicos e atletas. Continue conosco para receber atualizações sobre este e outros assuntos que moldam o cenário esportivo.
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