São Paulo, 9 de outubro de 2025 – Em artigo publicado nesta quinta-feira, o teólogo Franklin Ferreira afirma que a sociedade ocidental vive uma “guerra contra os filhos”, marcada pela perda de referências cristãs, pelo avanço de pautas abortistas e pela tentativa de substituir a autoridade dos pais por diretrizes estatais.
A disputa entre duas visões de mundo
Ferreira descreve um confronto direto entre o que chama de “civilização enraizada na fé cristã” e o “secularismo ateísta”. De um lado, segundo ele, está a defesa da dignidade humana baseada na criação divina; de outro, a exaltação da autonomia individual que, ao rejeitar limites transcendentais, redefine valores morais e estruturas familiares.
O autor cita o teólogo batista Albert Mohler para sustentar que a atual transformação cultural não é simples reajuste de costumes, mas uma “revolução moral total”, em que práticas antes vistas como vício passam a ser celebradas como virtude. Essa inversão, frisa Ferreira, alcança temas centrais como vida, família e infância.
Aborto e “cultura da morte”
Para o teólogo, a retórica dos direitos humanos perdeu o fundamento que conferia solidez ao conceito de dignidade. Ele afirma que uma cultura desvinculada de Deus se torna incapaz de proteger o direito básico à vida, convertendo o aborto em símbolo de liberdade pessoal. O procedimento, diz, transforma-se no “sacramento sombrio do secularismo”, pois legitima a prerrogativa de destruir vidas inocentes no ventre materno.
Ferreira lembra que países europeus que legalizaram o aborto enfrentam queda demográfica acentuada, apontando Espanha, Itália, Grécia, Portugal e Canadá como exemplos de nações que, “ao matar seus filhos, cavam a própria sepultura espiritual e populacional”.
Infertilidade voluntária e militância sobre filhos alheios
O articulista destaca outro fenômeno: a opção crescente de não ter filhos. Na avaliação dele, grande parte dos militantes progressistas adota estilo de vida estéril – seja biológica, espiritual ou culturalmente – e compensa a ausência de descendentes tentando “reeducar” as próximas gerações via aparato estatal.


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Ferreira associa essa postura à ideia de que, sem fé em um propósito superior, a sociedade perde motivação para a fecundidade. Para ele, transferir ao Estado a orientação moral das crianças constitui estratégia de engenharia cultural cujo objetivo é moldar corações antes que as famílias cristãs o façam.
Escolas como campo de batalha
O texto descreve as salas de aula como principal trincheira da disputa moral. Políticas de educação sexual precoce, materiais de ideologia de gênero e revisão histórica que minimiza raízes cristãs seriam, segundo Ferreira, instrumentos de uma “catequese secular obrigatória”. O modelo busca desconstruir identidades tradicionais e relativizar valores, enfraquecendo a influência dos pais.
O autor faz referência à tese de Antonio Gramsci sobre “tomar as escolas” para realizar mudanças profundas sem recorrer à força. Ele afirma que, quando a pedagogia assume o lugar da teologia, o Estado ocupa o espaço originalmente reservado à família.

Imagem: criada utilizando Whisk
“Pais de pet” e a negação da paternidade
Ferreira também aponta o crescimento dos chamados “pais de pet” como sintoma da crise civilizacional. Para ele, substituir a paternidade humana por cuidado a animais revela a recusa ao sacrifício necessário para criar filhos. Tal escolha, argumenta, infantiliza afetos e esvazia a compreensão do amor paternal refletido na fé cristã.
Chamado à resistência familiar
Na conclusão do artigo, o teólogo defende que a resposta não pode limitar-se à ação política. Ele convoca famílias cristãs a fortalecer a própria casa, ensinando Escritura, orando com os filhos e vivendo a fecundidade como ato de fé. Cada lar que acolhe a vida e transmite valores bíblicos, sustenta, funciona como resistência silenciosa à “revolução moral”.
Ao alertar para a “guerra contra os filhos”, Franklin Ferreira reforça a ideia de que a defesa da vida e da família é pedra angular para qualquer sociedade que pretenda preservar identidade, fé e futuro.
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Em síntese, o artigo de Ferreira chama pais, educadores e líderes religiosos a redobrar a vigilância sobre a formação infantil, lembrando que escolhas de hoje definirão o padrão moral das próximas décadas. Compartilhe este conteúdo e participe do debate sobre a proteção da vida e da família.
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