O ministro Luís Roberto Barroso comunicou, nesta quinta-feira (9), que irá se aposentar de forma antecipada do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, revelada durante sessão plenária, encerra um ciclo de 12 anos na mais alta Corte do país e abre caminho para a nomeação de um novo magistrado.
Despedida emocionada após 12 anos de atuação
Com 67 anos, Barroso poderia permanecer no cargo até março de 2033, quando completaria 75 anos, idade-limite para a aposentadoria compulsória no serviço público. Mesmo assim, optou por encerrar a trajetória no STF quase oito anos antes do prazo legal. Visivelmente emocionado, o ministro chorou ao anunciar a saída e justificou o gesto como um passo para “viver um pouco mais da vida que me resta sem a exposição pública, as obrigações e as exigências do cargo”.
Nomeado em 2013, Barroso participou de julgamentos relevantes sobre temas eleitorais, penais e constitucionais. Durante seu discurso de despedida, agradeceu aos colegas de Tribunal, aos servidores e aos familiares pelo apoio ao longo da carreira. Disse ainda que pretende “seguir outros rumos”, embora não tenha detalhado planos profissionais ou acadêmicos.
Repercussões e controvérsias recentes
Desde que presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2022, Barroso tornou-se alvo frequente de críticas, sobretudo de eleitores alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A tensão ganhou visibilidade em dois episódios: o “perdeu, mané!”, proferido em novembro de 2022 a um eleitor que o confrontou em Nova York, e a frase “nós derrotamos o bolsonarismo”, dita em julho de 2023 a estudantes da União Nacional dos Estudantes (UNE), em Brasília. Ambos os registros circularam amplamente nas redes sociais e reforçaram a percepção de politização no Poder Judiciário.
As manifestações antagônicas aumentaram a pressão sobre o ministro, que passou a enfrentar hostilidades não apenas no ambiente virtual, mas também em eventos públicos dentro e fora do Brasil. Nesse contexto, ganhou força o rumor de que Barroso poderia abreviar sua permanência no Supremo, suposição agora confirmada pelo anúncio oficial.
Disputa pela cadeira e próximos passos
A saída do magistrado desperta interesse imediato de nomes do meio jurídico e político que almejam integrar o STF. Interlocutores já se movimentam para apresentar currículos e obter apoio de parlamentares, magistrados e associações de classe. Apesar da intensa especulação, o ministro preferiu não comentar possíveis sucessores durante seu pronunciamento.


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O processo de escolha do novo integrante segue o rito constitucional: indicação presidencial e sabatina no Senado Federal. Até o momento, não há cronograma divulgado para o envio de candidatura ao Legislativo, mas a vacância amplia o debate sobre equilíbrio ideológico na Corte e sobre a necessidade de magistrados com perfil técnico.
Motivações pessoais e reflexo institucional
No discurso, Barroso negou apego ao poder e afirmou desejar mais privacidade. A vida sob holofotes, segundo ele, impôs exigências que agora pretende evitar. Ainda assim, a decisão tem impacto direto na composição do Tribunal, que ganha uma cadeira em aberto em meio a julgamentos de repercussão nacional.

Imagem: Antio o
Os atuais ministros destacaram a contribuição do colega em temas constitucionais e a defesa de garantias individuais. Internamente, a saída é vista como abrupta, mas não inédita: outros magistrados já deixaram o STF antes da idade compulsória, alegando motivos pessoais ou de saúde.
Reações políticas e públicas
Líderes partidários e entidades classistas reagiram de forma heterogênea. Parlamentares da oposição comemoraram a saída, apontando desgaste na imagem do ministro. Já setores progressistas destacaram seu papel em avanços na área de direitos civis. Enquanto isso, organizações de magistrados elogiaram o legado jurídico, mas evitaram comentários sobre as controvérsias políticas.
Analistas indicam que o episódio reacende o debate sobre limites entre Justiça e ativismo político, questão sensível para o eleitorado conservador. O histórico recente do ministro reforça a exigência de que o próximo integrante do STF atue com isenção e respeito estrito à Constituição.
Para acompanhar os desdobramentos da escolha do novo ministro, acesse também a seção de política em Geral de Notícias, onde atualizações serão publicadas assim que o processo avançar.
Em síntese, a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso encerra um capítulo marcado por forte exposição pública e cresce a expectativa sobre quem preencherá a vaga no Supremo. Continue conosco e receba em primeira mão as novidades relevantes para a cena política nacional.
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