Bruxelas, 10 out. 2025 – O Banco Europeu de Investimento (BEI) colocou sobre a mesa até 3,5 bilhões de euros para acelerar a construção de infraestrutura de defesa anti-drones em todo o bloco, com foco inicial no flanco leste. A informação foi confirmada pela presidente da instituição, Nadia Calviño, em carta encaminhada ao presidente do Conselho Europeu, António Costa.
Novo eixo de investimentos prioriza fronteira oriental
Calviño destacou que a Rússia intensificou incursões não tripuladas no espaço aéreo da União Europeia desde o início do conflito na Ucrânia, em fevereiro de 2022. Segundo a dirigente, a vulnerabilidade exigiu resposta imediata e coordenada. “Daremos especial atenção ao flanco oriental e às tecnologias anti-drone”, resumiu.
O plano europeu prevê um “muro contra drones” – sistema integrado de radares, lasers e sensores acústicos capaz de detectar e neutralizar aeronaves remotamente pilotadas. A implantação começará nos Estados membros vizinhos da Ucrânia, região mais exposta às ameaças híbridas russas, mas poderá ser expandida a todo o território comunitário.
Os governos nacionais analisam hoje capacidades de detecção originalmente voltadas a caças e mísseis. A adaptação inclui novos equipamentos de curto alcance e softwares de resposta automática. O tema integra a agenda dos chefes de Estado e de governo no encontro marcado para 23 e 24 de outubro, quando se espera sinal verde político à iniciativa.
3,5 % do portfólio reservado à defesa
Para viabilizar o projeto, o BEI estabeleceu meta de direcionar 3,5 % de todo o financiamento anual ao setor de segurança e defesa em 2025 — proporção que equivale aos 3,5 bilhões de euros anunciados. Até o momento, mais de 2,5 bilhões já foram contratados em novos projetos, enquanto cerca de 30 operações emblemáticas aguardam aprovação.
O banco europeu promete agilidade: o intervalo médio entre análise inicial e assinatura de contrato é de seis meses. Calviño, no entanto, cobrou dos líderes da UE recursos adicionais para assistência técnica da Comissão Europeia, orçamentos plurianuais robustos e simplificação administrativa. “Precisamos de previsibilidade para manter o ritmo atual de implementação”, observou.


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Estratégia continental mira 2030
Os números do BEI se inserem em plano mais amplo de Bruxelas. A União Europeia calcula investir cerca de 800 bilhões de euros em defesa nos próximos anos, dentro de uma estratégia de prontidão militar com horizonte 2030. O roteiro inclui industrialização de sistemas antimísseis, modernização de comunicações táticas e reforço de mobilidade militar na região.
Para a ala oriental, a prioridade é proteger populações civis, grandes centros urbanos e infraestrutura crítica — estações de energia, redes de transporte e instalações de telecomunicações. Tecnologias anti-drone de curto alcance, capazes de operar em ambiente urbano, lideram a lista de demandas.
Coordenação política e supervisão financeira
Como braço financeiro da UE, o BEI financia projetos alinhados às prioridades comunitárias, mas a decisão de avançar cabe aos Estados membros. O Conselho Europeu, sob a presidência de António Costa, é responsável por chancelar a criação do novo sistema de defesa aérea. A expectativa em Bruxelas é de consenso, dado o aumento recente de incidentes na fronteira leste.

Imagem: Internet
Embora o BEI não atue em armamentos letais, o estatuto permite apoiar soluções de dupla utilização, civis e militares, caso se enquadrem em segurança coletiva. Sistemas de detecção, blindagem cibernética e modernização de infraestrutura energética entram nesse âmbito.
Próximos passos
Consolidada a aprovação política, a fase seguinte será a seleção de fornecedores e integração com as forças armadas nacionais. O banco europeu financiará instalação de radares, sensores ópticos, unidades de laser de alta potência e plataformas de comando e controle.
Calviño reforçou disposição de disponibilizar equipe técnica para acompanhar projetos desde a concepção até a operação. O objetivo é garantir padronização entre os países e evitar sobreposições de custos.
Em síntese, a União Europeia acelera a construção de um escudo anti-drones diante de ameaças crescentes no leste, e o BEI assume papel central no financiamento. Os próximos meses serão decisivos para transformar o anúncio em obras concretas e elevar a capacidade de defesa do bloco.
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Resumo: O Banco Europeu de Investimento reservou 3,5 bilhões de euros para erguer um sistema de defesa anti-drones na UE, com prioridade ao flanco leste. O projeto depende de aprovação dos líderes europeus em outubro e faz parte de estratégia de prontidão militar até 2030. Continue ligado e compartilhe este conteúdo para manter amigos e familiares informados.
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