Com a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisa escolher o novo ocupante da cadeira aberta no Supremo Tribunal Federal (STF). O processo, que habitualmente envolve nomes da alta cúpula jurídica e política, ganhou contornos inusitados depois que referências irônicas passaram a circular nos bastidores e nas redes sociais, ampliando o debate sobre o perfil do futuro ministro.
Nomes técnicos lideram as apostas
No núcleo jurídico do governo, o Advogado-Geral da União, Jorge Messias, aparece como favorito. Filiado ao PT e aliado de longa data do presidente, Messias tem trânsito livre no Planalto e no Congresso, fator considerado estratégico para garantir aprovação no Senado.
Entre parlamentares, o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, também surge como opção consistente. Aliado circunstancial de Lula em votações decisivas, Pacheco demonstra, segundo interlocutores, disposição para migrar do Legislativo ao Judiciário se houver sinal verde do Executivo.
Correndo por fora, o presidente do Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas, é citado por líderes governistas como alternativa de perfil técnico, embora enfrente resistência de setores que defendem independência maior em relação ao Planalto. Há ainda menção a uma advogada chamada Daniela, cujo sobrenome não foi confirmado. O nome, contudo, permanece na lista de possibilidades em razão da pressão de grupos que defendem maior representatividade feminina no Supremo.
Referências irônicas entram no debate
A discussão ganhou tom bem-humorado após a circulação de sugestões satíricas. Em conversas informais, figuras como o líder de facção criminosa Marcos Willians Herbas Camacho, o “Marcola”, e o popular Cavalo Caramelo — animal resgatado em enchente no Rio Grande do Sul que virou meme nacional — foram mencionados como “candidatos” improváveis. A inclusão dos nomes, evidentemente, não passa de ironia, mas expõe o nível de ceticismo de parte da opinião pública quanto ao critério presidencial de escolha para o STF.
No plenário, o senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP) brincou que o Cavalo Caramelo seria “símbolo de resistência” e mereceria beber “no cocho da democracia”. Na mesma toada, o senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou que o hipotético ministro cavalo teria aprovação “por amor e coerência ecológica”.


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Da ala opositora, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manifestou apoio “desde que Marcola assuma compromisso com a pauta da anistia”. Já o senador Eduardo Girão (Novo-CE) propôs, em tom jocoso, dividir a vaga entre o líder criminoso e o animal, ideia recebida com risos e relinchos.
Trâmite constitucional continua inalterado
Embora as menções irreverentes dominem parte das conversas, o processo de indicação permanece o mesmo. O presidente submete o nome escolhido ao Senado, que realiza sabatina na Comissão de Constituição e Justiça. Para assumir o posto, o indicado precisa do voto favorável da maioria absoluta dos senadores, ou seja, 41 dos 81 parlamentares.

Imagem: ChatGPT Gini
A vaga de Barroso é a terceira aberta no atual mandato de Lula — as anteriores foram ocupadas por Cristiano Zanin e Flávio Dino. Desta vez, a expectativa no Congresso é de que o chefe do Executivo opte por fiel aliado, assegurando maioria confortável no Supremo em julgamentos decisivos para agendas de governo, como temas fiscais e penais.
Próximos passos e impacto político
A nomeação deve ocorrer nas próximas semanas, pois o Planalto deseja evitar prolongar a composição incompleta da Corte. Interlocutores do governo indicam que Lula quer concluir o processo antes do recesso de fim de ano, garantindo a participação do novo ministro nos julgamentos de 2026.
Enquanto isso, parlamentares ajustam estratégias para a sabatina. Senadores independentes pretendem testar o compromisso do futuro indicado com liberdade de expressão e equilíbrio entre poderes, pontos que ganharam destaque após decisões recentes do STF consideradas invasivas por parte da sociedade.
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Em síntese, entre nomes técnicos consolidados e personagens que viraram meme, a escolha de Lula para o Supremo continua a movimentar Brasília. Fique atento às atualizações e participe dos debates: o futuro ministro terá papel decisivo nos rumos institucionais do país.
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