Quem acompanhou a crise no Oriente Médio nesta segunda-feira (13) recebeu a confirmação de que 20 israelenses voltaram para casa após 738 dias em poder do Hamas. A libertação integra o acordo de cessar-fogo negociado com apoio dos Estados Unidos e prevê a troca por prisioneiros palestinos detidos em Israel.
Dois grupos liberados em pontos distintos de Gaza
Os reféns foram entregues em dois momentos. O primeiro grupo, formado por sete pessoas, e o segundo, com 13, foram recebidos por equipes da Cruz Vermelha em três locais diferentes da Faixa de Gaza. Entre os libertados estão Elkana Bohbot, Matan Angrest, Avinatan Or, Yosef-Haim Ohana, Alon Ohel, Evyatar David, Guy Gilboa-Dalal, Rom Braslavski, Gali Berman, Ziv Berman, Eitan Mor, Segev Kalfon, Nimrod Cohen, Maxim Herkin, Eitan Horn, Matan Zangauker, Bar Kupershtein, David Cunio, Ariel Cunio e Omri Miran.
Logo após a recepção inicial, os israelenses foram transferidos para áreas sob controle de Tel-Aviv e, em seguida, levados à base de Reim, no sul do país. Ali passam por avaliações médicas e acompanhamento psicológico antes do reencontro definitivo com as famílias. O porta-voz do governo, Shosh Bedrosian, afirmou que todo o processo de checagem deve estar concluído até o meio-dia.
Israel começa a libertar prisioneiros palestinos
Em paralelo à chegada dos reféns, o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu iniciou a soltura de detentos palestinos. A primeira leva, com 250 nomes, foi transferida para as penitenciárias de Ofer, na Cisjordânia, e Ketziot, no sul de Israel. No total, até dois mil prisioneiros deverão ser liberados, conforme estipulado no pacto organizado por Washington.
O serviço penitenciário israelense apontou razões logísticas para a escolha dos dois presídios, considerados preparados para processar grande volume de saídas em curto prazo. Fontes oficiais reforçam que a Cruz Vermelha também acompanha essa etapa a fim de garantir o cumprimento das cláusulas humanitárias.
Desarmamento do Hamas continua impasse central
Apesar do avanço na devolução de civis, as negociações encontram resistência quando o tema é o arsenal do Hamas. A proposta norte-americana concede anistia a combatentes que entregarem suas armas, mas o grupo insiste em atrelar qualquer desmobilização à criação de um Estado palestino com Jerusalém como capital. Um representante do movimento declarou à agência AFP que “a entrega das armas não está na mesa de discussão”.


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Netanyahu mantém a posição de eliminar a capacidade militar do Hamas, considerada ameaça direta à segurança de Israel. A divergência tornará as próximas rodadas mais complexas e poderá influenciar o calendário para a reconstrução da Faixa de Gaza, outro ponto que ganha relevância conforme o cessar-fogo avança.
Trump chega a Israel e reforça pressão diplomática
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desembarcou em Israel pela manhã. Segundo agenda divulgada pela Casa Branca, ele discursará no Knesset, o parlamento israelense, para defender o acordo de troca de reféns e reiterar o compromisso norte-americano com a segurança do aliado. A presença de Trump amplia o respaldo político ao governo israelense na região.

Imagem: Internet
Próximos passos e cenário regional
A libertação bem-sucedida dos 20 reféns reforça a importância da intermediação internacional, mas os desafios permanecem. O objetivo declarado de Israel de neutralizar o Hamas e a exigência do movimento islamista por um Estado palestino seguirão no centro do debate. Observadores apontam que qualquer solução duradoura depende de avanços concretos nessas frentes.
Para a população israelense, o retorno dos sequestrados oferece alívio após dois anos de incerteza. Já para as famílias dos presos palestinos, a abertura das celas representa esperança de ver parentes fora do sistema prisional. O equilíbrio entre essas demandas rivais determinará o sucesso ou o fracasso do cessar-fogo.
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Em resumo, 20 israelenses deixaram o cativeiro, Israel começou a libertar detentos palestinos e Donald Trump chegou ao país para dar apoio político ao acordo. A discussão sobre o desarmamento do Hamas continua pendente e será peça-chave para a próxima fase de negociações. Acompanhe nossas atualizações e compartilhe esta reportagem com quem busca informações claras e objetivas sobre o conflito.
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