Brasília, 21 de outubro de 2025 — O cenário político amanheceu novamente sob tensão. No Supremo Tribunal Federal, o ministro Luiz Fux solicitou a revisão do próprio voto no processo que condena o ex-presidente Jair Bolsonaro, suspendendo a publicação do acórdão e, consequentemente, postergando os efeitos da decisão. Paralelamente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou Guilherme Boulos para comandar a Secretaria-Geral da Presidência, promovendo o deputado federal ao primeiro escalão do governo.
STF freia conclusão de julgamento que envolve Bolsonaro
A corte suprema analisava a ação que resultou na condenação de Jair Bolsonaro por suposta conduta ilícita durante o mandato. Antes de o acórdão ser publicado, Luiz Fux recorreu ao direito de “pedido de vista revisional” — instrumento previsto no regimento do tribunal — e retirou o processo da pauta. Sem a formalização do acórdão, multas, inelegibilidade e demais sanções permanecem suspensas.
O gesto de Fux foi recebido com alívio por parlamentares de oposição, que veem na decisão uma chance de reavaliar argumentos e provas. Juristas ressaltam que o ministro pode levar até 90 dias para devolver o processo, prazo que, em casos complexos, costuma estender-se ainda mais. Enquanto isso, Bolsonaro mantém condição política intacta, podendo articular alianças para as eleições municipais de 2026.
Aliados do ex-presidente classificaram o pedido como “ato de justiça”, afirmando que o processo carece de base sólida. Já setores governistas acusam a manobra de retardar a responsabilização de Bolsonaro. A presidência do STF, contudo, reiterou que o procedimento é regular e assegura o pleno direito de defesa.
Boulos passa a integrar o núcleo duro do Planalto
No mesmo dia, Lula oficializou Guilherme Boulos na Secretaria-Geral da Presidência. O cargo, sob responsabilidade de coordenação política e articulação social, costuma operar como ponte entre o Planalto e movimentos civis. A nomeação marca a entrada definitiva do líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) na cúpula governista.
A escolha provocou reação imediata de parlamentares conservadores, que lembram episódios em que Boulos incentivou ocupações de propriedades privadas. Para eles, a presença do ativista no ministério sinaliza avanço de agendas ideológicas à esquerda e tensiona o diálogo com o agronegócio e investidores.


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Pelo lado governista, a indicação foi saudada como estratégia para fortalecer pautas de habitação popular e consolidar a base de apoio no Congresso. Boulos declarou que atuará por “justiça social sem radicalismos”, embora siga defendendo reformas urbanas que contrariam setores produtivos.
Investigações expõem falhas processuais e erros do MPF
Em outra frente, a Polícia Federal denunciou o ex-assessor presidencial Filipe Martins por falsificação de documentos ao ingressar nos Estados Unidos. Relatório aponta uso de informações indevidas para driblar mecanismos migratórios. A defesa de Martins contesta a tese e acusa o Ministério Público Federal de promover investigação baseada em provas consideradas ilegítimas.
No Superior Tribunal de Justiça, os ex-petistas José Dirceu e José Genoíno foram excluídos de processo derivado do mensalão. A corte observou falha formal em denúncia do MPF, extinguindo a ação. Críticos enxergam favorecimento aos réus, enquanto juristas lembram que erros processuais obrigam o Judiciário a corrigir rotas, ainda que beneficiem investigados.

Imagem: Ricardo Stuckert
Congresso pressiona Banco Central e discute novas despesas
Na arena econômica, Lula intensificou cobranças sobre o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, exigindo cortes mais agressivos na taxa básica de juros. O Planalto alega que o custo do crédito inviabiliza investimentos e programas sociais. Entretanto, agentes de mercado defendem autonomia da autoridade monetária e alertam para riscos inflacionários.
Em paralelo, o ministro Camilo Santana defende excluir despesas em educação do novo arcabouço fiscal, abrindo espaço para ampliação orçamentária. Analistas liberais criticam a proposta por fragilizar o controle de gastos e comprometer credibilidade fiscal recém-reconstruída.
Ambientalistas acionam Justiça contra exploração de petróleo
A decisão do Ibama de liberar a Petrobras a perfurar poços na Margem Equatorial gerou reação de entidades ambientalistas. Grupos prometem acionar o Judiciário para sustar a licença, argumentando que a operação ameaça biomas sensíveis. O senador Davi Alcolumbre, aliado do governo no Amapá, elogiou o aval e agradeceu a Lula, enfatizando geração de empregos e royalties.
Críticos do Planalto sustentam que o discurso ambiental do presidente entra em colisão com a expansão petrolífera. A postura, afirmam, relaça interesses políticos regionais, contrariando compromissos internacionais assumidos em conferências climáticas.
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Em resumo, o dia foi marcado por decisões judiciais que beneficiam nomes relevantes da oposição, ao mesmo tempo em que o governo amplia sua influência com a chegada de Guilherme Boulos ao Planalto. Continue navegando e receba as principais notícias políticas em primeira mão.
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