A menos de um ano da eleição presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva surge como favorito, de acordo com a pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada em outubro de 2025. O levantamento indica 51,2% de aprovação ao governo e 48,1% de desaprovação, um quadro oposto ao registrado em janeiro, quando a rejeição ao petista era superior. A mudança ocorre num contexto de tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos e de forte desgaste interno da oposição.
Mudança de cenário em 2025
Entre abril e agosto, a popularidade de Lula enfrentou queda, mas o panorama se transformou com a crise geopolítica deflagrada após atritos entre Brasília e Washington. A atuação do deputado Eduardo Bolsonaro, que criticou o Supremo Tribunal Federal no exterior, provocou divisões na direita e forneceu ao Planalto discurso para questionar adversários.
O estudo da Atlas mostra vantagem de Lula sobre potenciais concorrentes. Em simulações de segundo turno, a diferença varia de 8 pontos, contra Tarcísio de Freitas ou Michelle Bolsonaro, a 17 pontos, frente a Ronaldo Caiado ou Ratinho Júnior. A ausência de Jair Bolsonaro, impedido de concorrer enquanto permanece preso, reforça a liderança do atual presidente.
Lula chegará aos 80 anos em 27 de outubro de 2025 e já confirmou que buscará um quarto mandato em 2026. A data simbólica coincide com a recuperação de sua imagem, fortalecida por eventos recentes e por medidas com apelo social.
Eixos da estratégia governista
O Palácio do Planalto intensificou a agenda desenvolvimentista. Entre as ações de maior impacto, destaca-se a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil, aprovada com apoio inclusive de parlamentares oposicionistas. A equipe de comunicação do governo sustenta que a medida promove “justiça tributária”, argumento que neutraliza críticas sobre aumento de carga fiscal.
Outra frente é a mobilização de bases sociais. A nomeação de Guilherme Boulos para a Secretaria-Geral da Presidência sinaliza a intenção de transformar militantes em força de rua para defender pautas do Executivo. A mudança passou quase despercebida no mercado e entre lideranças políticas, indicando ambiente favorável a iniciativas antes consideradas radicais.


Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS


IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada




Desde as manifestações contrárias à chamada PEC da Blindagem, rejeitada após pressão coordenada de grupos de esquerda, o governo avalia ter capacidade de rivalizar com a direita em atos de massa. A narrativa construída pela comunicação presidencial opõe “agenda de país”, associada a Lula, a “agenda de destruição”, atribuída à oposição.
Reação e dilemas do campo oposicionista
No lado contrário, governadores e parlamentares tentam recompor alianças. Tarcísio de Freitas, visto como alternativa competitiva, enfrenta dificuldades para unificar bolsonaristas e setores liberais. Michelle Bolsonaro, lembrada em pesquisas, depende da situação jurídica do ex-presidente e de seu próprio grau de exposição. Caiado e Ratinho Júnior, embora bem avaliados regionalmente, não alcançam projeção nacional capaz de reduzir a margem pró-Lula.

Imagem: Sebastião Moreira
A ofensiva do governo sobre temas econômicos desidrata a crítica tradicional da direita de que o petismo foca apenas em arrecadação. Com o discurso de que “os mais ricos pagam menos impostos que os mais pobres”, assessores presidenciais buscam legitimar propostas de taxação de fortunas e reajuste de alíquotas sobre dividendos.
Perspectivas até 2026
Especialistas reconhecem que, em cenários polarizados, índices de aprovação acima de 50% tendem a garantir reeleição. O desafio de Lula será sustentar indicadores econômicos, evitar desgaste no Congresso e administrar tensões internas na base aliada. Já a oposição precisa definir liderança unificada e apresentar agenda propositiva para contrariar a narrativa oficial.
Para acompanhar análises recentes sobre o cenário político nacional, confira nossa seção dedicada à Política.
Em síntese, a pesquisa Atlas confirma vantagem expressiva de Lula e expõe a fragmentação do bloco opositor. Permanecendo a tendência, o petista entra em 2026 com forte capital eleitoral, enquanto adversários correm contra o tempo para construir alternativa viável. Continue acompanhando nossas atualizações e participe do debate nos comentários.
Para informações oficiais e atualizadas sobre política brasileira, consulte também:

