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Carlos Bolsonaro reage a declarações sobre Senado e expõe racha no PL catarinense

Política

O cenário eleitoral de 2026 em Santa Catarina ganhou contornos de disputa interna no Partido Liberal (PL) após uma troca pública de mensagens entre o vereador carioca Carlos Bolsonaro e a deputada estadual Ana Campagnolo. A divergência gira em torno das duas cadeiras ao Senado que estarão em jogo no próximo pleito.

Discussão começou com especulações sobre candidaturas

A controvérsia teve início quando Campagnolo, que preside o PL Mulher no estado, respondeu a uma seguidora nas redes sociais. Segundo a parlamentar, o partido apoiaria Espiridião Amin (PP) para uma das vagas e lançaria o próprio Carlos Bolsonaro para a segunda. A afirmação ganhou repercussão depois de ser reproduzida por um perfil político.

O estopim ocorreu em 1º de novembro de 2025, quando Carlos Bolsonaro desmentiu de forma enfática a declaração. Em publicação no X (antigo Twitter), ele escreveu: “Não sejam mentirosos! Absolutamente nada do que essa menina está falando é verdade. Quanta baixaria! Lamentável!”.

A referência de Carlos ao termo “menina” e a acusação de “baixaria” ampliaram a polêmica. Até então, o ex-presidente Jair Bolsonaro não havia se manifestado sobre nomes ou alianças para Santa Catarina, deixando o espaço aberto para conjecturas dentro do PL.

Resposta de Campagnolo eleva temperatura interna

Ana Campagnolo reagiu no Instagram pedindo “mais respeito” por parte do vereador e questionando a veracidade dos rumores. Ela indagou por que, caso suas informações fossem falsas, a deputada federal Caroline de Toni teria cogitado deixar o partido se não fosse indicada ao Senado. A possível saída de De Toni, ventilada em entrevista recente, ainda não foi confirmada oficialmente pelo diretório nacional.

Na sequência, Campagnolo elevou o tom e defendeu a organização do PL catarinense. Disse não querer que a chegada de Carlos ao estado “seja marcada pela desunião” e publicou, sem comentários, uma reportagem que apontava suposta divergência entre Carlos e Michelle Bolsonaro sobre os rumos do partido em Santa Catarina.

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A troca de mensagens ocorre em um momento em que o PL tenta consolidar palanques estaduais para fortalecer a base conservadora no Senado. O estado sulista, historicamente favorável a pautas alinhadas à direita, terá direito a escolher dois senadores em 2026, o que aumenta a relevância da disputa interna.

Sinal de alerta para a cúpula nacional

Nos bastidores, lideranças do PL avaliam que a tensão pública pode prejudicar a estratégia de unidade da sigla. Embora não haja confirmação oficial dos nomes, a simples menção de Amin e Carlos Bolsonaro mobiliza diferentes alas partidárias. Próximo do Progressistas, Amin tem histórico de alianças à direita, enquanto a possível candidatura de Carlos carrega o peso do sobrenome Bolsonaro, fator de forte apelo eleitoral entre conservadores catarinenses.

Além disso, a saída ventilada de Caroline de Toni caso seja preterida acende outro sinal de alerta. Deputada federal de destaque na bancada, ela poderia migrar para siglas concorrentes, enfraquecendo a votação proporcional do PL em 2026.

Até o momento, a legenda não publicou nota oficial sobre as candidaturas. A expectativa é de que Jair Bolsonaro e a presidente do PL Mulher nacional, Michelle Bolsonaro, articulem encontros para conter os ânimos e preservar a coesão interna.

Próximos passos

A formação das chapas só deverá ser oficializada em 2026, na convenção partidária. Entretanto, o episódio evidencia que a disputa por espaço no Senado já influencia o debate estadual. Analistas apontam que a definição precoce de nomes pode facilitar a montagem de coligações e a distribuição de recursos de campanha.

Para os eleitores de perfil conservador, a decisão do PL catarinense terá impacto direto na representação ideológica no Congresso. Já para a sigla, a meta é evitar rachas que comprometam o desempenho nas urnas e favoreçam adversários.

Para compreender outros movimentos recentes da legenda em Brasília, confira também a cobertura em Política e acompanhe os desdobramentos.

Em síntese, a reação de Carlos Bolsonaro às declarações de Ana Campagnolo expôs fissuras internas e deixou claro que a definição das candidaturas ao Senado em Santa Catarina será um teste de unidade para o PL. Fique atento às próximas atualizações e acompanhe nosso portal para mais informações.

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