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Embate entre Castro e Planalto revela impasse no uso de tropas contra o crime no Rio

Política

Rio de Janeiro e Brasília voltaram a medir forças após a megaoperação conduzida pela Polícia Militar fluminense contra o Comando Vermelho, ação que resultou em 121 mortos, incluindo quatro agentes. O governador Cláudio Castro (PL) acusou o governo federal de omissão ao negar apoio logístico e reforço militar, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu apenas 24 horas depois, determinando envio de equipe ministerial para dialogar com o estado.

Governador aponta silêncio de Brasília

Na quarta-feira, 29 de outubro, a operação ainda ocorria nos complexos da Penha e do Alemão quando Castro declarou que o Rio não deveria enfrentar “sozinho uma guerra” travada por facções fortemente armadas. Segundo ele, pedidos anteriores para uso de blindados da Marinha foram negados sob a justificativa de que apenas uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO) permitiria o empréstimo, dispositivo que Lula já se manifestara contra.

Castro relatou que o planejamento da ofensiva levou seis meses e contou com aval do Judiciário e acompanhamento do Ministério Público estadual. Mesmo assim, o Palácio do Planalto não foi procurado desta vez porque, afirmou o governador, “as três negativas anteriores deixaram clara a posição do governo federal”.

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, rebateu quase de imediato. Disse não ter recebido “nenhum pedido” relativo à ação e garantiu que “nenhuma solicitação do governador foi negada”. Pouco depois, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, confirmou que a superintendência fluminense da PF foi informada, mas optou por não participar, alegando incompatibilidade com o modo de atuação do órgão.

Planaltopalavra e reação de ministros

No dia seguinte, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), ampliou o confronto. Ele criticou a gestão estadual pelo “pouco esforço” no combate ao contrabando de combustíveis, apontado pelo governo federal como principal fonte de financiamento do crime organizado no Rio. Haddad afirmou que Castro “deveria acordar para o problema” e ajudar a sufocar o fluxo de recursos ilícitos.

Horas depois, a Defesa confirmou que, em janeiro, o estado solicitou blindados da Marinha; porém, a Advocacia-Geral da União condicionou o atendimento à assinatura de um decreto de GLO. Sem decreto, o pedido ficou sem resposta.

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Lula manteve distância da polêmica até a noite de quinta-feira, 26 de outubro, quando, pelas redes sociais, disse ter instruído Lewandowski e Rodrigues a se reunirem com o governador. O presidente destacou a necessidade de “trabalho coordenado que atinja a espinha dorsal do tráfico” e citou a PEC da Segurança, enviada por seu governo ao Congresso, como solução para integrar forças policiais. A publicação foi fixada no topo do perfil presidencial, sinalizando a preocupação do Planalto com a repercussão nacional do tema.

Reflexos eleitorais e bloco de oposição

Pesquisas recentes da Genial/Quaest mostram que 31 % dos brasileiros apontam violência como principal preocupação, enquanto 70 % consideram o crime organizado problema nacional. Nesse cenário, a segurança pública tende a dominar o debate eleitoral de 2026, quando Lula buscará a reeleição e o governador fluminense desponta como potencial candidato ao Senado.

Governadores de oposição se mobilizaram rapidamente. Em reunião virtual, nomes como Ronaldo Caiado (União-GO), Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ratinho Junior (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG) e Eduardo Leite (PSD-RS) ofereceram apoio político e operacional ao Rio. Castro agradeceu, mas dispensou reforços externos. No encontro seguinte, presencial, os governadores anunciaram a criação de um consórcio interestadual de combate ao crime, sem participação federal, reforçando a narrativa de que os estados assumem a linha de frente quando Brasília hesita.

Especialistas veem a iniciativa como tentativa de nacionalizar o tema da segurança sob ótica conservadora: estados agindo, governo central respondendo tardiamente. O cientista político Samuel Oliveira avalia que Castro “mirou o Planalto” ao vincular a operação à ideia de “abandono do Rio”, abrindo espaço para pré-candidatos de direita surfarem na onda de solidariedade e cobrirem eventual vácuo federal.

Controle de território e disputa de competências

A escalada bélica do crime, que inclui uso de drones e armas de guerra, pressiona pela integração de inteligência, logística e operações entre União, estados e municípios. O Ministério da Defesa defende que grandes operações necessitam do instrumento constitucional da GLO; governadores alegam que isso politiza decisões operacionais e engessa respostas ágeis.

Enquanto a discussão avança, moradores de áreas dominadas por facções enfrentam rotina de tiroteios e serviços públicos suspensos. Para analistas, somente uma estratégia duradoura que combine policiamento inteligente, sufocamento financeiro e projetos sociais poderá enfraquecer cartéis. Contudo, a disputa de protagonismo entre Castro e Lula antecipa o palanque de 2026 e transforma a segurança pública em campo de batalha político.

Se o impasse persiste, estados tendem a intensificar ações próprias, cobrando mais recursos e flexibilidade da União. Já o Planalto aposta em articulação institucional e na PEC da Segurança para retomar controle do debate. Nos bastidores, ambas as frentes calibram discursos para um eleitorado que quer resultados concretos, não justificativas burocráticas.

Para continuar acompanhando as movimentações em Brasília e entender como elas impactam a segurança pública, acesse nossa seção dedicada em Política.

Em síntese, a ofensiva no Rio expôs a fissura entre governadores conservadores e o governo federal sobre o uso de tropas e recursos contra o crime organizado. Resta saber qual modelo prevalecerá até as urnas de 2026, enquanto a população cobra soluções imediatas e efetivas. Acompanhe nossos próximos conteúdos e fique informado.

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