Curitiba ganhará um empreendimento residencial voltado a pessoas acima de 50 anos que desejam envelhecer de forma autônoma, mas sem abrir mão da convivência comunitária. Batizado de Vilarejo Senior Cohousing, o projeto reúne moradias privativas e espaços compartilhados, apostando em um modelo de autogestão que dispensa a tradicional assembleia condominial.
Conceito europeu chega ao Paraná
O formato cohousing surgiu na Dinamarca nos anos 1970 e vem se espalhando em ritmo moderado pelo Brasil. Antes da capital paranaense, iniciativas semelhantes foram anunciadas em Campinas, Mogi das Cruzes, Petrópolis e em uma área rural no Nordeste. A proposta alia residências individuais a ambientes de uso comum, fomentando relações de vizinhança mais sólidas do que as observadas em condomínios convencionais.
Em Curitiba, o empreendimento terá 20 casas térreas de 60, 80 e 100 m², todas adaptadas para mobilidade reduzida. Cada unidade permanecerá sob a responsabilidade direta de seu morador, enquanto as instalações coletivas serão geridas pelo grupo. Entre os ambientes compartilhados estão:
- Casa Comum – área central para refeições, reuniões e confraternizações;
- Hortas colaborativas;
- Sala de uso múltiplo para atividades culturais ou esportivas;
- Oficina comunitária com ferramentas à disposição de todos.
Tania G. Kopruszinski, arquiteta e idealizadora do Vilarejo, destaca que o verdadeiro diferencial não é a infraestrutura, mas o fortalecimento de laços entre moradores. “O luxo está na convivência”, resume. Ela relata que o conceito ganhou força durante a pandemia, período em que muitos idosos sofreram com isolamento social.
Gestão baseada em consentimento
Para administrar o dia a dia, o grupo adotará a sociocracia, modelo de governança que substitui votações por decisões consensuais. A dinâmica exige escuta ativa e participação constante dos moradores, evitando a verticalização típica dos condomínios tradicionais. Questões como cor das fachadas ou programação da horta só avançam quando há concordância geral.
Na prática, o sistema reforça a responsabilidade individual e reduz a necessidade de interferência externa. Não há previsão de subsídios governamentais nem de programas públicos de financiamento; o projeto nasce da iniciativa privada e do investimento direto dos futuros residentes, exemplo de solução que valoriza a autonomia financeira e a liberdade de escolha.


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Por que optar pelo cohousing
O Brasil caminha para se tornar um país de maioria madura. Dados do IBGE indicam crescimento acelerado da população acima de 60 anos, o que pressiona famílias e governos a buscar alternativas residenciais. O cohousing surge como resposta baseada na cooperação cotidiana, mas sem afastar a independência de cada morador.
Entre os atrativos do Vilarejo Senior estão:

Imagem: Unsplash
- Segurança reforçada pela vigilância natural dos vizinhos envolvidos na rotina comum;
- Redução de custos ao dividir ferramentas, área de lazer e hortas, evitando duplicidade de gastos;
- Prevenção da solidão, fator crítico para a saúde mental na terceira idade;
- Participação ativa em todas as decisões, sem dependência de síndicos externos ou administradoras alheias aos anseios do grupo.
Próximos passos
O cronograma oficial ainda não foi divulgado, mas o anteprojeto indica que as obras devem iniciar após a consolidação do grupo de compradores, etapa considerada crucial para garantir afinidade entre os futuros vizinhos. A comercialização seguirá o modelo de cota-parte, no qual cada interessado adquire sua unidade e, simultaneamente, fração ideal das áreas coletivas.
Embora a construção de moradias colaborativas ainda represente nicho no mercado imobiliário, especialistas avaliam que a combinação de segurança, liberdade de escolha e menor burocracia tende a atrair público crescente. Na prática, o conceito avança sem exigir novos aportes estatais, evidenciando que soluções privadas podem responder a desafios demográficos com rapidez e eficiência.
Autonomia e comunidade no mesmo endereço
Com o Vilarejo Senior Cohousing, Curitiba se posiciona entre as primeiras cidades brasileiras a oferecer alternativa habitacional destinada especificamente ao público maduro que busca qualidade de vida, interação social e custos controlados. A proposta reforça valores de autossuficiência e cooperação voluntária, mostrando que é possível equilibrar liberdade individual e responsabilidade coletiva em um modelo imobiliário contemporâneo.
Caso queira acompanhar outras iniciativas que combinam inovação e responsabilidade individual no país, visite também a seção de política em Geral de Notícias.
Em síntese, o cohousing curitibano aposta no protagonismo dos próprios moradores para enfrentar o desafio do envelhecimento populacional. Se você se interessa por empreendimentos que valorizam autonomia e comunidade, acompanhe nossas próximas atualizações e compartilhe esta matéria com quem pode se beneficiar dessa tendência.
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