geraldenoticias 1762366955

Presidente do STM retruca ministro e mantém pedido de perdão às vítimas da ditadura

Política

Brasília, 4 nov. 2025 – O Superior Tribunal Militar (STM) enfrentou nesta terça-feira um embate público entre sua presidente, ministra Maria Elizabeth Rocha, e o ministro tenente-brigadeiro Carlos Augusto Amaral Oliveira. O conflito começou após o pedido de perdão que Rocha fez, em nome da Justiça Militar, às vítimas do regime de 1964-1985. Oliveira considerou a manifestação “política” e questionou a legitimidade da colega para falar pela Corte.

Tensão no plenário do STM

Durante a sessão ordinária, Rocha classificou a crítica de Oliveira como “agressão desrespeitosa” e de “tom misógino”, ressaltando que integra o Tribunal há quase duas décadas. A ministra afirmou que “a divergência de ideias é legítima”, mas rejeitou o que descreveu como “conselho paternalista” recebido do colega. Segundo ela, o ataque não se restringiu a sua pessoa, mas alcançou toda a magistratura feminina.

Oliveira respondeu de maneira direta: “Não ligo muito para a opinião da senhora”. O militar também disse que não autorizou a presidente a falar em seu nome quando pediu perdão durante a cerimônia ecumênica na Catedral da Sé, em São Paulo, no dia 25 de outubro. Ao reiterar a discordância, destacou que Rocha deveria “estudar mais” sobre a história do Tribunal Militar antes de se pronunciar.

No plenário, o ministro recordou que forneceu críticas semelhantes a outros presidentes da Corte, reforçando que o caso não teria relação com o gênero da colega. “Fiz o mesmo com o ministro Joseli Parente Camelo”, declarou, apontando que não aceita ser enquadrado como misógino somente por divergir publicamente.

Origem da controvérsia

A discussão teve início na última quinta-feira (30), quando Oliveira, na ausência de Rocha, censurou o pedido de perdão apresentado por ela cinco dias antes. Na data, a presidente do STM participou de ato que marcou os 50 anos da morte do jornalista Vladimir Herzog, assassinado nas dependências do DOI-CODI, órgão de repressão do então regime militar. No discurso, Rocha pediu perdão “a todos que tombaram e sofreram lutando pela liberdade no Brasil” e citou nomes de políticos e jornalistas ligados à esquerda que foram presos ou torturados.

Oliveira qualificou aquela fala como “abordagem política”, defendendo que o Tribunal possui história própria e que eventual retratação não poderia ser feita em nome de todos os ministros. Segundo ele, o STM atuou dentro da legislação vigente durante o período militar e não caberia à Corte “ressuscitar polêmicas” de meio século atrás sem debate interno.

IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada
Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

R$60,00 R$99,00 -39%
Ver no MERCADO LIVRE
Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

R$27,99 R$49,00 -43%
Ver no MERCADO LIVRE
Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

R$33,00 R$99,99 -67%
Ver no MERCADO LIVRE

IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada

R$52,36 R$99,00 -47%
Ver na Amazon
Caneca Brasil Bolsonaro

Caneca Brasil Bolsonaro

R$29,90 R$59,00 -49%
Ver na Amazon
Camiseta Bolsonaro Donald Trump presidente

Camiseta Bolsonaro Donald Trump presidente

R$49,99 R$109,99 -55%
Ver na Amazon
Mouse Pad Bolsonaro assinando Lei Animais

Mouse Pad Bolsonaro assinando Lei Animais

R$17,90 R$49,99 -64%
Ver na Amazon
Mito ou verdade: Jair Messias Bolsonaro - Leitura Imperdível!

Mito ou verdade: Jair Messias Bolsonaro - Leitura Imperdível!

R$21,30 R$49,99 -57%
Ver na Amazon

De volta à sessão desta terça, Rocha rebateu: “Pedir perdão é necessário, e perdoar é necessário. Não retrucarei briga com briga, nem ofensa com ofensa”. A ministra reiterou que agiu investida no “múnus constitucional” de presidir a Justiça Militar da União, agregando que o gesto não teve conotação partidária nem buscou “humilhar” a instituição.

Reações e próximos passos

Até o momento, nenhum outro ministro do STM se pronunciou oficialmente sobre o episódio. Nos bastidores, militares da ativa e da reserva acompanham o desdobramento com cautela, lembrando que o Tribunal possui composição mista – oficiais das Forças Armadas e civis indicados pelo Executivo. Parlamentares alinhados à oposição já pedem que a Corte esclareça se o pedido de perdão reflete posição institucional ou apenas visão pessoal da presidente.

Ainda não há indicativo de deliberação formal a respeito do tema. Fontes no STM afirmam que o regimento interno prevê consultas colegiadas para manifestações oficiais, mas não estabelece sanção específica para discursos extra-plenário feitos pelo presidente. Assim, qualquer avanço dependerá do consenso entre os 15 ministros que integram o Tribunal.

Contexto histórico

Criado em 1808, o STM é a mais antiga corte superior brasileira e julga crimes militares em tempos de paz e de guerra. Durante o regime de 1964, a Justiça Militar recebeu processos de natureza política que envolviam civis. Grande parte dessas condenações foi anulada após a redemocratização, mas o debate sobre responsabilidades permanece aberto.

Ao pedir perdão, Rocha citou nomes vinculados à luta contra a ditadura, como Rubens Paiva, José Dirceu, Aldo Arantes e Miriam Leitão. Críticos apontam que a iniciativa incorpora narrativa histórica alinhada a grupos de esquerda, enquanto defensores sustentam que a reparação simbólica fortalece a imagem institucional da Corte perante a sociedade.

Dentro do governo, o episódio é acompanhado pela Advocacia-Geral da União, responsável por representar o STM em ações contra o Estado. Analistas avaliam que a disputa pode ganhar contornos políticos maiores caso o Congresso decida intervir por meio de audiências ou convites formais aos ministros para esclarecimentos.

Para outros desdobramentos sobre a tensão entre Poderes e temas institucionais, acesse a editoria de Política e acompanhe as atualizações diárias.

Este resumo apresenta os pontos principais do embate no STM – um episódio que coloca em pauta tanto a autonomia das cortes militares quanto a forma de lidar com o legado de 1964. Fique atento às próximas sessões do Tribunal e leia nossas reportagens para entender como o caso pode influenciar a relação entre Judiciário, Forças Armadas e sociedade.

Para informações oficiais e atualizadas sobre política brasileira, consulte também:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Quando você efetua suas compras por meio dos links disponíveis aqui no Geral de Notícias, podemos receber uma comissão de afiliado, sem que isso acarrete nenhum custo adicional para você!