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MADURO EM ALERTA! ‘Vamos entrar na Venezuela’, afirma María Elvira Salazar

Política

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Venezuela voltou ao centro das atenções internacionais depois que a deputada norte-americana María Elvira Salazar declarou, em um programa da Revista Oeste, que “vamos entrar na Venezuela” para restaurar a democracia. A frase, curta e contundente, ressoou em Caracas, Washington e Brasília, elevando a temperatura diplomática na região. Neste artigo, você entenderá por que o comentário de Salazar é mais do que uma bravata midiática; ele reflete tensões históricas, interesses econômicos bilionários e um delicado tabuleiro militar. Ao longo das próximas linhas analisaremos o histórico do impasse, as motivações de cada ator, possíveis cenários de intervenção, impactos no mercado de energia e a opinião pública. O objetivo é oferecer um panorama completo, embasado em dados e exemplos concretos, para que você possa formar seu próprio juízo sobre o futuro da Venezuela e da estabilidade continental.

As raízes da tensão: EUA, Venezuela e o fator Salazar

As relações entre Estados Unidos e Venezuela deterioraram-se rapidamente após a eleição de Hugo Chávez, em 1998. Sob Nicolás Maduro, sucessor de Chávez, Washington impôs sucessivas sanções econômicas, congelou ativos e tentou isolar Caracas em fóruns multilaterais. A deputada María Elvira Salazar, representante da Flórida, surge nesse contexto como uma voz influente do lobby latino em Washington. Filha de cubanos exilados, jornalista de formação e membro do Comitê de Relações Exteriores da Câmara, Salazar defende abertamente ações mais assertivas contra regimes que ela classifica como “narco-ditaduras socialistas” na região.

Em sua entrevista, ela argumenta que a situação humanitária da Venezuela — marcada por escassez de alimentos, colapso do sistema de saúde e fluxos migratórios recordes — justifica uma coalizão internacional para “restaurar a ordem constitucional”. Embora suas palavras não representem, necessariamente, a posição oficial da Casa Branca, elas ecoam a pressão de grupos bipartidários que veem Maduro como ameaça à segurança continental, sobretudo após a aproximação militar de Caracas com Rússia, Irã e China.

Dentro dos EUA, a estratégia “máxima pressão” ganhou adeptos entre republicanos e democratas. Todavia, analistas alertam que qualquer operação no solo venezuelano exigiria apoio do Congresso, sustentação logística regional e um sólido respaldo jurídico — fatores que ainda carecem de consenso. Mesmo assim, a simples menção de “entrar na Venezuela” reacende memórias de intervenções passadas, como Panamá (1989) e Haiti (1994), ampliando a desconfiança na América Latina.

Quem é María Elvira Salazar e por que suas palavras ecoam em Caracas?

Trajetória política

Salazar conquistou seu assento em 2020, derrotando a democrata Donna Shalala num distrito tradicionalmente disputado. Ex-âncora da rede Univisión, construiu reputação entrevistando Fidel Castro e Augusto Pinochet, experiência que ela usa para embasar sua retórica antiautoritária. Seu capital político cresce à medida que representa a diáspora venezuelana em Miami, hoje estimada em 500 mil pessoas, segundo o Pew Research Center.

Alinhamento no Congresso

No Comitê de Relações Exteriores, a deputada apoia projetos que ampliam sanções a funcionários de Maduro e facilitam vistos para opositores. Ela é membro do mais influente Cuban-American Caucus, onde o tema Venezuela é tratado como extensão da “luta contra o socialismo do século XXI”. Seu discurso encontra coro em parlamentares como Marco Rubio e Bob Menéndez, que já apresentaram resoluções autorizando o uso de força para proteger civis venezuelanos em situação de risco.

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Repercussão na mídia

A frase “vamos entrar na Venezuela” viralizou em portais latinos e gerou reações imediatas de Diosdado Cabello, vice do Partido Socialista Unido. Ele acusou Salazar de incentivar “uma invasão imperialista” e prometeu “resposta avassaladora”. Em paralelo, líderes opositores — Juan Guaidó e Leopoldo López — evitaram apoiar abertamente intervenção armada, mas ressaltaram que “todas as opções devem permanecer sobre a mesa”. Esse contraste mostra como uma única declaração pode dinamitar nuances diplomáticas e acirrar a polarização dentro da Venezuela.

⚡ Destaque Rápido: María Elvira Salazar nasceu em Miami, fala inglês e espanhol fluentes e, segundo o Miami Herald, mantém diálogo direto com membros do Conselho de Segurança Nacional dos EUA.

O contexto geopolítico sul-americano em 2023

Para entender o peso de qualquer movimento militar na Venezuela, é preciso analisar o tabuleiro regional. Nos últimos anos, América do Sul viu governos de espectro ideológico variado: Gabriel Boric (Chile) e Gustavo Petro (Colômbia) alinham-se a pautas progressistas, enquanto Luis Lacalle Pou (Uruguai) e Guillermo Lasso (Equador) buscam reformas liberais. A ascensão de Lula no Brasil introduz um mediador tradicionalmente pragmático, mas que defende a não intervenção como princípio. Ao mesmo tempo, a Rússia amplia presença militar em Caracas, fornecendo sistemas antiaéreos S-300, e a China investe US$ 70 bilhões em infraestrutura venezuelana, segundo dados da AidData.

Esse mosaico cria um efeito dominó: se os EUA decidirem “entrar” na Venezuela, precisarão de sobrevoo sobre países vizinhos, autorizações de uso de bases e cooperação de inteligência. Até agora, nenhum governo sul-americano assinou carta branca para tal operação. A Colômbia, embora divida 2.200 km de fronteira com a Venezuela, foca no processo de paz interno. O Brasil, por sua vez, concentra tropas em Roraima para conter a crise migratória, mas rejeita protagonismo bélico.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) ensaiou ativar o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR) em 2019, porém faltou consenso. Hoje, seria ainda mais difícil, pois a invasão russa da Ucrânia sensibilizou países a evitarem novos focos de conflito. Apesar disso, o pronunciamento de Salazar reaquece debates no Pentágono sobre “operações de não combate” — evacuação médica, corredores humanitários e bloqueios marítimos — como forma de aumentar pressão sem desembarque de fuzileiros.

Comparativo de alinhamentos regionais

PaísPosição oficial sobre intervençãoInteresses estratégicos
BrasilNeutralidade e defesa de soluções diplomáticasFluxo migratório, estabilidade da fronteira, energia
ColômbiaCooperação humanitária, sem ação militarSegurança fronteiriça, combate a guerrilhas
ChileContrário à intervenção armadaIntegração comercial, direitos humanos
ArgentinaDefesa do princípio de não intervençãoAlinhamento MERCOSUL, agenda de dívida externa
PeruSem postura claraExportações minerais, estabilidade política interna
UruguaiMediação diplomáticaMercado de energia e alimentos

Implicações militares e humanitárias de uma eventual incursão

Cenários operacionais

Especialistas em defesa dividem um possível avanço norte-americano na Venezuela em três fases: bloqueio naval no Caribe, estabelecimento de zona de exclusão aérea e operações especiais para capturar líderes do regime. O General (R) John Kelly, ex-Comando Sul, afirmou em audiência no Senado que “qualquer operação na Amazônia Venezuelana demandaria logística complexa, envolvendo selva densa, cadeias montanhosas e clima imprevisível”.

“Intervir na Venezuela sem planejamento multinacional seria como abrir uma segunda frente da Guerra Fria na América Latina.” — Dr. Evan Ellis, pesquisador do U.S. Army War College

Custos humanos

Segundo o Observatório de Crises Internacionais da Universidade de SP, 7,1 milhões de venezuelanos já migraram desde 2015. Uma intervenção militar poderia elevar esse número para 9 milhões, pressionando sistemas de saúde e educação em países receptores. Organizações como Cruz Vermelha alertam para eventual escassez de medicamentos, pois 80% dos insumos hospitalares ainda são importados. Por outro lado, defensores da ação destacam que, sem mudança política, a mortalidade infantil — hoje em 21 por mil nascidos — tende a piorar.

📈 Fato Relevante: O PIB venezuelano caiu 80% desde 2013, conforme o FMI, tornando-se o maior colapso econômico em tempos de paz na história moderna.

Reações do governo Maduro e dos países vizinhos

Em Caracas, Maduro convocou exercícios militares “Escudo Bolivariano” mobilizando 120 mil soldados e 50 aviões Sukhoi russos, segundo a agência AVN. Ele também reforçou alianças com Irã, que enviou carregamentos de combustível e abriu linhas de crédito. Na ONU, a delegação venezuelana classificou as falas de Salazar como “ameaça de agressão” e solicitou reunião urgente do Conselho de Segurança. Rússia e China vetariam qualquer resolução que autorizasse uso de força, mas a simples discussão colocaria a Venezuela no epicentro das disputas entre potências.

Do lado colombiano, o presidente Gustavo Petro pediu cautela. Seu chanceler, Álvaro Leyva, declarou que uma ação bélica “geraria impactos irreversíveis na Amazônia e aprofundaria o êxodo”. Já Lula propôs recriar o “Grupo de Contato”, formado por UE e países latinos em 2019. Nos bastidores, diplomatas brasileiros cogitam enviar missão especial a Caracas para negociar eleições livres, mas esbarram na desconfiança de Maduro, que acusa Brasília de “seguir ordens de Washington”.

Enquanto isso, o MERCOSUL vive dilema: suspendeu a Venezuela em 2016 por quebra de cláusula democrática, mas não consegue formular resposta comum. Esse impasse abre espaço para iniciativas unilaterais, como a Operação Acolhida do Exército brasileiro, que já registrou 800 mil refugiados em Roraima.

Impactos econômicos e no mercado de energia

Petróleo como arma política

A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo — 304 bilhões de barris, segundo a OPEP. Contudo, sua produção caiu de 2,5 milhões para 700 mil barris/dia em uma década. Se a Casa Branca apertar sanções ou bloquear portos venezuelanos, o barril Brent pode subir US$ 5 a US$ 10, conforme estimativa da Rystad Energy. Em contrapartida, uma transição pacífica com abertura a investimentos poderia injetar até US$ 12 bilhões/ano na economia venezuelana e reduzir a dependência ocidental de produtores do Oriente Médio.

Risco-País e mercados

Bolsas latino-americanas costumam reagir a manchetes sobre Venezuela. Estudo do Banco Interamericano mostra correlação de –0,45 entre CDS venezuelano e Ibovespa: quanto maior o risco-país de Caracas, menor a confiança no Brasil. Empresas brasileiras como a Ultrapar, que importa GLP venezuelano, monitoram cenários de supply shock. Já a PDVSA, estatal venezuelana, deve US$ 60 bilhões a credores. Uma eventual mudança de regime abriria espaço para renegociação, afetando bancos europeus e chineses.

💡 Insight Estratégico: Analistas da Goldman Sachs calculam que cada 100 mil barris/dia a menos de exportação venezuelana eleva em 0,2 ponto percentual a inflação dos EUA no curto prazo.

Opinião pública, mídia e a guerra de narrativas

Sete pontos-chave que moldam percepções

  1. Memória de intervenções passadas (Iraque, Afeganistão, Panamá)
  2. Cobertura seletiva de violações de direitos humanos na Venezuela
  3. Influência de grupos de diáspora em cidades como Miami e Madrid
  4. Desinformação em redes sociais amplificada por bots estatais
  5. Polarização ideológica na América Latina entre “anti-imperialistas” e “liberais”
  6. Papel de ONGs internacionais e relatórios da ONU
  7. Fadiga global com novos conflitos pós-pandemia

Pontos de atenção para jornalistas

  • Verificar fontes sobre números de migrantes e mortos
  • Evitar generalizações sobre “povo venezuelano” versus “regime”
  • Checar autenticidade de vídeos de confrontos militares
  • Contextualizar estatísticas de pobreza pré-e-pós 2013
  • Comparar cobertura de Venezuela com crises em Cuba e Nicarágua

Pesquisas do Latinobarómetro indicam que 57% dos sul-americanos rejeitam intervenção militar, mas 62% apoiam sanções seletivas. Essa ambiguidade revela campo fértil para propaganda. Em Caracas, a VTV exibe documentários sobre golpes patrocinados pela CIA, enquanto nos EUA, canais a cabo destacam violações de direitos humanos. A batalha pela opinião pública já começou muito antes de qualquer soldado cruzar a fronteira.

FAQ sobre o impasse Venezuela-EUA

1. As declarações de María Elvira Salazar refletem posição oficial dos EUA?

Não. Embora ela seja membro do Congresso, apenas o Executivo pode ordenar operação militar. No entanto, discursos de parlamentares influenciam o debate.

2. O que é o TIAR e ele pode ser acionado?

O TIAR é um pacto de defesa mútua de 1947. Para entrar em vigor, requer maioria em votação da OEA. Hoje, vários países resistem a ativá-lo.

3. Há tropas norte-americanas posicionadas perto da Venezuela?

O Comando Sul mantém exercícios regulares no Caribe e coopera com Colômbia, mas não há confirmação de tropas em prontidão para invasão.

4. Qual o papel do Brasil em eventual crise?

O Brasil atua como amortecedor humanitário via Operação Acolhida e tenta mediar diálogo, evitando envolvimento bélico direto.

5. Sanções funcionam?

Elas pressionam o regime, mas também afetam civis. Estudos do Center for Economic Policy Research apontam queda de 30% na importação de medicamentos após sanções de 2017.

6. Quais empresas seriam mais afetadas?

Setor de petróleo (Chevron), trading de commodities (Trafigura) e farmacêuticas que vendem insumos à Venezuela.

7. Intervenção militar traria democracia?

Histórico mostra que mudança de regime não garante estabilidade. Casos do Iraque e Líbia servem de alerta.

8. A ONU pode autorizar ação armada?

Dificilmente, pois Rússia e China têm poder de veto e fortes interesses na Venezuela.

Conclusão

Em síntese, o pronunciamento de María Elvira Salazar reacendeu chamas que jamais se apagaram totalmente. O futuro da Venezuela depende de múltiplas variáveis — diplomáticas, militares e econômicas — que evoluem diariamente. A intervenção permanece hipótese, mas sua simples menção já altera mercados e estratégias diplomáticas.

Pontos-chave:

  • Raízes do conflito remontam a Chávez e sanções pós-2013.
  • Salazar personifica voz crescente de exilados latinos no Congresso dos EUA.
  • Geopolítica sul-americana carece de consenso para qualquer ação armada.
  • Custos humanitários podem superar benefícios de curto prazo.
  • Petróleo e cadeia energética são o coração financeiro da disputa.

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