rss featured 4639 1755035670

Congresso reage à pressão dos EUA enquanto STF acelera julgamento de Bolsonaro

Política

Brasília vive uma dupla tensão: de um lado, o aumento das sanções norte-americanas contra autoridades brasileiras; de outro, a reta final do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). Diante desse cenário, o Congresso Nacional tenta romper o próprio impasse e assumir protagonismo nas respostas institucionais.

Pressão externa e julgamento intensificam crise

Os Estados Unidos ameaçam estender punições já aplicadas ao ministro Alexandre de Moraes a parlamentares e auxiliares do STF. As medidas seguem a lógica da Lei Magnitsky, utilizada por Washington para bloquear bens e restringir viagens de autoridades acusadas de violações de direitos humanos. Paralelamente, entrou em vigor em 6 de agosto uma tarifa de 50 % sobre produtos brasileiros, elevando o custo de exportações estratégicas.

No mesmo intervalo, o STF fixou 13 de agosto como data-limite para as alegações finais das defesas de Bolsonaro e de outros sete réus acusados de tentativa de golpe. A expectativa interna é de que Moraes apresente rapidamente seu voto, abrindo caminho para uma decisão ainda neste mês. Analistas apontam que uma condenação pode acelerar novas sanções e, possivelmente, levar a um rompimento parcial das relações bilaterais.

Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca apoio de Índia, Rússia e China para contestar o tarifaço dentro do bloco Brics, o governo norte-americano convidou Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista Paulo Figueiredo para reuniões na Casa Branca, em 13 e 14 de agosto. A convocação reforça o discurso de Washington de que o processo contra o ex-presidente seria uma “caça às bruxas”.

Congresso tenta romper a paralisia

Na Câmara, a oposição condicionou votações à apreciação de três temas: anistia dos réus de 8 de janeiro, fim do foro privilegiado e impeachment de Moraes. Após obstruções físicas na semana de 6 de agosto, líderes fecharam acordo informal que destravou sessões, mas não garantiu pauta. Hoje, apenas a PEC do foro privilegiado apresenta chances reais de avanço.

Consultorias políticas como Action e Ética apontam que o Legislativo dispõe dos instrumentos para reagir à crise, mas hesita em usá-los. Deputados e senadores controlam bilhões em emendas, porém ainda não assumiram o papel de contrapeso previsto na Constituição. Nos bastidores, avalia-se que o Centrão, bloco sem orientação ideológica definida, mantém a estabilidade do governo ao custo de travar mudanças estruturais.

IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada
Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

R$60,00 R$99,00 -39%
Ver no MERCADO LIVRE
Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

R$27,99 R$49,00 -43%
Ver no MERCADO LIVRE
Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

R$33,00 R$99,99 -67%
Ver no MERCADO LIVRE

IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada

R$52,36 R$99,00 -47%
Ver na Amazon
Caneca Brasil Bolsonaro

Caneca Brasil Bolsonaro

R$29,90 R$59,00 -49%
Ver na Amazon
Camiseta Bolsonaro Donald Trump presidente

Camiseta Bolsonaro Donald Trump presidente

R$49,99 R$109,99 -55%
Ver na Amazon
Mouse Pad Bolsonaro assinando Lei Animais

Mouse Pad Bolsonaro assinando Lei Animais

R$17,90 R$49,99 -64%
Ver na Amazon
Mito ou verdade: Jair Messias Bolsonaro - Leitura Imperdível!

Mito ou verdade: Jair Messias Bolsonaro - Leitura Imperdível!

R$21,30 R$49,99 -57%
Ver na Amazon

No Senado, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) já sinalizou que não pautará o processo de impeachment de Moraes, apesar das 41 assinaturas recolhidas pela oposição — são necessários 54 votos para aprovação final. A base governista, por sua vez, prioriza projetos como a isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil e o Novo Plano Nacional de Educação, tentando deslocar o foco para agendas sociais.

Estratégia do Planalto agrava atrito com Washington

Especialistas ouvidos por consultorias de risco veem no Palácio do Planalto um viés ideológico que dificulta a negociação. Lula determinou aos ministros da Fazenda, Relações Exteriores e Indústria a elaboração de uma lista de possíveis retaliações comerciais contra bens e serviços norte-americanos. Até o momento, porém, a resposta se limita a promessas de socorro a exportadores afetados pelo tarifaço.

Congresso reage à pressão dos EUA enquanto STF acelera julgamento de Bolsonaro - Imagem do artigo original

A Casa Branca, por sua vez, invoca a doutrina de combate ao crime organizado do governo Donald Trump para enquadrar facções transnacionais como ameaça à segurança. O Departamento de Estado pressiona Brasília a reconhecer essas organizações como terroristas — medida rechaçada pelo governo Lula, que teme impacto na política de segurança interna. A recusa tem travado acordos de cooperação e ampliado o fosso diplomático.

Outro ponto de atrito foi o cancelamento de uma reunião virtual entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent. Oficialmente, o motivo foi “agenda”. Nos bastidores, o impasse está ligado às sanções e ao processo contra Bolsonaro. Haddad responsabilizou a “militância antidiplomática” da direita; Eduardo Bolsonaro, por sua vez, atribuiu a suspensão à “incompetência” do ministro e ao “viés antiamericano” do Executivo.

Próximos passos

No curto prazo, o julgamento de Bolsonaro deve ser o gatilho para novos desdobramentos. Caso a condenação se confirme, os Estados Unidos podem ampliar o escopo de sanções, inclusive envolvendo negócios de empresas estatais brasileiras suspeitas de apoio indireto à Rússia na guerra da Ucrânia.

Paralelamente, a cobrança sobre o Congresso tende a crescer. Sem ação legislativa que dê resposta institucional à crise — seja aprovando a PEC do foro, seja deliberando sobre anistia ou impeachment —, ganha força o discurso de que Brasília terceiriza decisões a Washington. O risco, alertam consultores, é o país ver sua política externa e seu ambiente de negócios redefinidos por medidas unilaterais norte-americanas.

Diante desse quadro, lideranças parlamentares discutem uma espécie de “pacote da paz” para reduzir tensões internas e sinalizar estabilidade ao exterior. A proposta inclui votações em bloco de projetos de interesse da oposição, além de um compromisso formal de respeito à separação de Poderes. Até agora, não há consenso sobre prazos.

Enquanto o impasse persiste, a economia sente os primeiros reflexos: exportadores registram aumento de custos logísticos, e investidores avaliam cenários de médio prazo diante da possibilidade de novas restrições. A convergência de fatores — sanções, julgamento no STF e disputa política interna — coloca o Congresso diante de sua maior prova de liderança em crise internacional desde a redemocratização.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Quando você efetua suas compras por meio dos links disponíveis aqui no Geral de Notícias, podemos receber uma comissão de afiliado, sem que isso acarrete nenhum custo adicional para você!