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Fachin condena erosão democrática e cobra cooperação judicial na América Latina

Política

O ministro Edson Fachin, que assume a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) em breve, condenou nesta terça-feira, 12, o que chamou de “erosão da democracia” e defendeu o fortalecimento dos direitos humanos na região. A manifestação ocorreu em evento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na sede do órgão, em Brasília, num contexto de tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos.

Retaliação dos EUA ao Supremo

As declarações de Fachin foram feitas depois de sanções adotadas pelo governo norte-americano contra integrantes do STF. O Departamento de Estado revogou o visto de oito ministros da Corte, entre eles o próprio Fachin, e impôs medidas mais severas ao ministro Alexandre de Moraes. A Casa Branca teria como objetivo, segundo fontes do Judiciário, paralisar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), previsto para ser analisado ainda neste semestre.

Durante o discurso, o magistrado afirmou que “tentativas de enfraquecimento” da Convenção Interamericana de Direitos Humanos e da Corte Interamericana se inserem no mesmo movimento de pressão externa contra tribunais nacionais. “Vivemos tempos de apreensão, com ataques à independência judicial nas Américas”, declarou.

O episódio amplia o atrito já existente entre os dois países. Recentemente, a agenda presidencial entre Brasília e Washington foi alvo de divergências: o Executivo brasileiro atribuiu o cancelamento de encontros bilaterais à ação de grupos de extrema direita nos Estados Unidos, enquanto parlamentares da oposição responsabilizaram o Planalto por falta de articulação diplomática.

Cooperação e direitos humanos como resposta

Fachin escolheu o palco do CNJ para enfatizar a necessidade de cooperação internacional no Judiciário. O evento marcou a premiação de magistrados que aplicaram tratados de direitos humanos em decisões brasileiras. Para o ministro, a Corte Suprema deve estimular o debate sobre o tema em toda a América Latina, “integrando a legislação doméstica” aos compromissos firmados pelo país.

Temos o dever de respeitar, defender e proteger os direitos humanos em nossa região”, disse. O futuro presidente do STF rejeitou a interpretação de que a pauta de direitos humanos seria antagônica ao Estado nacional. Em sua visão, cabe aos tribunais harmonizar normas internas com tratados internacionais sem abrir mão da soberania.

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Apesar da ênfase em cooperação, o magistrado reiterou críticas à chamada Lei Magnitsky, instrumento usado por Washington para sancionar Moraes. Fachin classificou a medida como “interferência indevida” em assuntos jurisdicionais brasileiros e reforçou que discórdias institucionais devem ser tratadas por vias diplomáticas tradicionais.

Próximos passos no STF

Com a posse prevista para as próximas semanas, Fachin terá ao seu lado Moraes na vice-presidência. A nova cúpula do Supremo será responsável por comandar processos de alta relevância política, incluindo o que envolve o ex-mandatário Jair Bolsonaro. A eventual continuidade ou suspensão desse julgamento dependerá, em parte, do desfecho da crise com os Estados Unidos.

Nos bastidores, ministros avaliam que a pressão externa não deve modificar o cronograma interno da Corte. Mesmo assim, os impactos diplomáticos já se fazem sentir: a revogação de vistos afetou viagens oficiais agendadas para o segundo semestre, e a embaixada brasileira em Washington foi acionada para buscar diálogo.

O governo brasileiro, por sua vez, acompanha o impasse. O Itamaraty informou que mantém contato com autoridades americanas, mas não detalhou eventuais contramedidas. No Congresso, parlamentares governistas defendem nota de repúdio ao que chamam de “intervenção estrangeira”, enquanto a oposição prioriza questionar a falta de alinhamento entre Palácio do Planalto e Suprema Corte.

Contexto regional

No discurso, Fachin mencionou que outros países da América Latina enfrentam tentativas semelhantes de pressão sobre o Poder Judiciário. Sem citar casos específicos, apontou a importância de decisões conjuntas entre tribunais constitucionais para proteger garantias individuais e assegurar a estabilidade democrática.

Ele convocou magistrados a “despirem-se de uma visão estática do Direito”, abrindo espaço para interpretações que contemplem o momento histórico vivido pelos países da região. O ministro concluiu lembrando que o Brasil “assumiu soberanamente” compromissos internacionais e tem a obrigação de implementá-los, independentemente de pressões externas.

Com a transição no comando do STF, a linha adotada por Fachin indica que o Tribunal manterá foco simultâneo em autonomia institucional e integração normativa. A evolução desse posicionamento ocorrerá sob o olhar atento de Brasília e capitais estrangeiras, especialmente daquelas que acompanham de perto o futuro político de Jair Bolsonaro.

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