Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizaram as redes sociais neste domingo para comemorar a reunião de 50 minutos entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ocorrida na Malásia. Parlamentares e integrantes do governo classificaram o encontro como um marco diplomático e defenderam que a conversa abre caminho para derrubar a tarifa de 50% imposta a produtos brasileiros.
Petistas destacam “postura firme” e falam em novo acordo comercial
O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), declarou que a reunião simboliza “a volta de um Brasil que fala de igual para igual com o mundo”. Segundo ele, Lula teria sido direto ao cobrar o fim da sobretaxa sobre exportações nacionais e se mostrado “aberto ao diálogo”.
Lindbergh informou que equipes dos dois governos iniciam imediatamente tratativas para um novo acordo comercial. O objetivo, segundo o petista, seria “proteger empregos e a indústria nacional”. Na narrativa governista, Lula teria agido de forma “pragmática”, buscando retirar sanções sem abrir mão da “autodeterminação do Brasil”.
Durante a mesma série de publicações, o deputado aproveitou para criticar a família do ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com Lindbergh, o encontro cordial entre Lula e Trump representaria um revés para quem, segundo ele, “sonhava com um Brasil colonizado”.
No Senado, o líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), ecoou o discurso de “postura firme”. Para Wagner, Lula provou ser “um dos maiores estadistas do nosso tempo” e colocou “o Brasil e o nosso povo em primeiro lugar”. A avaliação foi repetida pelo líder no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), que afirmou que Trump ficou “encantado” com o carisma do presidente brasileiro.
Washington sinaliza revisão de sanções, dizem interlocutores
Segundo relatos de integrantes do Itamaraty, Trump teria reconhecido “equívoco” na adoção das tarifas e das sanções políticas impostas no ano passado. O encontro teria gerado sinal verde para “negociações bilaterais imediatas”, centradas na retirada gradual das barreiras e no alívio a setores exportadores.


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O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, comentou que líderes dos dois países planejam “visitas recíprocas” para aprofundar o diálogo. Já o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, celebrou o que chamou de “olhar pragmático e menos ideológico” da Casa Branca, afirmando que Lula saiu “vencedor” ao defender o país “sem bravata, sem submissão”.
Também se pronunciou o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços, Uallace Moreira. Ele elogiou a estratégia conduzida por Lula e pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, ressaltando a defesa do setor produtivo e dos empregos.
Estratégia de comunicação busca capitalizar encontro
Ao longo do dia, perfis ligados ao PT impulsionaram mensagens que exaltam Lula como negociador experiente. A movimentação nas redes acontece após meses de críticas sobre o isolamento do governo brasileiro em relação a Washington, gerado pelas restrições impostas no início do ano.
Para o Planalto, a imagem de “diálogo firme” no exterior contrasta com acusações de alinhamento automático que marcaram os governos anteriores. Ao destacar que Trump recebeu Lula “com respeito”, aliados tentam reforçar a ideia de que o presidente pode obter concessões sem sacrificar interesses nacionais.

Imagem: Internet
Nos bastidores, diplomatas avaliam que a manutenção de barreiras tarifárias prejudica principalmente produtores de aço, alumínio e agronegócio. Com a sinalização de Trump, a equipe econômica trabalha em propostas de redução gradual das tarifas e compensações a setores sensíveis.
Próximos passos aguardam desdobramentos no Congresso dos EUA
Mesmo com o tom otimista dos petistas, o fim das tarifas dependerá da articulação da Casa Branca com o Congresso norte-americano. Parlamentares republicanos e democratas ainda precisam aprovar eventuais mudanças legislativas que sustentem um novo acordo comercial. Representantes brasileiros reconhecem que o processo pode levar meses.
Enquanto isso, o governo busca reforçar a pauta com dados que apontam prejuízos bilionários para ambos os lados. A expectativa é apresentar números de queda nas exportações brasileiras e do aumento de custos para a indústria norte-americana que depende de insumos do Brasil.
Para acompanhar outros desdobramentos da pauta comercial entre Brasil e Estados Unidos, acesse a seção dedicada a Política e fique por dentro das atualizações.
Em síntese, o Palácio do Planalto transformou o encontro com Donald Trump em vitrine para demonstrar capacidade de negociação e tentativa de reverter sanções que afetam setores estratégicos. Resta saber se o otimismo exibido pelos aliados se confirmará nas próximas rodadas de discussão.
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