Brasília – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta sexta-feira, 31 de outubro, que a cobrança extra da bandeira vermelha patamar 1 continuará valendo ao longo de novembro de 2025. O adicional permanece em R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos, mesmo valor aplicado em outubro.
Decisão mantém custo elevado para o consumidor
O anúncio afeta todas as unidades atendidas pelo Sistema Interligado Nacional (SIN). De janeiro a julho, as contas foram emitidas com bandeira verde, sem acréscimos. Em agosto e setembro, a Aneel acionou a bandeira vermelha patamar 2, o que adicionou R$ 7,87 por 100 kWh. A queda para o patamar 1 ocorreu em outubro, mas a agência não viu condições de migrar para bandeira amarela ou verde.
Segundo a Aneel, o principal fator é o baixo volume de chuvas nas bacias hidrográficas responsáveis pela geração hidrelétrica. Com reservatórios longe da capacidade ideal, o Operador Nacional do Sistema (ONS) precisa despachar usinas termelétricas, que geram energia a custo superior e pressionam as tarifas.
Chuvas insuficientes e geração intermitente
Dados técnicos indicam que, em outubro, os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste — responsáveis por cerca de 70 % da capacidade de armazenamento do país — ficaram abaixo da média histórica. O cenário de La Niña retardou frentes úmidas e reduziu a recarga natural dos lagos das hidrelétricas.
A agência destacou, ainda, a intermitência da geração solar. Sem produção contínua, principalmente no período noturno, é inevitável recorrer a térmicas para garantir a segurança do despacho. Esse procedimento, embora necessário, eleva o custo operacional que recai sobre o consumidor.
Entenda o sistema de bandeiras
Criado em 2015, o esquema de bandeiras funciona como sinal de preço da energia gerada:


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- Bandeira verde – sem cobrança extra;
- Bandeira amarela – acréscimo moderado;
- Bandeira vermelha patamar 1 – R$ 4,46 por 100 kWh;
- Bandeira vermelha patamar 2 – R$ 7,87 por 100 kWh.
A metodologia busca oferecer transparência e estimular consumo consciente. Quando as usinas térmicas são acionadas, a cor vermelha alerta para a alta do custo de geração, reflexo da dependência de fontes mais caras e poluentes.
Impacto direto no bolso e expectativa para o verão
Para famílias que consomem 200 kWh por mês, a cobrança adicional será de R$ 8,92. Pequenas empresas ou estabelecimentos que gastam 1 000 kWh mensais terão acréscimo de R$ 44,60. O valor incide automaticamente na fatura e não depende da distribuidora.

Imagem: Marcello Casal Jr
A chegada do período úmido, tradicionalmente entre novembro e março, pode aliviar os reservatórios. Entretanto, a Aneel enfatiza que ainda é cedo para prever retorno à bandeira amarela ou verde. O órgão monitora semanalmente as afluências e só deve revisar a cor em dezembro.
Medidas de economia continuam recomendadas
Enquanto vigora a bandeira vermelha, a agência sugere ajustes simples: reduzir tempo de banho, evitar uso simultâneo de aparelhos de alta potência e substituir lâmpadas incandescentes por LED. Pequenos cortes de consumo ajudam a atenuar o impacto da tarifa extra.
Para acompanhar outras decisões regulatórias que afetam diretamente o mercado, visite a seção de Política do nosso portal.
Com a permanência da bandeira vermelha patamar 1, o consumidor brasileiro volta a sentir no orçamento os efeitos da escassez hídrica e da dependência do parque termelétrico. Fique atento às próximas atualizações da Aneel e pratique o consumo racional de energia.
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