Brasília, 22 de outubro de 2025 – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), pautou nesta quarta-feira o requerimento de urgência para o projeto de resolução que cria oficialmente uma bancada cristã na Casa. Uma vez aprovada, a nova bancada passará a contar com liderança reconhecida pelo Regimento Interno e, consequentemente, direito a voto no Colégio de Líderes, espaço decisivo para definir quais matérias vão ao plenário.
União de católicos e evangélicos em estrutura única
O acordo reúne duas frentes já estabelecidas: a Frente Parlamentar Evangélica, comandada pelo deputado Gilberto Nascimento (PSD-SP), e a Frente Parlamentar Católica, liderada pelo deputado Luiz Gastão (PSD-CE). As duas alas negociaram rodízio anual na chefia da nova estrutura. Nascimento assumirá o primeiro mandato; no ano seguinte, a liderança será entregue ao representante católico, mantendo alternância prevista em documento assinado pelos grupos.
Com a unificação, católicos e evangélicos pretendem aumentar a influência sobre projetos que tratem de valores familiares, liberdade religiosa e temas de bioética. Até então, cada frente atuava de forma isolada, sem direito a voto no colegiado que decide a ordem do dia. A bancada cristã nasce para assegurar presença institucional e impedir que pautas consideradas essenciais sejam deixadas de lado por interesses partidários momentâneos.
Poderes do líder de bancada ampliam espaço de negociação
Além do voto no Colégio de Líderes, o futuro líder cristão terá acesso direto à Mesa Diretora durante as sessões. Isso possibilita negociar tempo de fala, ajustes na tramitação de proposições e participação em conversas com o governo federal sobre conteúdo de projetos ou vetos presidenciais. A bancada conquistará ainda autoridade para indicar representantes em comissões permanentes, relatorias e grupos de trabalho.
A movimentação ocorre em cenário de intensa disputa por espaço em comissões-chave, como a de Constituição e Justiça (CCJ) e a de Defesa dos Direitos da Mulher. Parlamentares favoráveis à criação da bancada argumentam que a representatividade cristã no eleitorado justifica assento permanente nessas instâncias. Segundo eles, mais de metade da população brasileira é evangélica ou católica praticante, o que reforça a legitimidade de uma liderança cristã formalizada.
Impacto sobre a reforma do Código Civil
A urgência é debatida enquanto o Senado analisa o projeto de reforma do Código Civil, relatado pelo presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). As alterações sugeridas incluem nova redação para o conceito de família, ponto que preocupa movimentos religiosos. Para deputados alinhados com a criação da bancada cristã, é fundamental garantir voz ativa na segunda etapa de discussão, quando o texto chegar à Câmara.


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Líderes religiosos reclamam de dificuldades para participar de audiências no Senado. A articulação na Câmara, portanto, busca antecipar o debate e impedir que mudanças contrárias à visão cristã avancem sem resistência. Parlamentares envolvidos destacam que a bancada unificada fortalecerá a defesa da liberdade de culto, da inviolabilidade do direito à vida desde a concepção e da preservação do casamento como união entre homem e mulher.
Próximos passos e tramitação
O requerimento de urgência precisa de maioria simples em plenário. Se aprovado, o projeto de resolução poderá ser votado imediatamente, sem passar por comissões. A expectativa é que a deliberação ocorra já na próxima semana, dado o apoio declarado de partidos do centrão e de legendas identificadas com o campo conservador.

Imagem: Luis Macedo
Nos bastidores, deputados de siglas menores negociam adesão à bancada cristã para ampliar influência junto ao governo e obter espaço em relatorias. Auxiliares de Hugo Motta afirmam que a proposta encontra pouca resistência, pois não modifica o número total de lideranças, apenas reorganiza frentes já existentes.
Ao mesmo tempo, movimentos progressistas observam a iniciativa com cautela. Eles temem que a nova bancada dificulte tramitações de pautas ligadas a direitos reprodutivos e temas de gênero. Mesmo assim, os articuladores cristãos consideram que a maioria conservadora no Congresso garante condições favoráveis para aprovação célere.
Acompanhar a evolução dessa proposta é essencial para entender o equilíbrio de forças na Câmara. Quem acompanhar a votação poderá medir o tamanho da bancada cristã logo no primeiro teste de mobilização.
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Em resumo, a formação de uma bancada cristã com direito a voto no Colégio de Líderes representa passo significativo para consolidar a agenda conservadora no Parlamento. Fique atento às próximas sessões e compartilhe esta notícia com quem acompanha os rumos da política nacional.
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