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Chega defende mais recursos para instituições rurais de Viseu e critica obra de 20 milhões

Política

O candidato do Chega à Câmara Municipal de Viseu, Bernardo Pessanha, afirmou nesta quinta-feira que as instituições localizadas nas freguesias rurais do concelho precisam de apoio financeiro reforçado para continuar a atender a população idosa. Segundo ele, essas entidades “estão na primeira linha de resposta” e conhecem com precisão as necessidades das comunidades que servem.

Instituições na linha de frente do apoio aos idosos

Pessanha concedeu a declaração após visitar a Associação Social Desportiva, Cultural e Recreativa de Silgueiros, que mantém creche, infantário, lar de idosos e serviço de apoio domiciliar. A entidade perdeu o prazo de uma candidatura ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para erguer um espaço de cuidados paliativos. O candidato atribuiu o fracasso a um “erro de comunicação” e ressaltou que o município deve intervir para evitar situações semelhantes.

De acordo com o dirigente, o quadro demográfico de Viseu exige respostas rápidas. “Cerca de 25% da população é composta por idosos”, lembrou. Em suas visitas de campanha, ele se deparou com listas de espera que, em alguns casos, duplicam a capacidade das instituições. “São estruturas que funcionam bem, identificam carências específicas e têm legitimidade para aplicar recursos com eficiência”, pontuou.

Como exemplo, Pessanha citou a Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA), que atende aproximadamente 600 crianças em todo o distrito de Viseu. Atualmente instalada em um hospital psiquiátrico, a entidade terá de se transferir para o Hospital de São Teotónio e teme perder espaço. O candidato prometeu “fazer tudo o que estiver ao alcance” para auxiliar na mudança.

Crítica a obra de 20 milhões e promessa de apoio direto

Para justificar a defesa de mais subsídios às entidades de base comunitária, Pessanha comparou o cenário social com o projeto do Centro de Artes e Espetáculos de Viseu (CAEVIS), estimado em 20 milhões de euros. A iniciativa é capitaneada pelo atual prefeito e candidato à reeleição, Fernando Ruas (PSD). O representante do Chega questiona a prioridade da obra enquanto “há instituições necessitando de recursos imediatos para acolher idosos e portadores de deficiência”.

Pessanha avalia que o Executivo municipal deve desempenhar papel ativo tanto na obtenção de verbas externas quanto no repasse direto de fundos próprios. “Não há outro caminho senão aumentar o financiamento”, declarou. Ele defende que a Câmara ajude as entidades na elaboração de projetos e no acompanhamento de candidaturas a programas nacionais ou europeus.

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Além de Ruas e Pessanha, concorrem à chefia da autarquia nas eleições do próximo domingo: Hélio Marta (Iniciativa Liberal), João Azevedo (PS), Leonel Ferreira (CDU), Hélder Amaral (CDS-PP) e Paulo Quintão (ADN). No pleito de 2021, o PSD obteve 46,68% dos votos e cinco mandatos; o PS registrou 38,26% e quatro mandatos. O Chega foi o terceiro mais votado, com 2,95%, seguido pela IL, que alcançou 2,20%.

Durante a entrevista, o candidato do Chega reforçou que pretende atuar “em parceria” com as organizações de cada freguesia. “Elas conhecem a realidade no terreno e apresentam soluções viáveis”, afirmou. Ele ainda salientou que a descentralização de recursos pode acelerar projetos de construção, reforma e ampliação de lares, creches e centros de dia, sem sobrecarregar o orçamento municipal com obras de grande porte consideradas “menos urgentes”.

Para Pessanha, a estratégia de priorizar instituições locais pode aliviar a pressão crescente sobre o sistema de saúde e garantir atendimento mais próximo aos idosos. “Quando fortalecemos esses núcleos, reduzimos deslocamentos, preservamos a qualidade de vida e estimulamos a economia das freguesias rurais”, concluiu.

Confira também outras matérias sobre o cenário eleitoral em nossa seção de Política.

Em síntese, o candidato do Chega coloca as necessidades dos idosos no centro do debate, critica investimentos que julga secundários e promete canalizar recursos municipais para entidades que já demonstram eficiência na prestação de serviços essenciais. Acompanharemos o resultado das urnas e os desdobramentos das promessas de campanha.

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