01 de setembro de 2025 – A crescente substituição de fatos por militância ideológica tornou-se o ponto central de uma análise assinada pelo jornalista Carlos Alberto Di Franco, publicada nesta segunda-feira. O artigo, citado pelo economista e colunista Rodrigo Constantino, aponta que jornais tradicionais acumulam perda de credibilidade justamente por priorizar discursos de ativismo político em detrimento da informação rigorosa.
Veterano critica “opinião que engole a notícia”
Na avaliação de Di Franco, a sociedade demonstra fadiga diante de um noticiário dominado por posicionamentos categóricos, especialistas de ocasião e comentários militantes. Segundo ele, falta informação verificada e sobram diagnósticos prontos, o que agrava a radicalização do debate público. Em suas palavras, a notícia “foi engolida pelo achismo”, fenômeno que cria terreno fértil para teorias conspiratórias e afasta as novas gerações dos veículos de imprensa.
O colunista sustenta que a imprensa, “com frequência, passou a falar para suas próprias bolhas”, ignorando o leitor médio, que deseja simplesmente ser informado. Esse afastamento, alerta, ameaça transformar a informação — antes tratada como bem público — em trincheira de disputas partidárias.
Casos citados: julgamento de Bolsonaro e cobertura de Trump
Como exemplo do desvio de foco, Di Franco menciona a cobertura do processo que pode tornar Jair Bolsonaro inelegível. Para o jornalista, o tratamento dado ao ex-presidente evidencia um viés que ultrapassa a análise jurídica. Opiniões de juristas contrários ao antigo chefe do Executivo ganham destaque, enquanto ponderações que relativizam o suposto “golpismo” são minimizadas. Rodrigo Constantino reforça essa leitura ao mencionar a escolha do jurista Miguel Reale Jr., histórico crítico de Bolsonaro e eleitor declarado de Lula, para comentar o caso em grandes jornais.
Ainda segundo a coluna, a tendência se repete em temas internacionais. Um título recente da Folha de S.Paulo sobre Donald Trump foi citado como exemplo: “Em nova investida contra sistema eleitoral, Trump diz que exigirá identificação de eleitor para voto”. Para Di Franco, caracterizar a simples exigência de documento oficial como “investida” distorce um procedimento elementar, já adotado no próprio Brasil, onde o eleitor deve apresentar identificação nas urnas.
Credibilidade em risco e leitor órfão de fatos
Para os autores, essa persistente seleção de enquadramentos negativos quando o personagem pertence ao espectro conservador evidencia militância encoberta de jornalismo. O resultado imediato é o ceticismo do público, que recorre a fontes alternativas ou, muitas vezes, desiste de consumir notícias convencionais. Di Franco argumenta que reparar o dano exigirá retorno ao essencial: apuração transparente, separação clara entre opinião e reportagem e respeito pela diversidade de vozes.


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Rodrigo Constantino, ecoando a análise do colega, observa que “está difícil encontrar jornalismo sério na velha imprensa”. O economista afirma que a aversão ostensiva a figuras como Bolsonaro e Trump leva certos veículos a classificar propostas corriqueiras — como a verificação de identidade do eleitor — como ameaças à democracia, sem apresentar justificativa técnica.

Imagem: criada utilizando Whisk
Desafio para os veículos tradicionais
Ambos os articulistas concordam que a reversão desse quadro é possível, mas depende de mudanças internas nas redações. Entre as medidas sugeridas estão:
- Separar claramente conteúdo opinativo de reportagem factual;
- Ampliar a pluralidade de fontes, evitando especialistas escolhidos apenas pela afinidade ideológica;
- Retomar a checagem rigorosa de dados para conter a disseminação de narrativas partidárias;
- Restabelecer diálogo com o leitor comum, que busca esclarecimento, não catequese política.
Di Franco encerra seu texto afirmando que “o cidadão atento quer ser informado com seriedade, não doutrinado”. Para Constantino, esse anseio, se atendido, pode reconstruir a ponte de confiança entre imprensa e público.
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Em síntese, a análise de Di Franco e os comentários de Constantino expõem um problema reconhecido por cada vez mais leitores: a sobreposição de militância ao jornalismo de dados. O desafio está posto às redações que desejam reconquistar relevância. Mantenha-se informado e compartilhe esta matéria com quem valoriza notícias objetivas.
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