Brasília, 28 set. 2025 – Dados recém-divulgados pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) mostram que, no Brasil, um adolescente tenta tirar a própria vida a cada 10 minutos. A entidade ainda alerta para possível subnotificação, o que indica cenário ainda mais grave.
Impacto do levantamento da SBP
O estudo da SBP analisou registros de pronto-atendimentos e notificações oficiais de todo o país. Segundo o presidente da sociedade, a frequência dos casos coloca a saúde mental juvenil como prioridade urgente. A avaliação da SBP aponta que fatores emocionais, biológicos e sociais se combinam na adolescência, tornando esse grupo etário mais vulnerável a comportamentos de risco.
Embora o levantamento não detalhe causas específicas, pediatras ressaltam que mudanças hormonais, pressões acadêmicas, insegurança sobre o futuro e conflitos familiares podem contribuir para o quadro. Como complemento, a SBP lembra que parte desses episódios não chega às estatísticas por falhas de registro ou omissão de informação.
Conexão familiar: principal escudo protetor
Pesquisas nacionais e internacionais citadas no relatório reforçam um ponto em comum: o vínculo familiar consistente é o maior fator de proteção contra ideiações suicidas em adolescentes. A presença de pais ou responsáveis, mesmo diante de resistência típica do período, reduz a probabilidade de desfechos trágicos.
Especialistas da SBP orientam que o distanciamento observado nessa fase faz parte do processo de construção de identidade, mas não deve ser interpretado como rejeição definitiva. Manter diálogo aberto, estabelecer limites com firmeza e demonstrar afeto são atitudes recomendadas. O objetivo é que o jovem saiba que pode buscar ajuda em casa quando precisar.
O relatório também menciona ambientes externos que desafiam esse apoio familiar. Nas redes sociais e em determinados círculos acadêmicos, proliferam discursos que desvalorizam a família tradicional. A SBP destaca que tais narrativas podem enfraquecer a confiança do adolescente no núcleo doméstico, abrindo espaço para influências nocivas.


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Recomendações práticas aos pais
A entidade pede que os responsáveis adotem postura proativa, resumida em quatro diretrizes:
1. Disponibilidade diária: reservar tempo para conversar, mesmo que o jovem não se mostre receptivo no primeiro momento.
2. Acompanhamento atento: observar mudanças bruscas de humor, alterações no sono, queda no rendimento escolar ou isolamento social prolongado.
3. Limites claros: definir regras sobre uso de dispositivos eletrônicos, horários e compromissos, demonstrando cuidado em vez de controle excessivo.
4. Procura por ajuda profissional: em caso de sinais persistentes de depressão, acionar psicólogos ou psiquiatras especializados em adolescência.

Imagem: Freepik
Escola e comunidade na prevenção
O estudo aponta que instituições de ensino podem atuar como linha de frente na identificação de risco. Professores que mantêm contato diário com alunos estão em posição privilegiada para perceber alterações de comportamento. A SBP recomenda treinamento básico de educadores para encaminhar casos suspeitos à rede de saúde.
Organizações comunitárias, grupos religiosos e entidades esportivas também são citados como aliados, pois oferecem senso de pertencimento fora do ambiente escolar. O relatório sugere que atividades extracurriculares supervisionadas ajudam a fortalecer autoestima e laços sociais positivos.
Políticas públicas e responsabilidade coletiva
A SBP defende ampliação de programas nacionais de saúde mental voltados ao público jovem. Entre as propostas estão linhas telefônicas de atendimento 24 horas, inclusão de psicólogos em escolas públicas e campanhas de conscientização. O estudo frisa que as políticas devem valorizar a família como núcleo básico de apoio, premissa que enfrenta resistência de movimentos que relativizam ou criticam esse modelo.
Em nota, o Ministério da Saúde informou que mantém diálogo com a SBP para avaliar novas ações. O órgão confirmou que atualizações no Plano Nacional de Prevenção ao Suicídio estão em fase de consulta técnica.
Para pais e responsáveis, a recomendação permanece clara: presença constante, escuta ativa e reforço dos vínculos afetivos. Esses elementos, segundo a SBP, formam a primeira barreira contra o desespero que leva muitos adolescentes a tentativas de autoextinção.
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Em resumo, o novo levantamento da Sociedade Brasileira de Pediatria confirma a urgência de ações conjuntas – família, escola, comunidade e Estado – para proteger a juventude brasileira. Mantenha-se informado, observe os sinais e busque ajuda profissional sempre que necessário.
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