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Exportadores sofrem com novas tarifas enquanto Lula navega pela Amazônia antes da COP 30

Política

Brasília, 4 nov 2025 — Empresários brasileiros que vendem aos Estados Unidos contabilizam prejuízos desde que Washington impôs sobretaxas de até 50% sobre produtos nacionais. Enquanto o setor privado busca soluções, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre roteiro turístico na Amazônia, visitando comunidades ribeirinhas e indígenas a bordo de embarcação de luxo, preparatório para a COP 30, prevista para 2026 em Belém (PA).

Tarifa recorde atinge produtores e pode durar meses

A medida norte-americana foi comunicada em meados de outubro. De acordo com Jamieson Greer, encarregado de comércio dos EUA, a revogação dos 10% de tarifa comercial dependerá de negociações técnicas que devem se arrastar por “vários meses”. Os outros 40% de sobretaxa, classificados como sanção do Departamento do Tesouro por suposto desrespeito a direitos humanos no Supremo Tribunal Federal, exigirão aval do senador Marco Rubio, figura influente na política externa em assuntos latino-americanos.

Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a demora custa caro. Em nota, a entidade estima baixa de R$ 2,3 bilhões em contratos fechados para o primeiro semestre de 2026. Exportadores de proteína animal, algodão e aço são os mais afetados. “Perdemos competitividade da noite para o dia”, resume um porta-voz da associação.

Lula prioriza agenda ambiental em meio à crise comercial

Ignorando as pressões de empresários, o presidente desembarcou no Pará no fim de semana. A bordo do iate adaptado para navegação fluvial, Lula e a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, percorreram a Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, fizeram paradas para fotos e interagiram com lideranças locais. A comitiva divulgou imagens do chefe do Executivo descrevendo a região como “cartão-postal do Brasil” — descrição que contrastou com a apreensão de produtores rurais que enfrentam tarifas adicionais no maior mercado comprador do país.

No governo, auxiliares reconhecem que a Casa Branca usa o discurso de direitos humanos como instrumento de pressão comercial, mas defendem que a pauta ambiental pode gerar dividendos diplomáticos capazes de “abrir portas” futuramente. Por ora, contudo, empresários seguem à espera de um cronograma claro.

Projeto no Congresso tenta responder às sanções

No Legislativo, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) relatou proposta que revisa o artigo 359-M do Código Penal, dispositivo que tipifica golpe de Estado. Pela sugestão — formulada por juristas como o juiz aposentado Everardo Ribeiro — só haveria crime caso houvesse emprego comprovado de arma de fogo, explosivo ou artefato bélico. Defensores do texto argumentam que a mudança afastaria interpretações que geraram condenações controversas e serviram de justificativa para acusações de violação de garantias individuais.

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Integrantes da bancada de agro e indústria sustentam que aprovar a revisão ajudaria a sinalizar aos EUA compromisso com princípios democráticos, removendo parte da base legal invocada para as penalidades. Em contrapartida, grupos governistas classificam a iniciativa como tentativa de anistiar réus dos atos de 8 de janeiro de 2023.

Violência do narcotráfico agrava pressão por segurança pública

Enquanto Lula exaltava a Amazônia, outro fato repercutiu no continente. O prefeito de Uruapan, México, Carlos Manzo, 40 anos, foi assassinado a tiros enquanto carregava o filho nos braços em praça pública. O gestor adotava política de “tolerância zero” contra cartéis de drogas. O episódio reacendeu alertas sobre avanço de organizações criminosas na região amazônica brasileira, onde analistas apontam presença do Comando Vermelho em áreas estratégicas como Tabatinga (AM), na fronteira com Peru e Colômbia.

CPMI do INSS revela esquema bilionário sem funcionários

No Congresso, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga fraudes em benefícios sociais apontou indícios de irregularidades na Confederação Brasileira dos Trabalhadores de Pesca e Aquicultura. A entidade, sem funcionários registrados, firmou convênio com o INSS e movimentou R$ 57,8 milhões em 2023, saltando para R$ 41,2 milhões apenas no primeiro trimestre de 2024. O sigilo bancário do presidente Abraão Lincoln Ferreira da Cruz foi quebrado. Parlamentares cobram responsabilização e ressarcimento ao erário.

Setor produtivo espera respostas imediatas

Líderes empresariais defendem que o Palácio do Planalto foque na remoção das tarifas antes da COP 30. Para eles, a imagem externa do Brasil não se sustenta apenas com discursos ecológicos enquanto barreiras comerciais permanecem. Relatos vindos de embaixadas brasileiras indicam que concorrentes de países asiáticos já se mobilizam para ocupar nichos deixados por exportadores nacionais.

Em meio aos dilemas diplomáticos, a oposição vê janela para acelerar projetos de segurança jurídica e redução de burocracia, argumentando que a solidez institucional é arma mais eficaz contra retaliações estrangeiras.

Para acompanhar outras movimentações em Brasília, consulte a seção de Política, que traz atualizações diárias sobre votações e bastidores.

Em resumo, enquanto produtores amargam sobretaxas e o Congresso debate mudanças penais e escândalos no INSS, o governo federal privilegia roteiro ambiental na Amazônia. Resta saber se a diplomacia verde será suficiente para reverter as barreiras e recuperar a confiança do principal parceiro comercial do Brasil. Continue acompanhando nossas publicações e compartilhe este conteúdo com quem precisa entender os impactos econômicos das decisões em Brasília.

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