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Filha de Robin Williams repudia vídeos do pai gerados por IA e pede fim da prática

Política

Zelda Williams, atriz e cineasta norte-americana, solicitou publicamente que deixem de enviar a ela vídeos do pai, o comediante Robin Williams, produzidos com recursos de Inteligência Artificial. A manifestação foi publicada em seu perfil no Instagram, no sábado, 6 de outubro de 2025.

Pedido claro e direto da família

Em texto curto, apresentado em fundo preto com letras brancas, Zelda escreveu: “Por favor, parem de me enviar vídeos do meu pai. Parem de acreditar que eu quero ver isso ou que vou entender, porque não quero e não vou entender”. Ela classificou o material como “idiotice” e “perda de tempo e energia”, sublinhando que tais produções não seriam do agrado de Robin Williams.

A cineasta também alertou que poderá restringir usuários que insistirem em compartilhar esse tipo de conteúdo. Segundo Zelda, o envio repetido de criações digitais que imitam a imagem e a voz do ator ultrapassa limites de respeito à memória do artista e à privacidade da família.

Contexto do debate sobre IA em Hollywood

Zelda Williams já se posiciona, há anos, contra o uso indiscriminado de Inteligência Artificial na indústria do entretenimento. Em 2023, apoiou campanha do sindicato dos atores de Hollywood, o SAG-AFTRA, que contestava tentativas de recriar digitalmente a voz de artistas falecidos. Na ocasião, ela classificou essas práticas como “pessoalmente perturbadoras”.

O sindicato voltou a se pronunciar neste ano, ao criticar a criação da personagem Tilly Norwood, apresentada como a “primeira atriz gerada por IA”. Em nota, a entidade reforçou que Tilly não possui vivência humana, experiência emocional nem trajetória profissional, fatores considerados essenciais pela categoria para a produção de obras com autenticidade artística. A organização afirmou, ainda, que o público demonstra pouco interesse em conteúdos gerados integralmente por computador.

A criadora de Tilly Norwood, a artista digital Van der Velden, respondeu às críticas pelo Instagram. Ela defendeu a personagem como “obra criativa” e afirmou que a iniciativa tem o objetivo de estimular debate. Para a desenvolvedora, não se trata de substituir profissionais de carne e osso, mas de uma nova forma de expressão.

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Direitos de imagem e proteção da memória

O apelo de Zelda evidencia preocupação crescente com a preservação da imagem de figuras públicas, sobretudo quando já falecidas. No âmbito jurídico, a discussão envolve direitos autorais, direitos de personalidade e questões morais relacionadas ao uso da voz e da imagem de artistas. A legislação de vários países, inclusive do Brasil, prevê proteção pós-morte, mas o avanço tecnológico cria lacunas que ainda aguardam regulamentação específica.

O tema divide opiniões em Hollywood e em outros polos criativos, pois conjuga interesses comerciais, liberdade de criação e respeito aos herdeiros. Para empresas de tecnologia, a reprodução digital de celebridades abre possibilidades de novos produtos. Para familiares e parte do setor artístico, o recurso equivale à apropriação de legado alheio sem consentimento adequado.

Repercussão nas redes sociais

O comentário de Zelda Williams foi amplamente replicado no X (antigo Twitter) e em outras plataformas. Internautas manifestaram apoio à cineasta, reconhecendo o desconforto causado pela reprodução de trechos de voz ou vídeo do ator sem autorização da família. Usuários também criticaram quem insiste em compartilhar o conteúdo, mesmo após o pedido explícito.

Robin Williams, vencedor do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por “Gênio Indomável” (1997), faleceu em agosto de 2014. Desde então, sua memória é frequentemente homenageada em redes sociais e eventos de cultura pop. A inteligência artificial, porém, reabriu o debate sobre até que ponto é aceitável “reviver” figuras públicas em produções audiovisuais.

Para acompanhar outras discussões sobre legislação e direitos autorais, acesse a seção de Política do nosso portal.

Em síntese, Zelda Williams reforça que a criatividade tecnológica deve respeitar limites de dignidade e vontade dos familiares. Acompanhe nossas atualizações e compartilhe esta notícia para ampliar a consciência sobre o uso responsável da Inteligência Artificial.

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