O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou as redes sociais para sugerir que os Estados Unidos ampliem a Operação Víbora — ofensiva militar contra o narcotráfico no Pacífico — até o litoral do Rio de Janeiro. A proposta foi feita em resposta a uma publicação do secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth, que relatava o recente bombardeio a uma embarcação suspeita de transportar drogas perto das águas colombianas.
Ataque no Pacífico reforça cooperação internacional
Na madrugada de quarta-feira (22), forças norte-americanas atingiram um barco de pequeno porte em águas internacionais próximas à Colômbia. Segundo Hegseth, três tripulantes ligados a uma organização terrorista associada ao narcotráfico morreram na ação. O secretário afirmou que o objetivo é “encontrá-los e eliminá-los até que a ameaça ao povo americano seja extinta”.
A operação integra uma estratégia mais ampla do governo dos Estados Unidos, classificada pelo presidente Donald Trump como prioridade de segurança nacional. Até o momento, cerca de 6,5 mil militares participam da missão, que conta com destróieres equipados com mísseis guiados, caças F-35 e um submarino nuclear. Apenas este mês, a ofensiva resultou na apreensão de 45 toneladas de cocaína, de acordo com relatório oficial divulgado em 15 de outubro.
Convite para atuação na Baía de Guanabara
Em resposta ao anúncio de Hegseth, Flávio Bolsonaro escreveu em inglês: “Ouvi dizer que há barcos como este aqui no Rio de Janeiro, na Baía de Guanabara, inundando o Brasil com drogas. Você não gostaria de passar alguns meses aqui nos ajudando a combater essas organizações terroristas?”. O senador ressaltou a presença de embarcações semelhantes operando na costa fluminense e pediu apoio direto das forças norte-americanas.
O comentário veio acompanhado de críticas veladas ao tráfico que utiliza o litoral brasileiro como rota de distribuição. Ao sugerir a participação dos EUA dentro do território nacional, Flávio sinaliza confiança na eficiência do aparato militar norte-americano e na cooperação bilateral para conter o fluxo de entorpecentes.
Estrategia de Trump pode chegar ao continente
Em pronunciamento recente, Trump afirmou que, quando os traficantes forem pressionados no mar, tendem a deslocar suas operações para terra firme. Caso isso ocorra, o presidente pretende solicitar ao Congresso autorização para estender ações militares a territórios continentais. O endurecimento da política antidrogas soma-se a dados apontados pelo governo: 300 mil norte-americanos já teriam morrido por causas ligadas ao narcotráfico.


Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS


IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada




Analistas de segurança destacam que, se o plano terrestre avançar, países da América Latina — sobretudo aqueles que enfrentam elevado índice de violência associada às drogas — podem ser convidados a integrar operações conjuntas. A manifestação de Flávio Bolsonaro antecipa essa possibilidade e busca inserir o Brasil na agenda estratégica de Washington.
Contexto brasileiro e reação interna
O Rio de Janeiro convive há décadas com facções do tráfico que dominam rotas marítimas e usam pequenas embarcações para transportar drogas pela Baía de Guanabara. Agências de segurança brasileiras já apreenderam toneladas de entorpecentes na região, mas enfrentam limitações operacionais para patrulhar toda a costa.
Dentro do Congresso Nacional, propostas de cooperação militar estrangeira costumam dividir parlamentares. Enquanto defensores argumentam que a participação externa pode acelerar resultados, críticos apontam riscos à soberania. A sugestão de Flávio Bolsonaro reacende o debate, sobretudo porque envolveria tropas e equipamentos de alta letalidade.

Imagem: Wils Dias
Operação Víbora: números e próximos passos
Desde o lançamento, a Operação Víbora mobiliza navios de guerra, aeronaves de quinta geração e inteligência eletrônica para rastrear rotas marítimas usadas por cartéis. Fontes militares revelam que a média de apreensões mensais já supera dez toneladas de substâncias ilícitas. O comando da missão avalia que a repressão no mar força grupos criminosos a buscar alternativas mais vulneráveis em terra, criando janelas de oportunidade para novas investidas.
Nos bastidores diplomáticos, interlocutores veem a declaração de Flávio como um gesto de alinhamento com a Casa Branca. Para observadores, o Brasil pode pleitear acordos que envolvam treinamento, compartilhamento de dados de inteligência e patrulhamento conjunto em áreas sensíveis do litoral.
O convite do senador ainda não teve resposta oficial do Departamento de Defesa dos EUA. No entanto, o histórico de cooperação entre os dois países em temas de segurança abre espaço para negociações futuras. Em caso de avanço, caberá ao governo federal estabelecer protocolos que atendam às exigências legais brasileiras e às condições impostas por Washington.
Se a ofensiva internacional chegar à Baía de Guanabara, autoridades esperam frear o fluxo de drogas que abastece comunidades dominadas por facções. A medida, porém, exigirá coordenação minuciosa para evitar conflitos de competência com as forças de segurança estaduais e federais.
Para acompanhar outras movimentações no cenário político, acesse a seção dedicada em Política e fique informado sobre decisões que impactam a segurança pública.
Em síntese, a iniciativa de Flávio Bolsonaro reforça a tentativa de atrair apoio norte-americano para o combate ao narcotráfico no Rio de Janeiro. Continue acompanhando nossas atualizações e saiba como esse possível acordo pode alterar a dinâmica da segurança na costa brasileira.
Para informações oficiais e atualizadas sobre política brasileira, consulte também:

