Lead: O Ministério de Portos e Aeroportos intensificou conversas com a Air France para ampliar a malha que liga Brasil e França a partir de 2026, com foco em reforçar frequências no Rio de Janeiro e reativar rotas diretas para Brasília e Recife.
Encontro em Paris busca ampliar presença francesa no País
Em setembro de 2025, o ministro Silvio Costa Filho viajou a Paris para reuniões com diretores da Air France. O objetivo declarado foi sensibilizar a companhia sobre a importância de elevar o número de voos semanais já operados e estudar a inclusão de novos destinos brasileiros no cronograma a médio prazo.
Embora nenhuma decisão tenha sido anunciada, o ministro saiu confiante de que “a partir de 2026” novas ligações poderão ser confirmadas, sobretudo para Rio de Janeiro, Brasília e Nordeste. Segundo Costa Filho, o crescimento registrado nos últimos dois anos favorece a consolidação de acordos que ampliem a conectividade entre os dois países.
Após o encontro, Sébastien Justum, secretário corporativo adjunto e chefe de Assuntos Públicos e Internacionais da Air France, reforçou o caráter estratégico do mercado brasileiro. De acordo com o executivo, o Brasil ocupa a terceira posição no número de destinos atendidos pela companhia fora da Europa. Uma equipe francesa virá ao País nos próximos meses para aprofundar as negociações.
Panorama atual: 28 voos semanais e liderança absoluta na rota Brasil–França
Atualmente, a Air France opera 28 frequências semanais em quatro capitais brasileiras, além de ligações pontuais para Caiena, na Guiana Francesa. O detalhamento é o seguinte:
- São Paulo (Guarulhos): 14 voos semanais para Paris – Charles de Gaulle;
- Rio de Janeiro (Galeão): 8 voos para Paris;
- Salvador: 3 voos, com aumento previsto para 5 a partir de dezembro de 2025;
- Fortaleza: 3 voos para Paris, que também passarão a 5 em dezembro, além de 1 voo para Caiena;
- Belém: 1 voo para Caiena.
O resultado dessa malha coloca a companhia à frente das concorrentes Latam e Azul no segmento Brasil–França. Em 2024, mais de 7 milhões de passageiros voaram entre os dois países, marca inédita que assegurou 68,3% de participação de mercado à Air France. A Latam respondeu por 17,2% e a Azul por 14,5% no mesmo período.


Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS


IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada




Prioridades: mais Galeão e retorno a Brasília e Recife
O governo federal considera prioritário recuperar a oferta de assentos no aeroporto do Galeão. Antes da pandemia, o terminal chegou a receber dez voos semanais da Air France; hoje são oito. A ampliação é vista como essencial para reativar o potencial turístico e de negócios do Rio de Janeiro.
Outra meta é restabelecer a conexão direta Paris–Brasília, suspensa em 2016. A capital federal teve operações regulares entre 2014 e 2016 e figura como ponto estratégico para repartir o fluxo de passageiros entre o Centro-Oeste e outras regiões. Já no Nordeste, a retomada do voo Recife–Paris reeditaria a ponte aérea que vigorou nos anos 1990 e início dos anos 2000, ampliando o acesso internacional e favorecendo o turismo regional.

Imagem: Unsplash
Próximos passos e impacto esperado
As tratativas envolvem a elaboração de estudos de viabilidade técnica e comercial que serão apresentados pela Air France às autoridades brasileiras. Caso as negociações avancem, a expectativa oficial é de que novas frequências entrem em operação a partir do primeiro semestre de 2026.
Para o setor aéreo nacional, a medida ampliaria a concorrência em rotas transatlânticas e poderia reduzir tarifas, favorecendo consumidores e impulsionando o fluxo de turistas europeus. Além disso, aeroportos regionais ganhariam escala e receita, contribuindo para a descentralização da malha internacional.
A cobertura completa sobre outras iniciativas governamentais está disponível em nosso caderno de Política, onde você encontra análises diárias sobre infraestrutura e transporte.
Em resumo, a negociação liderada pelo Ministério de Portos e Aeroportos busca assegurar mais voos da Air France, fortalecer hubs existentes e reabrir rotas estratégicas para Brasília e Recife. Continue acompanhando nossas atualizações e receba em primeira mão as definições que podem mudar o mapa da aviação entre Brasil e Europa.
Para informações oficiais e atualizadas sobre política brasileira, consulte também:

