Israel e o grupo Hamas concordaram com um cessar-fogo imediato como parte da primeira fase de um plano em 20 passos mediado pelos Estados Unidos. O acerto, que prevê a libertação de todos os reféns israelenses e a retirada inicial de tropas de Gaza, deve ser oficialmente assinado ao meio-dia desta quinta-feira, horário local.
Primeiros passos: assinatura e retirada parcial
Fontes próximas às negociações indicam que, vinte e quatro horas após a formalização, as Forças de Defesa de Israel concluirão a etapa inicial de retirada parcial do enclave. O gabinete de segurança e o governo israelense têm reuniões marcadas para as 17h (horário de Israel) a fim de ratificar os termos e definir pormenores operacionais.
Segundo o acordo, os reféns vivos — estimados pelas autoridades em 48 pessoas, das quais 20 ainda confirmadas com vida — deverão ser entregues em até 72 horas. O Hamas também se comprometeu a facilitar a recuperação dos corpos de reféns que podem estar soterrados entre os escombros de Gaza. Em contrapartida, Israel libertará cerca de 2 mil prisioneiros palestinos, inclusive detentos já sentenciados à prisão perpétua.
A repressão militar israelense prosseguiu durante a madrugada de quinta-feira em três bairros da Cidade de Gaza — Shejaia, Tuffah e Zeitoun — sem relatos de vítimas. Testemunhas relataram colunas de fumaça sobre as áreas, evidenciando que a trégua ainda não estava em vigor.
Contexto do acordo e repercussão internacional
O entendimento ocorre dois anos depois do ataque transfronteiriço do Hamas que resultou em 1.200 mortes e no sequestro de 251 israelenses, segundo cifras oficiais. Desde então, mais de 67 mil pessoas perderam a vida no conflito que se espalhou pela região, envolvendo atores como Irã, Iêmen e Líbano.
Em publicação na rede social Truth Social, o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciou: “Israel e Hamas assinaram a primeira fase do nosso Plano de Paz. Todos os reféns serão libertados muito em breve, e Israel recuará para uma linha acordada.” Trump e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu conversaram por telefone e se parabenizaram pelo resultado, de acordo com o gabinete israelense. Netanyahu convidou o líder norte-americano a discursar no Knesset após a implementação da medida.


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Na Faixa de Gaza, moradores de Khan Younis celebraram o cessar-fogo. “Graças a Deus pelo fim do derramamento de sangue”, declarou Abdul Majeed Abd Rabbo. O Hamas, por sua vez, afirmou em nota que “não abandonará os direitos nacionais do povo palestino” e destacou os “sacrifícios” feitos ao longo da guerra.
Pontos pendentes e próximos desafios
Apesar do avanço, temas cruciais permanecem abertos: a administração pós-guerra de Gaza, o desarmamento do Hamas e a viabilidade de um eventual Estado palestino. O plano dos EUA prevê a criação de um organismo internacional, encabeçado por Washington e com participação do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, para gerir o território após a retirada israelense. Países árabes veem a proposta como um caminho para a independência palestina, posição rejeitada por Netanyahu.
Do lado econômico, os preços internacionais do petróleo recuaram diante da expectativa de redução do risco de interrupção no fornecimento global. Analistas avaliavam que uma escalada maior poderia atingir rotas vitais de energia no Oriente Médio.

Imagem: Internet
Libertação de reféns e troca de prisioneiros
A lista de reféns e a relação de prisioneiros palestinos foram trocadas na quarta-feira. O Hamas se negou, até o momento, a discutir a entrega de armamentos enquanto houver presença militar israelense em Gaza. Ainda assim, fontes ligadas ao grupo estimam que a libertação dos reféns vivos pode ocorrer já no sábado, caso o calendário aprovado pelo governo israelense seja mantido.
Para Israel, trazer os sequestrados de volta é prioridade declarada. “Com a aprovação desta fase, todos os nossos reféns retornarão a casa”, afirmou Netanyahu em comunicado oficial. O premiê descreveu o acordo como “vitória diplomática, nacional e moral” para o país.
O cessar-fogo e a troca de prisioneiros representam o avanço mais significativo até agora para interromper um conflito que redesenhou alianças em todo o Oriente Médio. A execução fiel dos compromissos firmados nas próximas 72 horas servirá como termômetro para a segunda fase do plano, que inclui a fiscalização internacional e passos rumo à estabilidade de longo prazo.
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Em resumo, a assinatura do cessar-fogo coloca Israel e Hamas diante de um teste crítico: cumprir prazos para libertar reféns, retirar tropas e abrir caminho para negociações mais amplas. Continue acompanhando nossas atualizações e compartilhe a matéria com quem deseja entender as próximas etapas desse acordo histórico.
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