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Coluna ressalta “pena” de jornalista por Bolsonaro e condenações que podem chegar a 43 anos

Política

Uma coluna publicada em 3 de setembro de 2025 na Gazeta do Povo trouxe nova perspectiva sobre a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No texto, o jornalista, tradutor e escritor Paulo Polzonoff Jr. afirma sentir “pena” do ex-chefe do Executivo, hoje réu em diversos processos que podem lhe render até 43 anos de prisão. O articulista apresenta argumentos que transitam entre a trajetória política do ex-mandatário, as dificuldades pessoais enfrentadas no exercício do cargo e o atual cerco judicial.

Autor vê falta de vocação e peso da facada de 2018

Para Polzonoff, Bolsonaro “nunca quis ser presidente”. Segundo o colunista, o então deputado federal era visto, até 2018, como figura folclórica do Congresso, lembrada apenas por frases de efeito e comentários contundentes. A virada teria ocorrido após o atentado a faca durante a campanha eleitoral daquele ano, episódio que transformou a candidatura em algo “inevitável” aos olhos do eleitorado.

Na avaliação do jornalista, o ex-capitão do Exército teria assumido uma “fantasia que não lhe cabia” a partir do hospital, quando percebeu que a vitória seria incontornável. Mesmo assim, prossegue o colunista, Bolsonaro jamais desenvolveu a “vocação” para o cargo, característica que, na visão do autor, se mostrou evidente ao longo do mandato e na tentativa de reeleição em 2022.

Fadiga, assessores controversos e desgaste familiar

O texto descreve cenas de desgaste físico e emocional observadas em comícios de 2022, classificando o então presidente como “cansado” e “quase constrangido” com a própria candidatura. Para o colunista, tal esgotamento intensificou-se porque Bolsonaro se cercou de “assessores controversos” e se viu no epicentro de cobranças tanto da direita, que esperava um líder “perfeito”, quanto da esquerda, que o encarou como “inimigo a ser destruído”.

Polzonoff também menciona a família do ex-presidente. Segundo o articulista, a decisão de permitir que os filhos ingressassem na vida pública teria ampliado a exposição de Bolsonaro e contribuído para o avanço de investigações que hoje cercam o clã. Apesar disso, o jornalista ressalta que a situação financeira, marcada por doações de apoiadores que já ultrapassariam R$ 19 milhões, não elimina o peso pessoal do processo judicial.

Processos, tornozeleira eletrônica e risco de prisão

Atualmente, Jair Bolsonaro responde a ações penais e inquéritos que lhe impõem medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e restrições de mobilidade. Conforme destaca a coluna, as penas somadas podem chegar a 43 anos, cenário que, na visão do autor, configura uma “humilhação” para quem ocupou o Palácio do Planalto.

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O articulista enfatiza que, embora o ex-presidente não seja “inocente”, há acusações que extrapolariam a responsabilidade direta do político. Polzonoff sustenta que, mesmo enfrentando críticas por frases polêmicas na pandemia, simpatia por militares e supostas hesitações que teriam impactado os protestos de 8 de janeiro, Bolsonaro não mereceria, segundo o colunista, a “perseguição” conduzida por grupos que ele define como “corja”.

Humanidade, autenticidade e “pena” como sentimento central

Na parte mais pessoal do texto, Polzonoff chama Bolsonaro de “repugnantemente humano” e atribui à autenticidade do ex-presidente — descrita por críticos como “tosquice” — a origem de sua empatia. O colunista afirma identificar nessa característica a razão para sentir compaixão: “Se me causa repulsa, causa porque me vejo nela também”, escreve.

Ao longo da coluna, a palavra “pena” aparece repetidamente. Para o autor, esse sentimento decorre do conflito entre expectativas da população e limitações individuais de Bolsonaro. A análise conclui que, mesmo que o ex-presidente tenha cometido erros, a pena surge “porque é insuportavelmente humano em seu orgulho teimoso” e agora se vê diante de punição que julga desproporcional.

Repercussão e contexto político

A publicação repercutiu nas redes sociais, atraindo apoio de leitores que compartilham a visão de perseguição jurídica e críticas de opositores que rejeitam a ideia de compaixão. O debate ocorre em momento em que tribunais definem os rumos de investigações sobre suposto uso indevido da máquina pública, atos antidemocráticos e irregularidades envolvendo aliados do ex-presidente.

O caso reforça a polarização que marca o cenário nacional desde 2018. Enquanto a esquerda vê avanços na responsabilização de autoridades, parte da direita interpreta as ações judiciais como tentativa de afastar Bolsonaro da cena política, sobretudo diante da possibilidade de novas disputas eleitorais.

Para quem acompanha a evolução dos processos e a movimentação no Congresso, vale conferir outras atualizações em nossa editoria de Política, onde análises e desdobramentos são publicados ao longo do dia.

Em resumo, a coluna de Paulo Polzonoff Jr. traça um retrato que mistura crítica, empatia e alerta sobre as consequências jurídicas que rondam Jair Bolsonaro. Continue acompanhando nossos conteúdos e mantenha-se informado sobre os próximos capítulos envolvendo o ex-presidente e o futuro político do país.

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