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Justiça mantém vigilância policial no entorno da casa de Bolsonaro e amplia disputa jurídica

Política

Brasília – Uma decisão judicial recente determinou a continuidade do monitoramento policial na área externa da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília. O despacho ocorreu depois que a polícia penal identificou “pontos cegos” que comprometeriam a eficácia do sistema de vigilância destinado a acompanhar o sinal da tornozeleira eletrônica imposta ao líder conservador.

Vulnerabilidades apontadas e manutenção da medida

Segundo o relatório apresentado pela polícia penal, a cobertura de câmeras e sensores não garantia visibilidade completa do equipamento de rastreamento. Os técnicos alertaram para o risco de falhas no registro de eventual violação de perímetro, alegando falta de ângulos adequados e obstáculos físicos no quintal. Diante dessa avaliação, a Justiça optou por manter a presença de agentes na parte externa do imóvel.

A Procuradoria-Geral da República havia opinado contra a permanência de policiais no local, sugerindo que o monitoramento fosse feito integralmente por meios eletrônicos. Mesmo assim, o magistrado responsável entendeu que a manutenção de efetivo no entorno seria necessária até que todos os pontos cegos fossem sanados.

Reação da família e questionamentos sobre privacidade

A decisão recebeu críticas imediatas dos familiares de Bolsonaro. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou a medida como “ilegal” e “paranoica” em publicação nas redes sociais. Ele alegou que a vigilância externa invade a privacidade de Michelle Bolsonaro e de uma filha menor de idade que residem na mesma casa.

Michelle Bolsonaro também se manifestou, citando um trecho bíblico que menciona a prevalência da justiça divina, numa mensagem interpretada por apoiadores como resposta à decisão. A ex-primeira-dama não apresentou argumentos técnicos, mas reforçou a confiança em que “nada poderá impedir os planos” do que chamou de “verdadeiro juiz”.

Defesa aponta parcialidade e mira o ministro Alexandre de Moraes

Os advogados do ex-presidente sustentam que o monitoramento presencial faz parte de um contexto mais amplo de, segundo eles, excesso de rigor na condução do inquérito supervisionado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Para a defesa, a medida evidencia “falta de imparcialidade” e cria constrangimento desnecessário, já que o equipamento eletrônico seria suficiente para assegurar o cumprimento das restrições judiciais.

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A defesa também argumenta que não existe fundamento jurídico para a instalação contínua de agentes em área particular sem a comprovação de tentativa de descumprimento de medida cautelar. Até o momento, contudo, o tribunal não acolheu os pedidos de revogação.

Próximos passos e cenário político

Com a decisão, a presença de policiais nas imediações do imóvel permanece por tempo indeterminado, enquanto técnicos analisam soluções para cobrir os pontos cegos identificados. A expectativa da defesa é apresentar novo recurso nas próximas semanas, na tentativa de limitar a atuação dos agentes ao monitoramento remoto.

Do ponto de vista político, aliados de Jair Bolsonaro enxergam na decisão mais um capítulo de disputas judiciais que, segundo eles, buscam constranger a principal liderança da oposição. Parlamentares do PL estudam iniciativas para questionar a legalidade da medida em comissões da Câmara e do Senado, alegando violação de direitos individuais.

A manutenção da vigilância reforça a tensão entre o ex-chefe do Executivo e setores do Judiciário. Enquanto a defesa aciona mecanismos legais, o Governo federal observa o desenrolar do caso, evitando posições públicas que possam alimentar o clima de polarização.

Para acompanhar outros desdobramentos sobre decisões judiciais envolvendo figuras públicas, o leitor pode consultar a seção de política do nosso portal.

Em síntese, a Justiça manteve policiais no entorno da casa de Jair Bolsonaro após identificar falhas no monitoramento eletrônico, provocando reações de familiares e reacendendo o debate sobre limites da atuação estatal. Continue acompanhando nossos canais para atualizações e análises sobre os próximos recursos da defesa.

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