Sérgio Lourosa Alves, cabeça de lista da coligação Livre/Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Almada, apresentou na noite de quarta-feira (4) um plano habitacional de emergência social e ambiental que, segundo afirmou, “não deixará ninguém para trás”. O compromisso foi divulgado num ato público no Largo Luís de Camões, em frente ao edifício da autarquia, diante de dezenas de apoiadores e das lideranças nacionais dos dois partidos.
Promessa de habitação digna e acessível
No discurso, Lourosa Alves defendeu “um novo paradigma” para o município. A estratégia, batizada de “Almada em Comum”, propõe:
- Reabilitar imóveis sem deslocar moradores;
- Integrar comunidades sem recorrer a demolições;
- Construir moradias “com as pessoas” e não “contra elas”.
De acordo com o candidato, a iniciativa foi “construída por todos, com o contributo de todos” e pretende oferecer “casa pública, digna e acessível” aos residentes. “Reabilitar sem expulsar, integrar sem demolir e construir com as pessoas” resumiu o aspirante à presidência da Câmara.
O município de Almada, situado na margem sul do Tejo, soma perto de 184 mil habitantes distribuídos em 70 km², segundo o Instituto Nacional de Estatística. Com uma procura crescente por moradia e preços em alta, a habitação figura entre os temas centrais da campanha para as eleições autárquicas deste domingo (8).
União de esquerda contra avanço da extrema-direita
A apresentação contou com a presença de Mariana Mortágua, coordenadora nacional do BE, e do deputado do Livre Paulo Muacho. Em sua intervenção, Mortágua elogiou a aliança local, classificando-a como prova de que “diferenças, orgulhos e egos” podem ser deixados de lado para “dar resposta” à população. A dirigente declarou que a coligação pretende governar o concelho durante o próximo mandato autárquico.
Segundo Mortágua, Almada “não tem tido uma governação à altura do seu povo” nos últimos anos e precisa de uma alternativa que ofereça “respeito e orgulho” aos habitantes. A deputada também mencionou “estragos” que, em sua visão, serão provocados “pelo governo de direita” em todo o território nacional. Para ela, caberá às autarquias “cuidar” das consequências dessas políticas.


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A dirigente identificou ainda uma segunda motivação para a formação da frente de esquerda: o crescimento da extrema-direita. “O neofascismo vai passar a ter expressão autárquica,” alertou, acrescentando que campanhas de “ódio” ganharam força. Na leitura da coordenadora, a convergência entre Livre e Bloco representaria a “resposta” a esse avanço.
Cenário eleitoral no concelho
Almada é atualmente governada por Inês de Medeiros (PS), candidata à reeleição para um terceiro mandato. O executivo municipal conta com cinco vereadores socialistas, quatro da CDU, um do BE e um do PSD. Nas duas últimas eleições, PS e PSD firmaram acordo para garantir maioria absoluta no órgão deliberativo.
O pleito de domingo terá oito nomes na disputa pela presidência da Câmara:

Imagem: Internet
- Inês de Medeiros (PS);
- Luís Palma (CDU – coligação PCP/PEV);
- Hélder Sousa e Silva (PSD);
- Ana Clara Birrento (CDS-PP);
- Carlos Magno (Chega);
- Sérgio Lourosa Alves (Livre/BE);
- Carlos Alves (Iniciativa Liberal);
- Marina Marques (PAN).
O resultado definirá não só o comando da autarquia, mas também a correlação de forças partidárias num concelho historicamente marcado pelo protagonismo da esquerda.
Habitação no centro do debate
A proposta de Lourosa Alves coloca a habitação como eixo prioritário, prometendo intervenções urbanas que “não dividem, mas unem” e um município que “não destrói, mas reconstrói”. Para o candidato, o dia 12 — referência ao início do novo mandato autárquico — será o momento de “mostrar coragem e esperança”.
O enfoque habitacional surge numa conjuntura de pressão sobre o mercado imobiliário, tanto por valorização de imóveis como por escassez de oferta para renda acessível. A mensagem da coligação busca diferenciar-se de gestões anteriores ao defender uso de recursos públicos para construção ou reabilitação de habitações e a promessa de que “ninguém será tratado como invisível”.
A campanha entra na reta final com expectativas de alta competitividade. Os partidos à direita — PSD, CDS-PP, Chega e Iniciativa Liberal — pretendem capitalizar críticas ao desempenho socialista e à gestão municipal, enquanto a frente Livre/BE tenta atrair eleitores de esquerda insatisfeitos com o PS sem abrir mão de disputar votos moderados.
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Em síntese, o plano apresentado por Livre e Bloco de Esquerda coloca a habitação como ponto central da eleição em Almada. Com a votação marcada para domingo, os eleitores vão decidir se apostam na continuidade, em uma guinada à direita ou na nova coligação de esquerda. Siga acompanhando nossa cobertura e participe deixando sua opinião nos comentários.
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