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Lula acusa deputado de defender crime organizado ao criticar mudanças no Pix

Política

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (8) que “um deputado” fez campanha com mentiras para favorecer o crime organizado. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Itatiaia, um dia depois de a Receita Federal e a Polícia Federal desencadearem operação contra o uso de fintechs pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).

Acusação após operação contra o PCC

A fala de Lula faz referência indireta às afirmações do secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas. Segundo o secretário, a disseminação de fake news sobre o Pix, no início do ano, dificultou a aprovação de mudanças que ampliariam a fiscalização sobre empresas de pagamentos digitais. Barreirinhas sustentou que a desinformação “impediu” o governo de agir antes, permitindo que organizações criminosas continuassem a movimentar recursos por meio de contas em fintechs.

“Tem um deputado que fez campanha contra as mudanças que a Receita Federal propôs. E, agora, está provado que o que ele estava fazendo era defender o crime organizado”, afirmou Lula, sem citar o nome do parlamentar. O presidente ainda classificou a operação deflagrada na quinta-feira como “a mais importante em 525 anos de Brasil”.

De acordo com a Polícia Federal, a ação mirou integrantes do PCC que utilizavam empresas legalmente constituídas para lavar dinheiro de tráfico e outros crimes. As investigações apontam que contas abertas em bancos digitais foram usadas para mascarar transações milionárias.

Críticas à oposição e recado a Bolsonaro

Durante a entrevista, Lula aproveitou para alfinetar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “A gente vai mostrar a cara de quem faz parte do crime organizado neste país, e o ex-presidente que tome cuidado”, declarou. A afirmação amplia o embate político iniciado na campanha de 2022 e reforça o discurso do atual governo contra adversários que utilizam as redes para criticar medidas fiscais ou regulatórias.

O Palácio do Planalto não divulgou provas de que o parlamentar citado tenha ligação direta com organizações criminosas. Mesmo assim, Lula sustentou que a postura do deputado teria “blindado” o PCC ao tumultuar o debate sobre o Pix. Até o momento, não houve pronunciamento oficial da oposição sobre as acusações.

Agenda em Minas Gerais

Lula desembarcou em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte, na manhã desta sexta-feira. A cidade foi escolhida para o anúncio de novos investimentos vinculados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), voltados à mobilidade urbana. As iniciativas incluem:

  • Extensão da malha metroviária, com duas futuras estações;
  • Implantação de corredores exclusivos de ônibus;
  • Compra de ônibus elétricos e construção de ciclovias integradas;
  • Adoção de tecnologias para controle de tráfego.

Além de Contagem, o pacote prevê recursos para projetos semelhantes em outras capitais e regiões metropolitanas. Na sequência, o presidente seguiu para Montes Claros (MG), onde participou da inauguração de um centro de tecnologia destinado ao desenvolvimento da macaúba, matéria-prima estratégica para o Combustível Sustentável de Aviação (SAF) e o Diesel Verde (HVO).

Comitiva ministerial e metas do PAC

A viagem contou com a presença de quatro ministros — Alexandre Silveira (Minas e Energia), Jader Filho (Cidades), Macaé Evaristo (Direitos Humanos) e Rui Costa (Casa Civil) —, além do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), a primeira-dama Janja da Silva e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), também acompanharam os eventos.

Segundo o governo, os investimentos em mobilidade buscam reduzir o tempo de deslocamento e incentivar o transporte coletivo. A ampliação das linhas de metrô e VLT, defendida como prioridade pela equipe econômica, deve ser financiada com recursos federais, complementados por contrapartidas dos estados e municípios.

Repercussão e próximos passos

A operação contra o PCC e as declarações de Lula reacenderam o debate sobre a regulação de meios de pagamento. Técnicos da Receita apontam que o monitoramento de transações via Pix e contas digitais permanece limitado, enquanto parlamentares da oposição exigem maior transparência sobre os dados que justificam novas medidas de controle.

Já o governo insiste em que a atualização das regras é indispensável para impedir que facções utilizem brechas do sistema financeiro. Integrantes da base aliada pretendem retomar, nos próximos dias, negociações no Congresso para destravar projetos que ampliem o acesso do Fisco a informações de fintechs.

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Resumo: Lula atribuiu a um deputado de oposição a propagação de mentiras que, segundo ele, beneficiaram o PCC ao impedir mudanças no Pix. A acusação surgiu após operação federal que mirou o uso de fintechs pela facção. Paralelamente, o presidente anunciou investimentos do PAC em mobilidade durante agenda em Minas. Continue acompanhando nossas atualizações e receba em primeira mão os desdobramentos dessa disputa no Congresso.

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