Fonte oficial do governo do Rio de Janeiro confirmou 119 mortes após a megaoperação conduzida na terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da capital fluminense. De acordo com o balanço, 115 mortos eram suspeitos de integrar o Comando Vermelho, classificados como “narcoterroristas neutralizados”, e quatro eram policiais que reagiram aos ataques de criminosos fortemente armados.
Planejamento conjunto e números da ação
O secretário estadual de Segurança Pública, Victor Santos, afirmou que o planejamento da investida durou um ano e envolveu cooperação com polícias de outros estados, sobretudo Pará, onde parte da facção se escondia. Aproximadamente 2,5 mil agentes participaram, cumprindo 100 mandados de prisão e 180 de busca e apreensão. No total, 113 pessoas foram presas; 33 delas vieram de outras unidades da federação.
Santos classificou a letalidade como “dano colateral muito pequeno diante da magnitude da operação”. Segundo ele, a estratégia consistiu em avançar pelas comunidades para empurrar os criminosos para áreas de mata, onde as forças de segurança montaram cerco. Quatro civis foram baleados sem gravidade durante o cruzamento de tiros.
O secretário estadual de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, informou que 61 corpos foram localizados por moradores do Complexo da Penha até a madrugada de quarta-feira (29). Líderes comunitários alegam ter encontrado mais de 70. A perícia será responsável pela identificação de todos os mortos. Entre os detidos, há suspeitos apontados como chefes regionais da facção.
Contexto urbano e críticas à operação
Autoridades justificam a dimensão do confronto pelo perfil demográfico do Rio de Janeiro. Quase um quarto da população fluminense vive em favelas, percentual que supera em três vezes a média nacional de 8,1%. Apenas nos complexos do Alemão e da Penha são 9 milhões de metros quadrados de ocupação irregular, o que, segundo Victor Santos, favorece a mobilidade de grupos criminosos.
Questionado sobre a letalidade, o delegado Curi rebateu críticas dirigidas à operação e ao suposto uso insuficiente de inteligência. “Quem diz que não houve planejamento desconhece a complexidade de uma investigação desse porte”, declarou. Para ele, o Comando Vermelho se consolidou como “organização criminosa terrorista” com ramificações em todas as unidades da federação, exigindo resposta proporcional do Estado.


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O coronel Marcelo Menezes, secretário estadual da Polícia Militar, afirmou que parte dos corpos encontrados após a retirada das equipes pertence a criminosos que tentaram escapar usando roupas camufladas. A identificação também ficará a cargo da perícia. Menezes destacou que os policiais enfrentaram fuzis, metralhadoras e granadas durante o cerco.
O governo estadual sustenta que a operação buscou reduzir a capacidade bélica da facção, interromper rotas de tráfico e cumprir mandados contra lideranças responsáveis por ataques recentes a agentes públicos. Relatórios preliminares apontam apreensão de armamento pesado, munições e veículos blindados improvisados.

Imagem: Guilherme Grandi
Enquanto entidades de direitos humanos cobram explicações sobre o alto número de mortos, a cúpula da segurança pública insiste que o emprego de força foi compatível com a ameaça enfrentada. Segundo Santos, “parte dos criminosos resolveu enfrentar o Estado e atacar policiais”, resultando nas baixas registradas.
O Ministério Público estadual abriu procedimento para acompanhar as investigações sobre cada morte, e a Defensoria Pública solicitou acesso aos laudos de necropsia. A Secretaria de Segurança informou que colaborará com todos os órgãos de controle.
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Em síntese, a megaoperação confirmou a postura de enfrentamento adotada pelo governo fluminense contra o Comando Vermelho, combinando inteligência interestadual, efetivo numeroso e cumprimento de mandados. Continue acompanhando o portal para receber novos desdobramentos e atualizações sobre o impacto da ação nas comunidades e na estratégia de combate ao crime organizado.
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