geraldenoticias 1757534364

MPF determina prazo de 30 dias para governo apresentar plano emergencial de água a indígenas

Política

Brasília, 10 abr. — O Ministério Público Federal (MPF) concedeu 30 dias para que a União e a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AGSUS) apresentem um cronograma emergencial voltado à implantação e à reforma dos sistemas de abastecimento de água em comunidades indígenas do Alto Rio Negro, no Amazonas. A medida, formalizada em liminar de caráter urgente, cobra ações concretas após anos de metas descumpridas e orçamentos subutilizados.

Decisão judicial impõe prazo rigoroso

Na ação civil pública, o MPF exige que o plano contemple todas as etapas necessárias — desde a definição das obras até a contratação definitiva de profissionais — para garantir água potável às 742 aldeias do Distrito Sanitário Especial Indígena do Alto Rio Negro (DSEI-ARN). Segundo o órgão, apenas 3% dessas comunidades têm acesso a água tratada atualmente.

O despacho destaca que os recursos federais destinados ao saneamento básico “não vêm sendo aplicados de forma adequada” e aponta falhas no cumprimento de cronogramos desde 2020. A liminar detalha que o plano deve seguir o trabalho previsto para 2025 no Distrito Sanitário Indígena, respeitando metas de implantação, reforma e ampliação dos sistemas de abastecimento.

Para o MPF, a falta de água potável configura “grave violação dos direitos constitucionais à saúde, à vida e à dignidade humana”. O texto observa ainda que, mantido o ritmo atual, o DSEI levaria cerca de 120 anos para universalizar o acesso à água na região, cenário considerado inaceitável pelo órgão de controle.

Metas anteriores ficaram no papel

O Plano Distrital de Saúde Indígena 2024-2027 previa a implantação ou reforma de sistemas de água em 25 aldeias entre 2024 e 2025. No entanto, investigação do MPF revelou que o DSEI-ARN já descumpre metas desde 2020. Uma ampliação prevista de 7% na cobertura de água potável até 2023 sequer foi alcançada, mantendo milhares de indígenas em vulnerabilidade hídrica.

Os procuradores ressaltam que, apesar dos recursos disponíveis, a execução não acompanhou as necessidades urgentes das comunidades. A liminar reforça a obrigação da União de assegurar infraestrutura básica, conforme determina a Constituição e as normas sanitárias.

IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada
Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

R$60,00 R$99,00 -39%
Ver no MERCADO LIVRE
Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

R$27,99 R$49,00 -43%
Ver no MERCADO LIVRE
Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

R$33,00 R$99,99 -67%
Ver no MERCADO LIVRE

IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada

R$52,36 R$99,00 -47%
Ver na Amazon
Caneca Brasil Bolsonaro

Caneca Brasil Bolsonaro

R$29,90 R$59,00 -49%
Ver na Amazon
Camiseta Bolsonaro Donald Trump presidente

Camiseta Bolsonaro Donald Trump presidente

R$49,99 R$109,99 -55%
Ver na Amazon
Mouse Pad Bolsonaro assinando Lei Animais

Mouse Pad Bolsonaro assinando Lei Animais

R$17,90 R$49,99 -64%
Ver na Amazon
Mito ou verdade: Jair Messias Bolsonaro - Leitura Imperdível!

Mito ou verdade: Jair Messias Bolsonaro - Leitura Imperdível!

R$21,30 R$49,99 -57%
Ver na Amazon

Próximos passos e possíveis consequências

A partir da notificação, a União e a AGSUS devem elaborar o cronograma detalhado em até 30 dias. O documento deverá indicar cada obra, prazos, fontes de financiamento e responsáveis técnicos. Caso o prazo não seja cumprido, o MPF poderá pedir aplicação de multas diárias e responsabilização de gestores.

Consultada pela imprensa, a AGSUS não se manifestou até o fechamento desta matéria. Já a União não apresentou posicionamento oficial sobre o pedido de emergência e a crítica ao uso de recursos orçamentários.

Contexto regional e impacto social

O território do Alto Rio Negro abriga dezenas de etnias distribuídas pelas margens dos rios Negro, Içana e afluentes. A limitação ao acesso à água potável agrava riscos de doenças de veiculação hídrica, compromete atividades agrícolas e impacta diretamente a qualidade de vida das famílias indígenas.

Entidades de saúde pública alertam que a falta de saneamento é um dos principais vetores de enfermidades como diarreia, hepatite A e infecções intestinais, que atingem especialmente crianças e idosos. Para o MPF, suprir essa carência é passo fundamental para reduzir custos futuros na rede de saúde e garantir a efetividade de programas federais.

Risco de repetição de atrasos

Mesmo após sucessivas previsões de investimentos, o histórico de atrasos coloca em dúvida a capacidade de execução do novo plano. O MPF sustenta que o acompanhamento judicial se faz necessário para evitar novos descumprimentos. O órgão afirma que seguirá monitorando relatórios bimestrais de progresso, solicitando informações e, se necessário, acionando outras instâncias para assegurar a execução integral das metas.

Para quem acompanha de perto as decisões que influenciam o cenário político nacional, vale conferir outras atualizações em nossa página de Política.

Em síntese, o MPF impôs um prazo objetivo para que o governo federal apresente soluções concretas a um problema que se arrasta há anos. O cumprimento ou não desse cronograma será decisivo para melhorar as condições de saneamento e saúde das comunidades do Alto Rio Negro. Acompanhe as próximas etapas e compartilhe esta informação para ampliar o debate sobre a correta aplicação dos recursos públicos.

Para informações oficiais e atualizadas sobre política brasileira, consulte também:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Quando você efetua suas compras por meio dos links disponíveis aqui no Geral de Notícias, podemos receber uma comissão de afiliado, sem que isso acarrete nenhum custo adicional para você!