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Narcoterrorismo no Rio: fuga de líder do tráfico expõe barbárie contra crianças

Política

O fracasso na captura de Edgard Alves de Andrade, conhecido como Doca, durante a Operação Contenção, no último dia 28 de outubro, voltou a escancarar a crueldade do narcotráfico na Baixada Fluminense. O criminoso de 55 anos acumula 260 anotações criminais e mais de 100 mandados de prisão em aberto. Mesmo assim, conseguiu escapar por pouco, segundo confirmou o secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi.

Três vidas perdidas após o Natal de 2020

O caso que simboliza a brutalidade atribuída a Doca ocorreu em 27 de dezembro de 2020. Naquela tarde de domingo, Alexandre da Silva, de 10 anos, o primo Lucas Matheus, de 8, e o amigo Fernando Henrique, de 11, deixaram o condomínio onde moravam, no bairro Castelar, em Belford Roxo, para brincar no campinho de futebol e comprar ração para passarinhos em uma feira próxima. As imagens de uma câmera de segurança registraram a última vez em que os garotos foram vistos.

Os meninos, segundo relatos de familiares, tinham paixão por aves. A suspeita levantada pela investigação aponta que eles teriam sido acusados de furtar uma gaiola que pertencia ao tio de Wiler Castro da Silva, o Stala, então chefe do tráfico local. Irritado, Stala solicitou autorização aos dirigentes do Comando Vermelho, presos no Complexo de Gericinó, para executar os supostos ladrões. Áudios reunidos pela Polícia Civil indicam que Doca autorizou o crime.

Após a execução, os corpos teriam sido lançados em um rio de Belford Roxo que deságua na Baía de Guanabara. Até hoje, nenhuma das crianças foi localizada.

Tentativas de despistar a investigação

O então secretário da Polícia Civil, Allan Turnowski, notou sinais de interferência do tráfico logo no início das apurações. Em janeiro de 2021, um suspeito foi preso e libertado poucos dias depois por falta de provas. Na mesma data, familiares protestaram diante da delegacia. Dois ônibus foram incendiados, tática típica de facções para provocar desordem e distrair as autoridades.

Outro episódio envolveu o sequestro de um pai-de-santo da região. Ele foi levado a um “tribunal do tráfico”, torturado e entregue à avó de dois dos meninos com a falsa acusação de ritual de magia negra. A Polícia Civil investigou e concluiu que o religioso não tinha qualquer ligação com o desaparecimento.

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A pressão negativa sobre os chefes da facção levou o preso Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha — considerado presidente do Comando Vermelho nos presídios fluminenses — a ordenar o assassinato de Stala em julho de 2021, numa tentativa de eliminar provas e conter a repercussão pública.

Apoio popular à intervenção policial

Levantamento recente aponta que 88% dos moradores das favelas aprovam operações como a Contenção. O dado reflete o esgotamento de quem vive sob ameaças constantes e testemunha a leniência do sistema de Justiça diante de criminosos com histórico extenso, como Doca.

Entidades e ONGs criticaram o governo estadual por relacionar o homicídio dos meninos ao narcotráfico, alegando falta de provas definitivas. Para investigadores, porém, a tentativa de dissociar facções do crime reforça o ambiente favorável aos traficantes, que chegam a convocar coletivas de imprensa para pautar a narrativa, como fez Abelha em 2021 — evento cancelado por exigência de presença física durante a pandemia.

Impunidade que se repete

A fuga de Doca demonstra a fragilidade no cumprimento de mandados de prisão e alimenta o descrédito em relação ao poder público. Policiais envolvidos na Operação Contenção afirmam que a recaptura é “questão de tempo”, mas a população cobra ações concretas para evitar novos crimes. Enquanto isso, famílias das vítimas permanecem sem respostas, quatro anos após o desaparecimento.

Para quem acompanha a escalada de violência no Rio, o caso dos “meninos-passarinhos” resume a combinação de impunidade, aparato bélico das facções e tentativas de setores externos de suavizar a ligação entre narcotráfico e crimes hediondos. A continuidade de operações policiais robustas conta com aprovação popular expressiva e aparece como alternativa imediata para conter a expansão do narcoterrorismo.

Se você deseja acompanhar os desdobramentos políticos que envolvem o combate ao crime organizado, confira a seção especial em Política e mantenha-se informado sobre medidas de segurança pública em discussão.

Em síntese, a morte de Alexandre, Lucas e Fernando expõe a urgência de respostas firmes do Estado contra líderes como Doca. A pressão da sociedade por justiça e a fiscalização constante sobre as instituições são decisivas para impedir que tragédias semelhantes se repitam. Continue acompanhando nossas atualizações e compartilhe este conteúdo para ampliar o debate sobre segurança pública.

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