Belém (PA), 13 de novembro de 2025 – A Organização das Nações Unidas cobrou do governo brasileiro medidas imediatas para reforçar a segurança e melhorar a infraestrutura da 30ª Conferência das Partes sobre Mudança do Clima (COP30), depois que manifestantes conseguiram entrar no local do evento na última terça-feira.
Demanda por resposta rápida
O secretário-executivo da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas, Simon Stiell, enviou carta ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, solicitando um plano detalhado que garanta:
- Controle de acesso mais rígido para evitar novas invasões;
- Mitigação do calor em pavilhões e salas de reunião;
- Estrutura de prevenção contra inundações;
- Equipes de segurança em número suficiente para atuar 24 horas por dia.
Stiell classificou o episódio como “grave violação do protocolo” ao permitir que ativistas rompêssem barreiras e circulassem por áreas reservadas a delegações estrangeiras. Segundo o executivo, a falha expôs vulnerabilidades que precisam ser sanadas antes da retomada da programação principal.
A invasão ocorreu durante a tarde de terça-feira, 11, quando um grupo de manifestantes pulou grades externas e alcançou o centro de convenções instalado no complexo Hangar, na capital paraense. A ação resultou em interrompimento de painéis, pânico entre participantes e necessidade de evacuação parcial.
Cobranças sobre infraestrutura
Além da segurança, a carta da ONU destacou reclamações sobre ausência de ar-condicionado em auditórios, filas prolongadas nos pontos de alimentação e precariedade de sanitários provisórios. Delegados relataram sensação térmica superior a 35 °C dentro de tendas e atrasos em encontros bilaterais por falta de energia elétrica estável.
Stiell também mencionou relatos de que o gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria orientado a Polícia Federal a não dispersar os manifestantes, informação que o Planalto não comentou até o momento. Para o secretário-executivo, a eventual orientação agrava a percepção de fragilidade do esquema de proteção.


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Na avaliação da equipe da ONU, o efetivo de vigilância privada contratado para trabalhar nos acessos é insuficiente diante do fluxo diário estimado em 45 mil pessoas, entre autoridades, observadores, jornalistas e representantes de ONGs.
Resposta do governo brasileiro
Em nota, a Casa Civil afirmou que todas as solicitações apresentadas pelo organismo internacional já constavam do planejamento e que ajustes estão em execução. A pasta acrescentou que os sistemas de climatização, geradores de energia e drenagem pluvial serão reforçados até a próxima semana. Quanto ao incidente de terça-feira, o governo declarou ter iniciado investigação interna para apurar responsabilidades.
Autoridades estaduais informaram que a Força Nacional e a Polícia Militar do Pará assumirão, de forma integrada, o controle de perímetro, enquanto a Polícia Federal permanecerá responsável pela área interna de credenciamento. Até o momento, não há registro de feridos durante o tumulto.
Calendário da COP30
A conferência segue prevista para encerrar em 22 de novembro. Delegações de 196 países discutem metas de redução de emissões, financiamento climático e mecanismos de adaptação para nações em desenvolvimento. O cronograma oficial inclui ainda uma cúpula de chefes de Estado, programada para 17 de novembro, na qual o Brasil deverá apresentar balanço de políticas ambientais recentes.

Imagem: André Coelho
Representantes de países europeus e da América do Norte demonstraram preocupação com a segurança, mas afirmaram confiar em soluções rápidas. Já organizações de sociedade civil pedem garantia de acesso livre para manifestações pacíficas, sem colocar em risco a integridade do evento.
Próximos passos
As equipes técnicas da ONU monitoram a implementação das medidas exigidas. Um relatório de conformidade será elaborado até sexta-feira, 15, e encaminhado ao secretariado da convenção. Caso os ajustes sejam considerados insuficientes, novas recomendações poderão ser emitidas.
Enquanto isso, a programação de painéis foi retomada com restrições: entrada condicionada à revista pessoal, credenciamento biométrico reforçado e limitação de rotas internas. A circulação de veículos oficiais também passou a exigir escolta.
Para o governo, assegurar a normalidade da COP30 é crucial para preservar a imagem do país como anfitrião de grandes eventos multilaterais. Já a ONU sinaliza que não aceitará flexibilização de normas de segurança que comprometa a integridade de delegados e funcionários.
Outras atualizações sobre o desenrolar político em Brasília podem ser acompanhadas em nossa seção de Política, que reúne análises e reportagens sobre as decisões do Executivo, Legislativo e Judiciário.
Em resumo, a invasão da COP30 colocou em evidência falhas estruturais que a ONU espera ver corrigidas rapidamente. A atenção agora se volta à resposta do governo Lula, responsável por garantir a segurança de milhares de participantes e manter o país alinhado às exigências internacionais. Continue acompanhando o Geral de Notícias para atualizações em tempo real e repercussões dos próximos desdobramentos.
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