geraldenoticias 1761600282

Orçamento de 2026 expõe fragilidade de Lula e põe reeleição em risco

Econômia

Brasília, 27 de outubro de 2025 – A discussão do Orçamento Federal de 2026 concentra a maior tensão entre Executivo e Legislativo desde o início do atual mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Prestes a iniciar o ano eleitoral, o Palácio do Planalto corre contra o relógio para aprovar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e garantir recursos para programas sociais, enquanto o Congresso pressiona por autonomia total sobre as emendas parlamentares.

Governo tenta recompor receitas e enfrenta resistência

Após a derrubada da Medida Provisória da Taxação, que esperava gerar R$ 17 bilhões em 2025 e até o dobro em 2026, a equipe econômica viu ruir o principal pilar de financiamento de novas despesas. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou projetos separados para elevar impostos sobre fintechs e sites de apostas, mas ainda não enviou o pacote completo ao Congresso. Sem a nova fonte de arrecadação, a análise da LDO permanece paralisada.

O senador Efraim Filho (União-PB), presidente da Comissão Mista de Orçamento, confirma que o adiamento foi solicitado pelo próprio governo. Ele cobra “equilíbrio também pelo lado da despesa” e alerta para o risco de não votar o Orçamento até o fim do ano legislativo. Oficialmente, a sessão final está marcada para 18 de dezembro, mas já há parlamentares admitindo prolongar as discussões até 2026.

No mesmo tom, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ameaça pautar cortes imediatos de despesas se o Executivo não apresentar solução de receita. Em paralelo, Motta sinaliza disposição para revisar isenções tributárias posteriormente, atendendo a pleito do Ministério da Fazenda.

Centrão reage a ameaça de corte de emendas

A irritação dos partidos de centro se intensificou após Haddad admitir a possibilidade de suprimir R$ 10 bilhões em emendas parlamentares. Em resposta, líderes do bloco defendem inclusão, na LDO, de um calendário que obrigue o governo a liberar verbas até três meses antes das eleições. O dispositivo, relatado pelo deputado Gervásio Maia (PSB-PB), amplia a influência dos parlamentares nos municípios e limita a margem de manobra do Executivo.

No Planalto, auxiliares veem caráter eleitoral na antecipação dos repasses e lembram o desgaste de 2024, quando Lula precisou liberar R$ 30 bilhões antes do pleito municipal. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), classificou a proposta como “sem lógica” do ponto de vista da gestão.

IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada
Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

R$60,00 R$99,00 -39%
Ver no MERCADO LIVRE
Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

R$27,99 R$49,00 -43%
Ver no MERCADO LIVRE
Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

R$33,00 R$99,99 -67%
Ver no MERCADO LIVRE

IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada

R$52,36 R$99,00 -47%
Ver na Amazon
Caneca Brasil Bolsonaro

Caneca Brasil Bolsonaro

R$29,90 R$59,00 -49%
Ver na Amazon
Camiseta Bolsonaro Donald Trump presidente

Camiseta Bolsonaro Donald Trump presidente

R$49,99 R$109,99 -55%
Ver na Amazon
Mouse Pad Bolsonaro assinando Lei Animais

Mouse Pad Bolsonaro assinando Lei Animais

R$17,90 R$49,99 -64%
Ver na Amazon
Mito ou verdade: Jair Messias Bolsonaro - Leitura Imperdível!

Mito ou verdade: Jair Messias Bolsonaro - Leitura Imperdível!

R$21,30 R$49,99 -57%
Ver na Amazon

A corda estica ainda mais com a faxina promovida pela ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que demitiu indicados de legendas aliadas em segundo e terceiro escalões após derrotas no plenário. Parlamentares avaliam que o movimento reduz o apoio ao Planalto justamente no momento mais delicado da pauta orçamentária.

Prazo apertado e risco de paralisação

Sem acordo sobre a recomposição de receitas, o cronograma ameaça travar. O Tribunal de Contas da União autorizou o governo a trabalhar com um déficit de até R$ 31 bilhões em 2025, mas manteve exigência de ajuste gradual nos anos seguintes. A decisão alivia a pressão imediata sobre Haddad, porém não elimina a necessidade de cortar gastos ou aumentar a arrecadação para 2026.

Enquanto isso, a campanha de Lula à reeleição já está nas ruas, dependente da continuidade de programas como Gás do Povo e Pé de Meia. Sem Orçamento aprovado, esses projetos ficam ameaçados. Para analistas parlamentares, a dificuldade de negociação evidencia a fragilidade política do presidente, que ainda não consolidou base sólida para enfrentar um ano eleitoral competitivo.

Impasse no licenciamento ambiental amplia desgaste

Outra fonte de tensão é a sessão adiada sobre os vetos presidenciais à Lei Geral do Licenciamento Ambiental. O governo insiste em manter veto a dispositivos defendidos pela bancada do agronegócio, como a autodeclaração de licenças. A falta de acordo resultou no cancelamento da sessão conjunta do Congresso em 16 de outubro, aprofundando o mal-estar.

Para o diretor da consultoria Action, João Henrique Hummel Vieira, “a campanha eleitoral já atropelou a agenda de governo, e cada derrota em plenário reduz ainda mais o poder de articulação do Planalto”. Segundo ele, sem concessões na LDO e nos vetos ambientais, votações relevantes podem continuar paralisadas.

Calendário indefinido acelera clima eleitoral

A nova data para análise da LDO segue em aberto. Líderes governistas falam em concluir negociações até o fim deste mês; oposicionistas consideram inviável sem a definição das receitas substitutas ao IOF. Caso o projeto escorregue para novembro, todo o ciclo orçamentário de 2026 ficará comprometido, elevando o risco de início de ano sem autorização para novas despesas e investimentos.

Diante do cenário, o Executivo teme paralisia administrativa logo no início de um calendário eleitoral que já se mostra polarizado. O próprio presidente da Câmara resume a situação: “Estamos quase em novembro aguardando a LDO; o prazo é apertado e a articulação precisa melhorar”.

Para acompanhar outras movimentações do Congresso que impactam diretamente o Orçamento e a governabilidade, acesse a seção de Política do nosso portal.

Concluindo, o impasse orçamentário revela a maior vulnerabilidade do governo Lula desde 2023. Sem maioria estável e pressionado por metas fiscais, o Planalto terá de escolher entre ceder às demandas do Congresso ou chegar a 2026 com programas travados e risco real para a campanha de reeleição. Fique atento às próximas votações e acompanhe as atualizações diárias em nosso site.

Para informações oficiais e atualizadas sobre política brasileira, consulte também:

Quer continuar informado? Acesse nossa página de política, ative as notificações e receba em primeira mão todas as movimentações que podem mudar os rumos do país.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Quando você efetua suas compras por meio dos links disponíveis aqui no Geral de Notícias, podemos receber uma comissão de afiliado, sem que isso acarrete nenhum custo adicional para você!