Brasília, 20 de junho de 2025 – A Petrobras obteve do Ibama a licença de operação necessária para perfurar um poço exploratório no bloco FZA-M-059, situado em águas profundas do Amapá, a 500 km da foz do rio Amazonas e a 175 km da costa brasileira. A sonda já está posicionada na área e os trabalhos começam imediatamente, com previsão de cinco meses até a conclusão da etapa inicial.
Objetivo é confirmar potencial de petróleo e gás
O poço integra o programa da empresa na chamada Margem Equatorial, região apontada como nova fronteira energética mundial. Nesta fase, não há produção comercial; o foco é coletar dados geológicos que indicarão se existem volumes economicamente viáveis de petróleo e gás. Caso a presença seja confirmada, etapas posteriores de avaliação e desenvolvimento serão submetidas a novos licenciamentos.
A presidente da companhia, Magda Chambriard, destacou em nota que a operadora atuará “com segurança, responsabilidade e qualidade técnica” e espera “excelentes resultados” na pesquisa. Segundo ela, ampliar o conhecimento sobre a Margem Equatorial é decisivo para a segurança energética do País e para assegurar recursos que sustentem uma transição energética “justa”.
Ibama conclui avaliação pré-operacional
Para liberar a licença, o Ibama exigiu uma série de estudos ambientais e planos de contingência. A Petrobras afirma ter cumprido integralmente todas as exigências. A etapa final ocorreu em agosto, com um simulado in loco chamado Avaliação Pré-Operacional (APO). Técnicos do órgão ambiental acompanharam o exercício e atestaram a capacidade de resposta a eventuais emergências.
A permissão abrange atividades específicas: perfuração, teste de formação e eventual abandono do poço, caso a operação indique ausência de hidrocarbonetos em escala comercial. Equipamentos de contenção de óleo, barreiras de proteção e sistemas de monitoramento remoto compõem o pacote autorizado.
Operação fortalece agenda de segurança energética
Com a aprovação, a estatal reforça a estratégia de diversificar áreas produtoras além do pré-sal. A Margem Equatorial, que se estende do litoral do Rio Grande do Norte ao Amapá, concentra formações geológicas similares às descobertas que transformaram Guiana e Suriname em polos emergentes de petróleo. A aposta é reduzir a dependência de importações e garantir fluxo de caixa para investimentos em fontes de menor emissão de carbono.


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Na mesma comunicação ao mercado, a Petrobras lembrou que, com o reajuste mais recente, já promoveu duas reduções no preço da gasolina em 2025. A medida, segundo a empresa, alinha o valor nacional às cotações internacionais de petróleo e reforça o compromisso com a competitividade da economia.
Próximos passos
O cronograma prevê perfuração contínua durante cinco meses, seguida da avaliação dos dados coletados. Caso os resultados apontem volumes comerciais, a companhia apresentará plano de desenvolvimento à Agência Nacional do Petróleo (ANP) e solicitará nova licença ao Ibama para dar início à produção piloto.

Imagem: Internet
Enquanto isso, embarcações de apoio, equipes de saúde e segurança e sistemas de monitoramento ambiental permanecerão em alerta. A estatal afirma que todos os profissionais envolvidos passaram por treinamentos específicos para atuar em águas profundas e sensíveis do ponto de vista ecológico.
Especialistas do setor consideram que um achado relevante pode colocar o Brasil entre os principais produtores da Margem Equatorial, aumentando a arrecadação de royalties para o Amapá e demais entes federativos. A Petrobras, controlada pelo Estado, detém 100 % de participação no bloco FZA-M-059.
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Em resumo, a licença concedida marca um passo importante para a exploração de novas reservas brasileiras, reforçando a soberania energética e a geração de receitas que sustentam a economia. Continue conosco para receber atualizações sobre o avanço dos trabalhos e seus desdobramentos.
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