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Pollon invoca autismo e explica por que não deixou plenário durante motim

Política

O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) apresentou nas redes sociais a sua versão sobre o impasse que manteve a Câmara dos Deputados paralisada por mais de 30 horas na semana passada. Segundo o parlamentar, o fato de ser autista impediu que ele compreendesse o que estava ocorrendo quando o presidente em exercício da sessão, Hugo Motta (Republicanos-PB), tentou retomar os trabalhos na noite de quarta-feira. Pollon é um dos nomes listados pela Mesa Diretora para possível suspensão de mandato em razão da confusão.

Deputado diz ter buscado orientação de colega

Imagens divulgadas pelo próprio Pollon mostram o momento em que ele permanece sentado na cadeira da presidência do plenário ao lado do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS). No vídeo, Pollon afirma: “Eu não entendi. Não vou sair.” O sul-matogrossense sustenta que convocou Van Hattem para recebê-lo como “pessoa de confiança” e ajudá-lo a entender a movimentação, já que, de acordo com ele, o transtorno do espectro autista dificulta a interpretação de situações de alta pressão.

“Pedi ao Marcel que ficasse comigo para que eu fosse orientado. Não havia intenção de tumultuar. Havia um acordo de rito que não foi cumprido”, declarou. O tal acordo, de acordo com Pollon, previa a desocupação do espaço somente após determinada formalidade regimental — que, segundo sua alegação, não ocorreu. Quando Motta tentou reassumir a cadeira, Pollon e Van Hattem foram os últimos a deixar o recinto, impossibilitando a continuidade da sessão.

Acusação de incentivo é rebatida

Reportagens veiculadas após o episódio sugeriram que Pollon teria incentivado Van Hattem a resistir. O parlamentar nega. “Que se analisem as imagens quadro a quadro”, disse. Ele sustenta que permaneceu no local exclusivamente por não ter compreendido a orientação de desocupação e por aguardar o cumprimento do procedimento combinado. Para reforçar a defesa, publicou gravações de celular que mostram seu diálogo com o colega gaúcho.

Condição para deixar o plenário envolvia anistia

Em pronunciamento posterior, Pollon admitiu ter condicionado a saída a uma resposta positiva sobre a anistia aos investigados pelos atos de 8 de janeiro. O deputado afirma ter deixado claro, durante transmissões ao vivo, que aguardava uma definição sobre o tema antes de abandonar a cadeira. “Nossa exigência era simples: que se colocasse em pauta a discussão da anistia. Sem isso, não sairíamos”, explicou.

Possível suspensão e histórico de atritos

A Mesa Diretora da Câmara avalia a aplicação de sanções que podem incluir suspensão do mandato para cinco deputados envolvidos na obstrução. Pollon integra a lista, ao lado de Van Hattem e de outros três parlamentares. O processo disciplinar deve levar em conta o tempo de paralisação, o impacto na agenda legislativa e eventuais quebras de decoro.

Não é a primeira vez que Pollon protagoniza confronto com Hugo Motta. Em 3 de agosto, durante manifestação em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro em Mato Grosso do Sul, o deputado chamou o presidente da sessão de “baixinho de um metro e sessenta” e usou termos ofensivos para se referir ao colega paraibano. A fala gerou protestos no plenário, mas até o momento não resultou em punição formal.

Defesa enfatiza inclusão e direito ao contraditório

O advogado que acompanha o caso alega que a Câmara precisa garantir condições adequadas de comunicação e adaptação para parlamentares diagnosticados com autismo. “Há dever de acessibilidade e de interpretação das condutas à luz dessa condição”, afirmou em nota. A defesa pretende usar laudos médicos para comprovar que o deputado possui diagnóstico confirmado e que, portanto, carece de mediação em situações de tensão.

Aliados de Pollon argumentam ainda que a Casa não pode impor penalidades sem respeitar o devido processo legal. “Não se pode atropelar garantias constitucionais”, disse um interlocutor próximo à liderança do PL, sigla que abriga a maior bancada da oposição.

Próximos passos na Câmara

Segundo parlamentares que integram o Conselho de Ética, a representação contra Pollon e os demais envolvidos pode ser protocolada nos próximos dias. Caso seja aceita, o deputado terá prazo para apresentar defesa por escrito e poderá ser ouvido em audiência. A suspensão de mandato exige maioria absoluta do plenário, o que colocaria o caso no centro do debate político em pleno avanço da pauta econômica do governo.

Enquanto aguarda a tramitação, Pollon mantém agenda pública normal e continua a defender a anistia aos réus de 8 de janeiro, tema que mobiliza a ala conservadora da Câmara. “O Parlamento existe para garantir direitos, não para perseguir quem pensa diferente”, declarou em pronunciamento recente.

Repercussão entre bancadas

Líderes governistas veem no episódio sinal de indisciplina e tentam acelerar a punição como resposta institucional. Já parlamentares do PL e de outras siglas de direita avaliam que, sem provas de incitação ao tumulto, a penalidade seria desproporcional. O impasse reflete a divisão da Casa sobre a forma de lidar com atos de protesto interno que paralisam votações.

Até o momento, Hugo Motta não comentou publicamente as justificativas de Pollon, limitando-se a reiterar que seguirá “o regimento e o interesse do colegiado” no encaminhamento das sanções. A decisão final caberá ao conjunto dos deputados, que deverá votar recomendação do Conselho de Ética quando o relatório for concluído.

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