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Ponte de madeira desaba no Maranhão e expõe falhas de manutenção estatal

Política

Um caminhão de carga despencou no rio Alpergatas após o desabamento de uma ponte de madeira entre os municípios de Fernando Falcão e Mirador, no Maranhão, na sexta-feira (24). O motorista sofreu apenas ferimentos leves, mas o incidente reacendeu a discussão sobre a conservação de pontes em rodovias estaduais.

Estrutura cede em poucos segundos

A ponte ficava próxima à MA-272 e era rota diária para moradores, produtores rurais e transportadores. Imagens feitas por um morador mostram o veículo iniciando a travessia e, segundos depois, a estrutura cedendo por completo. O caminhão foi arrastado pela correnteza, aumentando a preocupação dos habitantes locais com possíveis vazamentos de combustível e impactos ambientais.

Testemunhas relatam que, há cerca de três meses, a madeira apresentava sinais visíveis de desgaste, com tábuas soltas e vigas empenadas. Mesmo assim, não houve interdição ou alerta oficial. O motorista, cuja identidade não foi divulgada, foi resgatado por populares e encaminhado a um hospital na região. Ele recebeu alta após atendimento de rotina.

Moradores apontam negligência

Sem posicionamento imediato do Governo do Maranhão, moradores cobram respostas sobre a falta de manutenção. A ponte era a principal ligação entre comunidades rurais e a sede dos municípios, fundamental para o escoamento de produtos agrícolas. Agricultores afirmam que alertaram sobre o risco iminente às autoridades locais, mas os apelos não resultaram em obras preventivas.

Especialistas em infraestrutura enfatizam que pontes de madeira exigem inspeções periódicas, principalmente em períodos chuvosos, quando a umidade acelera o apodrecimento das peças. Para engenheiros consultados, a adoção de materiais mais resistentes ou a substituição completa da estrutura deveria ter ocorrido antes do prazo habitual de vida útil, estimado em dez anos.

Cadeia de responsabilidades

Mesmo sem vítimas fatais, o episódio gerou questionamentos sobre a fiscalização estadual. A Secretaria de Infraestrutura do Maranhão ainda não apresentou relatório técnico nem cronograma para a reconstrução. Enquanto isso, rotas alternativas aumentam o tempo de viagem em até 40 quilômetros, encarecendo o frete de alimentos e insumos.

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Para o setor de transporte, falhas em pontes comprometem a competitividade do agronegócio local. Caminhoneiros destacam que transtornos recorrentes elevam os custos logísticos, afetando a renda de pequenos produtores. Já líderes comunitários defendem a instalação de sinalização provisória e a criação de um canal de denúncias para agilizar reparos emergenciais.

Segurança viária em debate

A situação no Maranhão não é isolada. Relatórios do Tribunal de Contas da União indicam que parte significativa das pontes em rodovias estaduais brasileiras apresenta problemas estruturais. O órgão atribui a falhas de planejamento, atrasos em licitações e falta de monitoramento contínuo os principais fatores de risco.

Associado a isso, o volume de carga transportado por veículos acima do limite recomendado contribui para acelerar a deterioração de pontes de madeira. Além da fiscalização ineficiente, o excesso de peso tende a danificar vigas e pilares, reduzindo a capacidade de suporte da estrutura.

Investigações e próximas etapas

Moradores aguardam a conclusão de laudos que definirão causas exatas e eventuais responsabilidades civis e criminais. Sem ponte alternativa, a prefeitura instalou balsas improvisadas para travessia de passageiros, mas grandes veículos continuam impedidos de cruzar o rio.

Deputados estaduais de oposição pedem audiência pública para discutir a situação das pontes no interior. Eles defendem a criação de um programa de manutenção contínua com metas de curto prazo. Já sindicatos do setor de transporte cobram transparência na aplicação de recursos destinados a infraestrutura.

Para quem depende diariamente dessas vias, a expectativa é de ações concretas e rápidas. Até o momento, não há prazo oficial para reconstrução, nem estimativa de custo. Enquanto isso, o risco de novos acidentes permanece.

Se você quer acompanhar a evolução desse caso e outras pautas sobre fiscalização de obras públicas, acesse o setor de Política do nosso site.

Em síntese, o desabamento evidencia a necessidade de inspeções regulares, transparência na execução de obras e responsabilização de gestores. Acompanhe nossos próximos artigos e compartilhe este conteúdo para manter o debate sobre segurança viária ativo.

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