Um movimento organizado por fãs da antiga marca pretende lançar um novo aparelho BlackBerry, desta vez centrado em produtividade, teclado físico e uso consciente do smartphone.
Campanha liderada por veterano da comunidade
O ressurgimento da marca ganhou impulso com a iniciativa Bring Back BlackBerry, criada por Kevin Michaluk, figura reconhecida entre entusiastas do antigo sistema. Conhecido como “CrackBerry Kevin”, ele abriu uma pesquisa on-line para medir o interesse do público e rapidamente reuniu milhares de assinaturas. O objetivo declarado é desenvolver um dispositivo que recupere a experiência tátil característica dos BlackBerry clássicos, mas com hardware e software compatíveis com as necessidades atuais.
Michaluk traz para o projeto a sua experiência à frente da Clicks Technology, empresa que produz capas com teclado físico para iPhone e, mais recentemente, para modelos Android. A campanha prevê a união entre a engenharia da Clicks e a marca BlackBerry em um equipamento inédito, identificado até o momento como “Clicks x BlackBerry”.
Proposta foca em menos distrações e mais controle
Os organizadores apontam uma tendência de parte dos usuários em buscar dispositivos que reduzam notificações constantes e ofereçam maior concentração nas tarefas. Segundo a campanha, o novo telefone deve atender a esse público ao priorizar a digitação mecânica, a navegação objetiva e a limitação de recursos que geram distrações. A combinação pretende diferenciar o produto de smartphones convencionais, centrados em grandes telas e múltiplos alertas.
Embora o fator nostalgia seja reconhecido pelo grupo, o projeto enfatiza a necessidade de ir além do saudosismo. A proposta inclui integração com serviços atuais, otimização de software e suporte a ferramentas de produtividade. Dessa forma, o aparelho busca se firmar como alternativa prática, não apenas como lembrança de design.
Lições de tentativas anteriores
Diversas tentativas já foram feitas para reviver a marca. Entre elas, os modelos BlackBerry Z10 e a linha Key, lançados em parceria com a TCL, que tiveram resultados limitados em vendas e adoção. Na avaliação de Michaluk, os fracassos anteriores se deveram à combinação de hardware defasado e falta de foco claro em um diferencial. A nova empreitada pretende evitar esses erros oferecendo um produto “centrado em propósito” desde o início do desenvolvimento.


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Imagem: William R via hardware.com.br
Próximos passos e expectativa do mercado
O grupo não divulgou calendário oficial, mas confirmou estar negociando licenciamento da marca e definindo especificações técnicas. Entre os itens considerados essenciais estão bateria de longa duração, teclas retroiluminadas, conectividade 5G e sistema operacional Android personalizado para produtividade. A equipe também estuda canais de financiamento coletivo, que podem ajudar a validar a demanda e reduzir custos iniciais.
Especialistas de mercado acompanham o avanço da iniciativa como um teste de viabilidade para nichos que valorizam ergonomia e foco. Caso o aparelho alcance o mercado, poderá disputar espaço com dispositivos minimalistas já existentes, como celulares voltados a chamadas e mensagens básicas. O diferencial, nesse caso, seria entregar funcionalidades modernas sem abrir mão do teclado físico.
Até a formalização dos acordos, o projeto segue recrutando interessados e recolhendo sugestões de recursos. A coordenação destaca que, desta vez, a meta é lançar um equipamento que represente escolha consciente, voltado à produtividade e ao bem-estar digital, em vez de competir diretamente com as ofertas tradicionais de tela plena.


